Os clássicos estão de volta: animes de décadas passadas ganham novas versões em 2026
De Red River a Guerreiras Mágicas de Rayearth, obras lançadas entre as décadas de 1980 e 1990 ganham novas adaptações e remakes em 2026.

O ano de 2026 está dando o que falar na indústria dos animes. Além de novas produções baseadas em mangás recentes, estamos vivendo um momento bastante especial de novas adaptações — ou remakes — de obras lançadas décadas atrás, algumas ainda nos anos 1980 e 1990.
Mesmo separadas por décadas de suas novas versões, essas histórias continuam conquistando tanto o público que cresceu acompanhando suas obras originais quanto uma nova geração de fãs.
E hoje vamos conhecer algumas dessas adaptações que estão chegando em 2026!
Red River

Um dos lançamentos mais recentes da temporada de verão, Red River é um mangá criado por Chie Shinohara e publicado originalmente entre janeiro de 1995 e junho de 2002. Sua adaptação em anime, produzida pelo estúdio Tatsunoko Production, de SKET Dance, foi lançada em julho de 2026.
A história é protagonizada por Yuri Suzuki, uma adolescente de 15 anos que leva uma vida normal como estudante no Japão atual. Com muitos sonhos e um namorado chamado Himuro, ela vê sua rotina mudar quando uma força sobrenatural, na forma de uma mão, a captura ao entrar em contato com águas de fontes e poças e a transporta para Hatusa, capital do Império Hitita, na Anatólia do século XIV a.C.
Yuri foi levada até lá pela Rainha Nakia, que pretende utilizá-la em um sacrifício humano. Entretanto, Kail Mursili, um dos enteados da rainha e terceiro príncipe do Império Hitita, protege a jovem dos planos de sua madrasta. A partir daí, começa um romance entre a garota dos tempos modernos e o príncipe, enquanto os dois precisam enfrentar os perigos provocados pela Rainha Nakia.
Com elementos de shoujo, viagem no tempo e contextos históricos, incluindo disputas geopolíticas, Red River foi publicado pela Shogakukan, no selo Flower Comics, no Japão, e pela VIZ Media nos Estados Unidos. A obra ainda é inédita no Brasil, enquanto o anime está disponível na Crunchyroll com legendas em português.
Hana-Kimi

A obra Hana-Kimi, criada pela saudosa mangaká Hisaya Nakajo, foi publicada entre setembro de 1996 e agosto de 2004 e recebeu uma adaptação em anime em janeiro de 2026, sob produção da Signal.MD, de Platinum End.
A história é centrada em Mizuki Ashiya, uma jovem que vivia nos Estados Unidos e decide se mudar para o Japão com o objetivo de ficar mais próxima de seu ídolo do atletismo, Izumi Sano. Mizuki se transfere para o mesmo colégio que Izumi, a Academia Osaka. O problema é que a instituição é exclusiva para meninos, fazendo com que Mizuki precise se disfarçar de garoto para conseguir se aproximar de seu ídolo. Durante sua estadia, ela também acaba atraindo a atenção de outros estudantes, como Shūichi Nakatsu.
Trata-se de uma obra shoujo que aborda o crossdressing e também conquistou um público cativo do BL (Boys Love). O mangá foi publicado pela Hakusensha, no selo Hana to Yume Comics, no Japão, e pela Panini no Brasil. Antes de sua adaptação em anime, Hana-Kimi também ganhou diversas versões em live action no Japão, Coreia do Sul e Taiwan, com produções disponíveis na Apple TV e na Rakuten Viki.
O anime está disponível na Crunchyroll com duas temporadas — a segunda estreou em julho — tanto legendado quanto dublado em português.
Cat’s Eye – Remake

Agora, vamos falar sobre algumas obras que estão recebendo remakes, começando por Cat’s Eye. O mangá criado por Tsukasa Hojo foi publicado originalmente entre setembro de 1981 e janeiro de 1985 e recebeu uma nova adaptação em anime. Apesar de ter começado a ser lançada em setembro de 2025, a produção sofreu alguns atrasos, fazendo com que sua exibição fosse estendida até janeiro de 2026.
O enredo de Cat’s Eye é focado em três irmãs — Hitomi Kisugi, Rui Kisugi e Ai Kisugi — que trabalham em uma cafeteria, mas levam uma vida dupla como ladras de obras de arte. Juntas, elas formam o grupo de ladras Cat’s Eye, que, ironicamente, também é o nome da cafeteria onde trabalham.
As três são perseguidas pelo policial Toshio Utsumi, namorado de Hitomi, que não faz ideia de que sua companheira é uma das integrantes do grupo que ele tenta capturar.
Cat’s Eye é uma obra shonen publicada originalmente pela Shueisha, na revista Weekly Shōnen Jump, no Japão. No Brasil, a editora Pipoca & Nanquim anunciou que será responsável pela publicação do mangá.
Vale lembrar que essa não é a primeira adaptação da obra. Cat’s Eye já ganhou um anime na década de 1980, produzido pela TMS, além de um live action francês e OVAs com crossovers com Lupin the Third, entre outras produções.
O remake foi produzido pela LIDEN FILMS, de Tokyo Revengers, e licenciado globalmente pela Disney+, sob o selo Hulu. A produção está disponível com legendas e dublagem em português.
Ranma ½ – Remake (3ª Temporada)

