Cosmetóloga diz que a franja cortina segue entre os pedidos mais comuns nos salões e aponta o bob italiano e o shag suave entre os cortes da vez
As apostas da temporada unem movimento, praticidade e respeito à textura natural.
A franja cortina continua entre os pedidos mais frequentes nos salões, segundo a cosmetóloga e educadora de beleza Lindsay Worthen, diretora de campus da Ogle School. Para os próximos meses de frio, ela também aposta no bob italiano em versão mais leve e no shag suave. São cortes que deixam o cabelo com cara de arrumado sem exigir escova e babyliss todos os dias.
Por que a franja cortina ainda domina a cadeira do cabeleireiro?
Para Worthen, a franja cortina é um dos serviços mais solicitados porque renova o visual sem que a cliente precise abrir mão do comprimento. As mechas da frente ficam um pouco mais curtas que o restante dos fios e se abrem a partir da risca central. O resultado emoldura o rosto como uma cortina entreaberta.
Combinada a um corte em camadas, ela suaviza a região das maçãs do rosto e das têmporas. A cosmetóloga lembra que o recurso funciona na maioria das texturas, dos fios lisos aos cacheados, e se adapta a diferentes formatos de rosto. Outra vantagem é o crescimento: as pontas vão se misturando ao repicado lateral sem deixar uma marcação dura.

O bob italiano ganha camadas e fica mais fácil de finalizar
Sucesso no verão de 2023, o bob italiano volta com camadas suaves e mais movimento nas pontas. Segundo a especialista, o corte tem um ar chique e polido, mas continua simples de pentear no dia a dia. O comprimento fica na altura do queixo ou um pouco abaixo, com volume concentrado nas laterais. Veja o que pesa a favor dele:
- Funciona bem em cabelos lisos ou ondulados, que ganham balanço com as camadas internas.
- Combina com a franja midi, aquela que bate na linha das sobrancelhas.
- Os fios curtos não enroscam em cachecóis, golas altas e zíperes de casaco.
Quem tem ondas e cachos deve apostar no shag?
O shag suave aparece na lista de Lindsay Worthen com camadas bem mescladas, pensadas para trabalhar a textura natural em vez de brigar com ela. A proposta é entregar volume no topo e movimento nas pontas sem uma rotina longa de finalização com secador e difusor.
Isso interessa a quem decidiu assumir ondas e cachos e quer reduzir o uso de chapinha. Com menos calor nos fios, a cutícula sofre menos com o ressecamento típico dos meses frios, quando o ar seco já deixa o cabelo opaco e com frizz. Um bom leave-in e uma máscara de hidratação semanal bastam para manter o shag definido.

As outras apostas de Lindsay Worthen para a temporada
Além dos três cortes principais, a cosmetóloga destaca duas opções que conversam com o shag e com a franja cortina. Ambas pedem pouca manutenção e valorizam o caimento natural dos fios:
- Butterfly cacheado: une camadas longas e curtas de estilos repicados, criando movimento em volta do rosto sem sacrificar o comprimento.
- Franja midi: fina e desconectada, no estilo eternizado por Jane Birkin, fica na altura das sobrancelhas e funciona melhor levemente desarrumada em fios lisos ou ondulados.
Como escolher entre bob, shag e franja na próxima visita ao salão
O ponto em comum entre as sugestões de Lindsay Worthen é a praticidade: cortes que parecem bem acabados mesmo sem escova diária. Quem quer mudar pouco pode começar pela franja cortina, que dá frescor ao rosto e exige só um retoque a cada quatro ou seis semanas.
Já quem topa tirar comprimento encontra no bob italiano uma opção elegante para fios lisos e ondulados, enquanto o shag atende melhor quem quer valorizar cachos e ondas naturais. Leve fotos de referência e converse com o cabeleireiro sobre textura, densidade dos fios e quanto tempo você está disposta a gastar com finalização pela manhã.