Ex-professora de 58 anos aprende a pilotar depois dos 40 e percorre mais de 120 países e sete continentes numa motocicleta de baixa cilindrada

Motociclista cruza mais de 120 países após aprender a pilotar depois dos 40.

Ela aprendeu a pilotar depois dos 40, escolheu uma motocicleta de 150 cilindradas e acabou atravessando mais de 120 países. Anita Yusof, ex-professora universitária da Malásia, tornou-se conhecida por uma viagem de escala difícil de conciliar com a ideia de que uma aventura dessas exige começar jovem e com uma máquina enorme. Aos 58 anos, no início de 2026, sua história reunia dez anos de deslocamentos pelos sete continentes. A distância impressiona, mas os períodos de planejamento e as interrupções explicam como a rota foi possível.

Anita Yusof percorreu mais de 120 países em suas viagens.
Anita Yusof percorreu mais de 120 países em suas viagens.Imagem gerada por inteligência artificial

O que levou Anita a aprender a pilotar?

O interesse inicial era conhecer o Quirguistão. Anita começou a pilotar motocicleta em 2012, já depois dos 40 anos, e a vontade de visitar um lugar específico se ampliou até virar um projeto de viagens internacionais. A experiência acumulada nos anos seguintes desmente a ideia de uma partida precipitada para um roteiro continental logo após a primeira aula de direção.

Antes das grandes travessias, precisou dominar o veículo e entender que conduzir sozinha inclui navegação, manutenção básica e decisões sobre descanso. Não há evidência de que tenha eliminado todos os riscos. O contraste é outro: ela assumiu um projeto crescente enquanto ainda trabalhava como professora universitária, em vez de esperar por condições supostamente perfeitas ou por um modelo de motocicleta mais potente.

Uma motocicleta de 150 cilindradas acompanhou suas grandes aventuras internacionais.
Uma motocicleta de 150 cilindradas acompanhou suas grandes aventuras internacionais.Imagem gerada por inteligência artificial

Como foram as duas grandes etapas da viagem?

A primeira fase do Global Dream Ride começou em 2015. Anita tirou um ano de afastamento e percorreu aproximadamente 65.269 quilômetros, passando por quatro continentes e 40 países, segundo registros sobre a expedição. Em 2019, iniciou uma segunda etapa. Essas datas ajudam a separar períodos distintos, com pausas e novas partidas, de uma suposta década ininterrupta sobre a moto.

Cada travessia internacional acrescentou tarefas que não aparecem nas fotografias de paisagens. Fronteiras, autorização de entrada e transporte do veículo entre regiões exigem preparação. Entre os elementos indispensáveis a esse tipo de percurso estão:

  • Documentos pessoais e exigências de circulação do veículo em cada destino.
  • Planejamento de combustível, hospedagem e manutenção ao longo da rota.
  • Equipamentos e roupas compatíveis com condições climáticas diferentes.
  • Margem de tempo para atrasos, mudanças de trajeto e imprevistos.

Por que uma motocicleta de baixa cilindrada chama atenção?

Anita utilizou uma Yamaha FZ150i, modelo pequeno em comparação com muitas motocicletas associadas ao turismo de longa distância. A escolha não significa que qualquer veículo de baixa cilindrada possa enfrentar qualquer terreno sem preparo. Ela demonstra que potência elevada não é a única variável: confiabilidade, manutenção, ritmo de viagem e limites de carga também entram na conta.

A cobertura publicada no começo de 2026 relatou mais de 120 países nos sete continentes. Essa formulação descreve o alcance do conjunto das viagens, sem afirmar que a motocicleta rodou continuamente em todos os trechos, inclusive travessias de oceano. A relação entre planejamento e viagens de longa duração ajuda a perceber que transporte, fronteiras e orçamento moldam qualquer aventura internacional.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Rota Sem Limites, que fala sobre a experiência de continuar viajando de motocicleta depois dos 50 anos:

Qual foi uma das dificuldades perto do retorno?

Em dezembro de 2025, Anita voltou à Malásia pela região de Johor. Reportagens registraram condições difíceis na passagem pela Indonésia, incluindo enchentes em Sumatra. Não é correto transformar esse episódio numa aventura com detalhes de resgate ou ferimentos que as fontes não descrevem. A travessia expõe a vulnerabilidade de um roteiro que depende de clima, estradas e decisões tomadas longe de casa.

Outros relatos sobre a viagem mencionam obstáculos burocráticos em diferentes etapas. Para quem viaja sem uma grande equipe acompanhando cada quilômetro, uma fronteira fechada ou mudança de exigência pode consumir dias. O mérito da viagem não está em parecer imune ao imprevisto, mas em reorganizar o caminho sem perder de vista a própria segurança e os recursos disponíveis.

O que torna a trajetória diferente de um recorde isolado?

Anita começou a pilotar em 2012, iniciou a primeira fase em 2015, retomou uma grande etapa em 2019 e regressou ao país no fim de 2025. A cronologia conta mais do que uma cifra solta: ela aprendeu, planejou, obteve afastamento do trabalho, atravessou continentes e alterou a rota diante das condições encontradas.

Aos 58 anos, seu nome aparecia associado a mais de 120 países. O número é uma soma divulgada sobre anos de viagem, e não uma recomendação para que outras pessoas reproduzam a travessia sem experiência. O aspecto mais concreto da história é que a professora transformou uma vontade de visitar o Quirguistão numa longa prática de deslocamento, começando por aprender a conduzir uma moto.