Adeus à árvore de Natal larga espremida atrás do sofá: decoradores explicam onde montá-la e qual tamanho escolher para a sala pequena não parecer menor

Decoradores indicam um canto livre ou perto da janela, e uma árvore mais alta e mais fina do que larga

A árvore de Natal não precisa sair do canto da sala, mas precisa sair do aperto. Decoradores ouvidos pela revista britânica Livingetc indicam um canto livre ou um ponto perto da janela, sem móvel pesado na frente e longe de fontes de calor. O tamanho certo, para eles, é uma árvore mais alta e mais fina do que larga.

Luzes quentes e enfeites distribuídos com equilíbrio nos galhos da árvore – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
Luzes quentes e enfeites distribuídos com equilíbrio nos galhos da árvore – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O recado serve sobretudo para quem mora em apartamento pequeno, onde um pinheiro mal posicionado rouba a passagem e faz a sala parecer menor do que é.

O canto continua valendo, desde que a árvore respire

A designer Jennifer Morris, fundadora do estúdio JMorris Design, defende os cantos. Segundo ela, os lugares onde normalmente fica um móvel são os mais discretos e, mesmo assim, continuam funcionando como ponto focal. Marie Flanigan, do escritório Marie Flanigan Interiors, sugere posicionar a árvore “em um canto ou perto de uma janela, para maximizar o impacto e preservar a circulação do ambiente”.

O problema começa quando o canto já está ocupado. Em outra reportagem da mesma revista, a decoradora Patricia Derpinski, da Hudson Holiday Decor, de Nova York, pede para evitar corredores estreitos e lugares em que um móvel pesado fique na frente da árvore e bloqueie a vista. A árvore espremida atrás do sofá é exatamente esse caso.

A saída mais simples é tirar algo de cena. Jenna Choate-James e Mariana Ugarte, fundadoras do estúdio Interior Fox, recomendam a regra do entra um, sai um: se a árvore chega, um banquinho ou um vaso grande muda de cômodo até janeiro. Morris sugere ainda marcar no chão, com fita crepe, um círculo do tamanho da árvore para conferir se a circulação continua confortável.

Por que uma árvore pequena demais encolhe a sala?

Parece contraditório, mas Flanigan aconselha não ter medo de escolher uma árvore um pouco maior em salas pequenas. A comparação dela é com os tapetes: assim como acontece com eles, uma árvore pequena demais pode fazer o espaço parecer ainda menor.

Um pinheirinho perdido no meio da parede vira objeto solto, sem escala, e reforça a sensação de cômodo apertado. Melhor uma árvore bem escolhida e bem colocada do que muitos enfeites espalhados pela sala.

Altura ajuda, largura atrapalha

Na hora de escolher o modelo, a medida que mais pesa é a largura. Flanigan recomenda considerar a altura do pé-direito e preferir uma árvore mais alta e mais fina, que leve o olhar para cima sem ocupar o chão. Kashi Shikunova, fundadora do Yam Studios, resume a questão: muitas vezes o problema é o diâmetro, porque mesmo uma árvore baixa pode ser muito larga.

Medir o ponto mais largo da árvore ajuda a conferir se ela cabe no canto escolhido – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
Medir o ponto mais largo da árvore ajuda a conferir se ela cabe no canto escolhido – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Na prática, meça o ponto mais largo, geralmente a base dos galhos, e compare com o espaço livre do canto escolhido. Shikunova lembra que as artificiais costumam ser mais estreitas e que um bom modelo fica bonito. Para salas realmente apertadas, os decoradores citam uma árvore menor apoiada sobre uma mesinha ou uma versão feita de galhos.

Com o lugar definido, sobra a parte divertida. Se a dúvida for a decoração, a Catraca já mostrou qual cor vem tomando o lugar dos enfeites dourados na árvore de Natal.

Janela clara, sem sol forte batendo

Perto da janela, as luzes aparecem de dentro e de fora de casa, e por isso o lugar é um clássico. Derpinski faz uma ressalva: o ponto não deve ter corrente de ar nem receber sol direto. Marsha Gray, diretora executiva do Real Christmas Tree Board, entidade americana ligada às árvores naturais, também pede para evitar janelas que recebem sol direto.

No Brasil, dezembro cai em pleno verão. A própria Livingetc observa que até árvores artificiais desbotam mais rápido quando ficam sob sol direto. Observe qual janela da sua casa recebe sol nas horas mais quentes e, se for a escolhida, uma cortina leve fechada à tarde ajuda a proteger a árvore, que continua iluminando a sala à noite.

Calor, tomada e pisca-pisca dentro das regras

Derpinski recomenda manter a árvore a pelo menos três pés, cerca de 90 centímetros, de lareiras, aquecedores e saídas de ar quente. O lugar ideal também tem uma tomada por perto. A Copel, distribuidora de energia do Paraná, desaconselha o benjamim (T) e as extensões para ligar vários cordões ao mesmo tempo e indica réguas com proteção, um cuidado que a Catraca já detalhou ao explicar por que ligar uma extensão elétrica em outra aumenta o risco de sobrecarga.

Na compra, olhe a embalagem. Segundo o Ipem-MG, em texto publicado no site do Inmetro, as luminárias natalinas são regulamentadas pelo instituto e devem informar potência em watts, tensão em volts e a marca do fabricante, além de ter plugue no padrão brasileiro. A Copel orienta ainda escolher o modelo indicado para uso interno.

Na instalação, siga o manual do fabricante e, como recomenda a Copel, só ligue o cordão na tomada depois que a árvore estiver toda montada. Fio com isolamento gasto, emendas ou lâmpadas queimadas são motivo para deixar aquele pisca-pisca de lado e trocar por um novo.