Equipe percorre mais de 3.300 quilômetros em carros eletrificados nas Filipinas, atravessa três grandes grupos de ilhas e conquista dois recordes mundiais
Expedição percorreu mais de 3,3 mil quilômetros pelas Filipinas utilizando veículos eletrificados e enfrentando travessias marítimas e desafios de recarga.
Uma estrada de mais de 3.300 quilômetros nas Filipinas precisa atravessar o mar três vezes. Entre 24 de fevereiro e 15 de março de 2026, uma equipe percorreu 3.312,2 quilômetros com dois carros eletrificados, um totalmente elétrico e outro híbrido plug-in, passando pelos grandes grupos de ilhas Luzon, Visayas e Mindanao. O Guinness reconheceu duas marcas ligadas ao número de cidades visitadas em jornadas contínuas. A distância chama atenção, mas a questão decisiva era fazer recargas, travessias e registros funcionarem em sequência. Como a operação foi organizada?

Quem participou da viagem?
A BYD Cars Philippines organizou a expedição, com participação da ACMobility e do Departamento de Turismo das Filipinas. A proposta era testar e mostrar percursos longos com tecnologias de propulsão diferentes em regiões ligadas por estradas e balsas. A equipe atravessou mais de 60 cidades e mais de 30 municípios ao longo de vinte dias, conforme a divulgação do Guinness World Records.
O roteiro pelos três grupos de ilhas não era uma linha contínua de asfalto. Três travessias de balsa exigiam sincronizar veículos, horários e o registro da jornada. A organização de roteiros de viagem ganha outra escala quando o objetivo inclui manter uma tentativa verificável, escolher pontos de recarga e chegar ao porto com tempo para embarcar.
Por que havia dois tipos de carro?
O veículo totalmente elétrico depende de eletricidade armazenada na bateria para tração. O híbrido plug-in combina carregamento externo com um motor a combustão que também pode participar da movimentação. Colocar os dois na mesma expedição permite observar necessidades logísticas diferentes, mas não os transforma num único modo de rodar. O híbrido pode usar combustível, e a viagem não deve ser descrita como livre de emissões.
O reconhecimento também separou categorias. Uma marca se refere ao número de cidades visitadas numa viagem contínua de carro elétrico a bateria; a outra, à jornada de um híbrido plug-in. A distância total divulgada para a expedição ajuda a contar a escala, mas o critério dos recordes não foi simplesmente a maior quilometragem com uma carga ou um tanque.

Como a equipe lidou com as ilhas?
Luzon, Visayas e Mindanao compõem os principais grupos de ilhas do país. A rota precisou combinar trechos rodoviários com três viagens de balsa. Cada travessia cria uma dependência externa: horários, embarque e desembarque interferem no ritmo da jornada. O planejamento da recarga tem de considerar não apenas quantos quilômetros faltam, mas onde será possível recuperar autonomia antes do próximo trecho.
O relato do percurso de 3.312,2 quilômetros identifica a expedição e a parceria que a apoiou. Como é uma ação organizada por marca, o feito registrado demonstra que aquela equipe concluiu aquele roteiro nas condições planejadas; não prova que a infraestrutura já oferece a mesma facilidade para qualquer motorista em todos os trajetos do país.
O que precisou ser documentado?
Para reconhecimento, era preciso registrar a continuidade da viagem e as cidades efetivamente alcançadas por cada veículo. Visitar uma localidade não é o mesmo que passar por uma estrada próxima, e a contagem deve obedecer às regras de cada categoria. Os deslocamentos marítimos acrescentavam uma etapa de logística sem alterar o objetivo de seguir a viagem pelos grupos de ilhas.
A operação reuniu condutores, parceiros e planejamento de energia. As fontes resumem os desafios de recarga, mas não oferecem uma tabela completa com potência, preço e duração de cada parada. Inventar uma média universal de autonomia ou uma taxa de recarga específica daria precisão falsa. O dado verificável é que ambos os veículos concluíram a expedição documentada e alcançaram as marcas reconhecidas.
Qual foi o resultado oficial?
Ao final do período, a expedição havia percorrido 3.312,2 quilômetros, passando por mais de 60 cidades e mais de 30 municípios. O Guinness World Records reconheceu dois recordes relacionados ao número de cidades visitadas em viagens contínuas, um para automóvel elétrico a bateria e outro para híbrido plug-in. A notícia do reconhecimento foi divulgada meses depois da chegada, em agosto de 2026.
Essa distinção temporal importa. A equipe rodou entre fevereiro e março; o anúncio posterior apresentou o resultado verificado. O roteiro não pode ser reduzido a uma fotografia de carros no porto: foi necessário conectar trechos terrestres, embarques e paradas de energia por quase três semanas. Cada cidade e cada balsa integraram a contagem e o planejamento.
O que a travessia mostrou?
Uma viagem longa de carro eletrificado pode cruzar regiões insulares quando há preparação, equipe e infraestrutura utilizável no caminho. A demonstração não apaga limitações de acesso, tempo de recarga ou disponibilidade de balsas. Ela oferece um caso concreto: dois tipos de veículo, uma rota de 3.312,2 quilômetros e categorias de recorde definidas por localidades visitadas.
O ponto mais interessante é a diferença entre os carros. Para o elétrico, planejar a energia da bateria era central; para o híbrido, eletricidade e combustível podiam compor a operação. Ao conservar essa diferença, o relato mostra o que a equipe de fato realizou nas Filipinas e permite que o leitor compreenda por que dois recordes saíram da mesma expedição.