Hideo Kojima elogia Cara-de-Barro e destaca terror corporal
Criador de Metal Gear analisou o novo filme da DC e relacionou a produção a clássicos como A Mosca e A Substância
Hideo Kojima, uma das figuras mais queridas e influentes na indústria dos games, compartilhou suas impressões sobre Cara-de-Barro, novo filme da DC Studios dirigido por James Watkins. Em seu perfil na rede social X, o criador de Metal Gear disse que não conhecia o personagem até assistir o longa, e que sua experiência foi positiva.
Watched “Clayface.” I wasn’t familiar with the character from DC, but I enjoyed the film. I’ve always loved the science fiction films of the 1950s and ’60s, particularly those about lonely men who gradually transform into something monstrous through scientific experiments, accidents, clinical trials, and the like. Richard Matheson’s novel “The Shrinking Man” (1956), and films such as “The Fly” (1958) and “4D Man” (1959). The facial disfigurement also reminded me of “Eyes Without a Face” (1959), “The Face of Another” (1966), and “The Skin I Live In” (2011). As a body horror film, “Clayface” will undoubtedly be compared to “The Fly” (1986) and “The Substance” (2024). But this is the story of a method actor who can become anyone through his performances, only to suffer a disfiguring facial injury and eventually gain the extraordinary ability to physically transform into anyone. Whether you see it as the story of a man who takes his revenge and descends into villainy, or as a tragedy, changes the very face of the film. While I was there, I also picked up a reprint of the original theatrical pamphlet for “The Man Who Stole the Sun.”
— HIDEO_KOJIMA (@HIDEO_KOJIMA_EN) November 1, 2026
Em sua análise, Kojima associou a produção a tradicionais obras da ficção científica e do terror das décadas de 1950 e 1960. Segundo ele, o filme dialoga com histórias clássicas sobre homens que acabam se transformando em monstros após experimentos científicos, acidentes ou procedimentos médicos.
Por apostar no terror corporal, Cara-de-Barro naturalmente pode ser colocado em posto de comparação com filmes como A Mosca (1968) e A Substância (2024), ponto que foi ressaltado por Kojima, mas que também aproveitou a oportunidade para destacar elementos que julgou únicos ao personagem da DC. Em sua visão, a trama acompanha um ator de método capaz de se transformar em outras pessoas por meio da atuação. Após sofrer uma lesão em seu rosto, ele passou a ter a capacidade de assumir fisicamente a aparência de qualquer indivíduo.
Para Kojima, essa característica abre espaço para que diferentes interpretações sejam feitas a respeito do protagonista. O Cara-de-Barro pode ser visto tanto como alguém que se entrega ao mal movido pelo desejo de vingança quanto como uma figura trágica.
“Se você enxergar a história como alguém que se entrega ao mal por vingança ou como uma tragédia, isso muda a ‘face’ do filme”, afirmou.

Conhecido por sua influência na indústria dos games, Hideo Kojima é designer, diretor, roteirista e produtor japonês. Ele é o criador de Metal Gear e fundador da Kojima Productions, estúdio responsável por franquias como Death Stranding.