Apesar de ter sido lançado originalmente em 2024, o remake de Ranma ½, obra criada por Rumiko Takahashi em 1987, chega à sua 3ª temporada, com estreia prevista para outubro de 2026. A nova adaptação é produzida pelo estúdio MAPPA, responsável por obras como Chainsaw Man, Jujutsu Kaisen e Attack on Titan Final Season.
A obra é focada em Ranma Saotome, um jovem que sofre de uma maldição que faz com que ele se transforme em garota ao entrar em contato com água gelada (e volte à forma masculina com água quente), e Akane Tendo, filha mais nova da família Tendo e, assim como Ranma, praticante de artes marciais. Os dois estão em um noivado arranjado pelos pais e, contra a vontade de ambos, a relação começa de forma conturbada, mas melhora aos poucos ao longo da série. Entretanto, diversos imprevistos e disputas no relacionamento, inclusive envolvendo o alter ego feminino de Ranma, impactam a vida dos dois.
Ranma ½, tanto o mangá quanto o anime de 1989, foi um fenômeno nas décadas de 1980 e 1990, ganhando filmes, OVAs e diversos jogos de RPG e luta para plataformas como MSX, Super Famicom (versão japonesa do Super Nintendo) e PlayStation, entre outras.
O mangá foi publicado pela Shogakukan, na revista Weekly Shōnen Sunday, no Japão, e pela Editora JBC no Brasil. O anime clássico, distribuído pela Artworks Entertainment no Brasil, está disponível no Koiplay, como assinatura extra do Prime Video, enquanto o remake é exclusivo da Netflix. A nova adaptação busca ser o mais fiel possível à obra original de Rumiko Takahashi.
Guerreiras Mágicas de Rayearth – Remake

Temos mais uma obra aclamada que está recebendo um remake: Guerreiras Mágicas de Rayearth. O mangá, criado pelo grupo de mangakás CLAMP, foi publicado pela Kodansha, na revista Nakayoshi, entre novembro de 1993 e abril de 1996. A obra recebeu uma adaptação em anime em 1995 e está prestes a ganhar um remake em outubro de 2026, em uma coprodução entre a TMS Entertainment, estúdio responsável pelo anime original, e a E&H Production, de Ninja Kamui.
Em Rayearth, a história é focada em três estudantes do 8º ano: Hikaru Shidō, Umi Ryūzaki e Fuu Hōōji. Durante uma excursão escolar à Torre de Tóquio, acompanhadas de suas turmas, as três são transportadas para o mundo mágico de Zephir — ou Céfiro, na versão japonesa. Lá, elas são levadas pelo feiticeiro Guru Clef e convocadas para resgatar a Princesa Esmeralda, que está sob ameaça do maléfico Zagard — ou Zagato, na versão japonesa.
Assim, o trio de Guerreiras Mágicas embarca em uma jornada pelo mundo de Zephir, contando com a ajuda de Mokona e utilizando seus poderes elementais.
O anime original foi lançado em 1995 e chegou a ser exibido na televisão brasileira pelo SBT. Mais recentemente, também passou pela TV Cultura de São Paulo, no programa Antimatéria. A produção fez grande sucesso entre o público feminino e contou com empresas como SEGA, TOMY Company — atual Takara Tomy — e Polygram/Polydor — atual Universal Music — entre suas produtoras e patrocinadoras.
A franquia também ganhou jogos para Super Famicom, Game Gear e Sega Saturn. O anime recebeu dublagem na época de sua exibição pelo SBT, enquanto os OVAs ganharam uma nova dublagem em 2025 para o canal da TMS Latino no YouTube.
Apesar do remake já ter data prevista para outubro, ainda não há informações sobre qual plataforma de streaming a TMS pretende utilizar para distribuir a produção. Outra incógnita para os fãs brasileiros é a utilização dos nomes dos personagens na nova versão.
Na adaptação exibida no Ocidente, Hikaru ficou conhecida como Lucy, Umi como Marine e Fuu como Anne, entre outras alterações. Em teoria, o remake deve utilizar os nomes originais em japonês. No entanto, os OVAs dublados em 2025 pela própria TMS mantiveram os nomes adaptados, o que deixa a decisão sobre a nova série em aberto.
Se a produção optar pelos nomes japoneses ou continuar utilizando as versões adaptadas, só o tempo dirá — e a escolha certamente pode até deixar os fãs mais assíduos de CLAMP um pouco confusos.
Menção honrosa: Suikoden: The Anime

Uma menção honrosa entre os lançamentos de 2026 é Suikoden: The Anime. Diferentemente das outras obras citadas nesta lista, a animação não é baseada em um mangá, mas em uma franquia de jogos de RPG criada pela KONAMI em 1996.
A nova produção é baseada na história de Suikoden II, segundo jogo da franquia, lançado originalmente em 1998. O anime está sendo produzido pela KONAMI Animation, o recém-criado estúdio de animação da produtora de jogos, em parceria com a NBCUniversal Entertainment Japan, produtora e distribuidora de animes que funciona como divisão japonesa do estúdio de cinema Universal Pictures e da Comcast.
Até o momento, não foram anunciadas plataformas de streaming para Suikoden: The Anime, nem há confirmação sobre sua chegada ao Brasil. A produção tem estreia prevista para 3 de outubro de 2026.