Cabeleireiros apontam a cor que fica entre o castanho e o vermelho e está ganhando espaço entre quem não quer um ruivo muito aberto

Quer cabelos avermelhados sem virar ruiva? Conheça o cherry cola, tom entre castanho e vermelho que revela reflexos cereja conforme a luz

Para quem quer mudar a cor do cabelo, mas não se imagina com um ruivo vibrante, os tons avermelhados fechados oferecem um caminho intermediário. O cherry cola combina uma base castanha profunda com reflexos cereja, vinho e, em algumas versões, violeta. O resultado é um cabelo que parece castanho em ambientes com pouca luz, mas revela nuances avermelhadas quando recebe iluminação natural. Essa proposta ganhou força entre as tendências de coloração de 2026 e faz parte de uma paleta que também inclui ameixa, bordô e cobre escuro.

O cherry cola é uma opção para quem quer aquecer o castanho sem apostar em um ruivo aberto. Veja as diferenças entre cereja, ameixa, bordô e cobre.
O cherry cola é uma opção para quem quer aquecer o castanho sem apostar em um ruivo aberto. Veja as diferenças entre cereja, ameixa, bordô e cobre.Imagem gerada por inteligência artificial

O que torna o cherry cola diferente dos ruivos tradicionais?

O principal diferencial do cherry cola é a profundidade. Em vez de apostar no laranja ou no vermelho aberto característico de alguns ruivos acobreados, a cor mantém uma base escura e incorpora reflexos avermelhados que aparecem conforme a iluminação. O efeito pode ser discreto ou mais intenso, dependendo da fórmula, da cor natural dos fios e da técnica utilizada pelo cabeleireiro.

A popularidade da tonalidade acompanha uma busca por mudanças que tenham personalidade sem exigir uma transformação radical. Um levantamento citado pela revista Allure, com base no relatório de beleza do Pinterest de 2026, aponta crescimento de 788% nas pesquisas por “cherry cola brunette hair”. Para quem está comparando possibilidades, outras cores de cabelo com reflexos avermelhados também ajudam a visualizar como é possível aquecer o castanho sem chegar a um ruivo muito claro.

Quais tons ficam entre o castanho e o vermelho?

Cherry cola, ameixa e cobre fechado pertencem a uma família de cores que combina profundidade e reflexos quentes ou frios em diferentes proporções. Embora possam parecer semelhantes em algumas fotografias, cada uma apresenta características próprias:

  • Cherry cola: mistura castanho escuro com reflexos cereja e vinho, que podem ficar mais evidentes sob a luz.
  • Castanho ameixa: incorpora nuances arroxeadas, criando um resultado mais frio e discreto.
  • Bordô: aposta em reflexos de vinho e vermelho profundo, que podem aparecer com mais intensidade.
  • Cobre fechado: combina pigmentos acobreados com uma base marrom, reduzindo o efeito alaranjado dos ruivos mais abertos.

A escolha depende do efeito desejado. Quem prefere que o cabelo continue parecendo castanho na maior parte do tempo pode pedir reflexos sutis e concentrados em determinadas áreas. Já quem quer que o vermelho apareça com mais clareza pode optar por uma tonalização mais intensa. As tendências recentes de coloração também mostram como bases profundas e nuances personalizadas podem criar resultados diferentes sem depender de uma cor uniforme.

Cherry cola brunette combina base castanha e reflexos avermelhados profundos. Saiba quem pode apostar na cor, como escolher a nuance e preservar o brilho.
Cherry cola brunette combina base castanha e reflexos avermelhados profundos. Saiba quem pode apostar na cor, como escolher a nuance e preservar o brilho.Imagem gerada por inteligência artificial

Quem pode apostar em uma coloração avermelhada escura?

Esses tons podem ser adaptados a diferentes tons de pele e texturas de cabelo. A escolha da nuance, porém, faz diferença: reflexos cereja e violeta tendem a transmitir uma aparência mais fria, enquanto os cobres fechados e os vermelhos amarronzados acrescentam calor. Em vez de seguir regras rígidas sobre qual cor combina com cada pessoa, vale observar o contraste desejado, a cor das sobrancelhas e o resultado que se pretende obter à luz natural.

O histórico químico também precisa entrar na decisão. Em cabelos naturais escuros, alguns resultados podem ser alcançados com coloração ou tonalização, mas a técnica depende da intensidade pretendida. Fios previamente tingidos podem reagir de maneira diferente, e aplicar uma nova tinta por cima nem sempre produz a cor esperada. Por isso, uma avaliação profissional e, quando necessário, um teste de mecha ajudam a reduzir o risco de manchas e danos.

Como preservar o brilho dos tons cherry cola e ameixa?

Os pigmentos vermelhos podem perder intensidade com as lavagens, a exposição solar e o uso frequente de ferramentas térmicas. Para prolongar o resultado, vale utilizar produtos indicados para cabelos coloridos, evitar água excessivamente quente e aplicar protetor térmico antes de secar ou modelar os fios. A frequência de lavagem e os produtos de manutenção devem ser ajustados à textura do cabelo e às recomendações do profissional responsável pela coloração.

Antes de mudar de cor novamente, também é importante considerar que pigmentos escuros avermelhados podem deixar resíduos difíceis de remover. A Academia Americana de Dermatologia recomenda cautela com procedimentos químicos e destaca que clarear o cabelo mais de três tons em relação à cor natural costuma exigir agentes oxidantes mais fortes, aumentando o potencial de danos. O melhor caminho é escolher uma nuance compatível com a condição atual dos fios e planejar a manutenção desde o início.