Casal sobe montanha no Chile carregando pranchas nas costas e consegue remar numa lagoa a 6.370 metros de altitude, estabelecendo recorde mundial

Casal chileno enfrentou condições extremas para praticar stand-up paddle em uma lagoa de alta montanha e estabelecer um recorde mundial.

A 6.370 metros de altitude, uma prancha de stand-up paddle pesa mais quando precisa ser carregada nas costas por uma montanha. O casal chileno Carlos Cardemil Poffal e Laura Andrea Torres Pereira levou seu equipamento até uma lagoa na região de Copiapó e remou ali, numa conquista reconhecida pelo Guinness World Records. O frio, o ar rarefeito e a logística transformaram alguns momentos sobre a água numa expedição de meses de preparo. Como surgiu a ideia de unir duas atividades tão diferentes, e o que foi preciso fazer para chegar à lagoa?

O desafio aconteceu em uma lagoa a 6.370 metros de altitude.
O desafio aconteceu em uma lagoa a 6.370 metros de altitude.Imagem gerada por inteligência artificial

De onde veio a ideia de remar tão alto?

Carlos, dentista de 51 anos, e Laura, profissional da área jurídica de 48, já compartilhavam montanhismo e stand-up paddle. Segundo o relato divulgado pelo Guinness, eles se conheceram cerca de sete anos antes da notícia e praticavam o esporte aquático havia aproximadamente oito. A proposta nasceu depois de uma expedição ao vulcão Licancabur, perto de San Pedro de Atacama, onde viram uma lagoa em cratera.

Aquela paisagem sugeriu uma pergunta prática: seria possível transportar pranchas montanha acima e remar num lugar de altitude excepcional? A viagem como experiência de natureza aqui deixou de ser contemplação da paisagem. O casal precisaria preparar o corpo, localizar uma lagoa adequada e cuidar de transporte e segurança antes de entrar na água.

Como eles se prepararam para a expedição?

Meses de condicionamento, aclimatação e planejamento precederam a tentativa. Em altitude elevada, o oxigênio disponível diminui e o esforço habitual pode se tornar muito mais exigente. Somam-se frio, tempo instável e o peso das pranchas e demais equipamentos. Carlos e Laura optaram por levar o material sem carregadores profissionais e sem patrocinadores comerciais, conforme o relato da organização.

Esse detalhe não transforma a subida numa competição contra quem recebe ajuda. Ele mostra a dimensão do trabalho escolhido pelo casal: tudo que precisava estar na lagoa teria de chegar até lá. Preparar a remada incluía decidir como proteger o equipamento, dividir cargas e lidar com as limitações impostas pelo ambiente. A prancha, indispensável na água, se tornava um volume difícil durante a caminhada.

A aventura exigiu enfrentar condições extremas em uma região montanhosa.
A aventura exigiu enfrentar condições extremas em uma região montanhosa.Imagem gerada por inteligência artificial

Onde a remada aconteceu?

A tentativa ocorreu numa lagoa a 6.370 metros acima do nível do mar, na região de Copiapó, no Chile. O local é parte da definição do feito: o título do Guinness World Records reconhece a maior altitude para praticar paddleboard. Não basta subir uma montanha carregando uma prancha; era preciso efetivamente remar sobre a água na altitude documentada.

A marca registrada para a remada em altitude dá uma medida exata à cena que parece improvável. São 6.370 metros, e não uma aproximação vaga como “no topo dos Andes”. A localização, o registro e o cumprimento das regras fazem a diferença entre a lembrança pessoal de uma aventura e o reconhecimento de um recorde.

O que a altitude mudou no desafio?

Levar peso e executar movimentos em ar rarefeito exige um ritmo mais cauteloso. O corpo precisa de tempo para se adaptar, e sintomas de mal de altitude podem comprometer uma expedição. Por isso o planejamento e a aclimatação são parte da história, não apenas preparativos que se podem pular até chegar à foto final. O frio também altera a experiência de remar numa lagoa de montanha.

As fontes não detalham cada trecho da subida nem todas as temperaturas encontradas; preencher essas lacunas com nevascas ou resgates imaginados distorceria o relato. O dado verificável já é forte: dois praticantes transportaram equipamento próprio e alcançaram água suficientemente alta para uma remada reconhecida mundialmente. A dificuldade decorre do contexto físico, sem que seja necessário inventar um acidente.

Quando o recorde foi divulgado?

A conquista ganhou divulgação pelo Guinness World Records em julho de 2026. A data da reportagem não deve ser confundida automaticamente com o dia exato da remada. O registro oficial identifica a categoria e a altitude, enquanto a história do casal explica as escolhas que antecederam o momento na água. É a combinação desses dados que permite compreender o feito.

O encontro com a lagoa do Licancabur havia plantado a ideia. A remada na região de Copiapó materializou outra etapa: encontrar um cenário com altitude ainda maior, preparar-se e chegar com pranchas utilizáveis. O resultado une duas práticas que costumam exigir equipamentos e ambientes distintos, montanhismo e esporte aquático, num único percurso.

O que ficou depois de saírem da água?

A cena final não é apenas a prancha flutuando a 6.370 metros. É a mesma prancha sendo retirada do local e a consciência de que o feito só aconteceu porque o casal aceitou carregá-la até a lagoa. Ao documentar o resultado, Carlos e Laura transformaram uma ideia surgida numa expedição anterior numa marca que outras pessoas poderão tentar superar.

O recorde não torna a alta montanha uma aventura simples ou recomendável sem preparo. Ele revela uma sequência concreta de decisões, da aclimatação ao transporte do equipamento e à remada em si. O que começou com a observação de uma lagoa terminou com dois parceiros sobre a água num lugar em que chegar a pé já era um desafio considerável.