Casal do Paraná abandona empregos, vende bens e percorre cerca de 27 mil quilômetros de bicicleta até o Alasca depois de atravessar 18 países
Casal percorre 27 mil quilômetros de bicicleta e chega ao Alasca.
Sair de São Mateus do Sul, chegar a Ushuaia e depois seguir até a fronteira do Alasca exige mais do que resistência nas pernas. Bruna Pionoski Cardoso e Jonas de Paula e Silva deixaram os empregos, venderam bens e levaram sua rotina nas bicicletas por mais de dois anos. Ao cruzar 18 países e percorrer aproximadamente 27 mil quilômetros, transformaram uma decisão tomada após a pandemia num percurso continental. A distância impressiona, mas a sequência de partidas, mudanças de direção e adaptação diária explica melhor a aventura.

Por que o casal trocou a carreira pela estrada?
Bruna, de 35 anos, trabalhava com marketing digital. Jonas, de 36, era funcionário da Companhia de Saneamento do Paraná. Os dois são de São Mateus do Sul, no Paraná, e passaram a reconsiderar a rotina durante a pandemia. A viagem deixou de ser apenas uma ideia quando eles encerraram os vínculos profissionais e se desfizeram de parte dos bens para viabilizar a saída.
A escolha da bicicleta mudou a escala da viagem. Cada etapa dependeria do próprio deslocamento, com alimentação, abrigo e manutenção organizados conforme o percurso. Não há base para supor que venderam absolutamente tudo ou que atravessaram cada trecho sem apoio e outros meios. O dado central é que aceitaram trocar estabilidade profissional por uma rotina com logística renovada a cada dia.

Como a viagem começou e quando chegaram a Ushuaia?
Eles partiram em maio de 2024. Em janeiro de 2025, após aproximadamente oito meses, alcançaram Ushuaia, no extremo sul argentino. Esse marco ainda não encerrava o projeto: dali seguiram para o norte, rumo a países da América do Sul, Central e do Norte. O roteiro ajuda a entender por que os quilômetros finais incluem tanto a ida ao sul quanto a subida posterior.
Nos trajetos longos, o volume que cabe na bicicleta impõe escolhas. Ferramentas, peças de reposição, roupas para climas distintos e objetos de uso cotidiano precisam dividir espaço limitado. Mesmo sem uma lista completa do equipamento pessoal do casal, quatro aspectos da logística são inevitáveis numa expedição desse tipo:
- Planejar água e alimentação conforme a distância entre localidades.
- Conferir bicicleta, pneus e bagagem antes de cada trecho.
- Ajustar roupas e abrigo às variações de temperatura e chuva.
- Prever documentação e condições de entrada em cada fronteira.
O que mudou depois de inverterem a direção?
A partir de Ushuaia, o destino passou a ser o extremo norte. Em abril de 2026, Bruna e Jonas já estavam no México, depois de cerca de 20 mil quilômetros e 16 países. Esses números representam um retrato intermediário, não o total final. Em agosto de 2026, chegaram à fronteira do Alasca, conforme as reportagens sobre a expedição.
O percurso completo dessa etapa somava aproximadamente 27 mil quilômetros, 18 países e dois anos e quatro meses. Comparar as marcações do México e do Alasca evita confundir o estágio da viagem com seu desfecho. Chuva, frio, calor e mudanças de relevo são desafios possíveis ao longo das Américas; episódios pessoais específicos só devem ser atribuídos ao casal quando documentados.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Hermano das Americas, que fala sobre o início de uma travessia de bicicleta entre Ushuaia e o Alasca e os preparativos de estrada:
Como se vive por tanto tempo sobre duas bicicletas?
O tempo de estrada exige decidir repetidamente onde parar, quando descansar e como ajustar os planos se o clima ou a condição mecânica mudarem. A bicicleta aproxima o viajante das pessoas e dos lugares, mas também reduz a velocidade e torna a bagagem uma preocupação permanente. Uma viagem longa de bicicleta costuma começar com uma grande decisão e continuar com escolhas pequenas todos os dias.
Notícias anteriores ajudam a acompanhar a evolução sem tratar a chegada como algo inevitável. Um veículo de imprensa local registrou a passagem do casal por Ushuaia e, depois, a chegada ao México. Só mais tarde apareceu o marco da fronteira do Alasca. Cada registro foi feito num momento distinto, quando ainda havia distância e incertezas entre a posição atual e o objetivo final.
O que os 27 mil quilômetros realmente representam?
Representam o caminho acumulado da etapa iniciada no Paraná em maio de 2024, passando pelo extremo sul e seguindo ao norte até agosto de 2026. O número é aproximado, assim como a duração de dois anos e quatro meses. Ele não descreve uma linha reta entre dois pontos nem prova que a viagem inteira ocorreu sem pausas.
A notícia mais surpreendente talvez não seja a quilometragem isolada, mas o contraste entre uma carreira estabelecida e a disciplina necessária para sustentar a decisão por tanto tempo. Bruna e Jonas chegaram à fronteira do Alasca depois de 18 países. Entre o primeiro dia e essa chegada, o projeto só permaneceu possível porque precisou funcionar também nas jornadas comuns, quando ainda faltavam milhares de quilômetros.