Existe uma técnica de emagrecimento pouco conhecida que pode te fazer perder mais peso do que tomar monjauro

Mounjaro ou mudanças de hábitos? Conheça o papel do déficit calórico, da musculação e do acompanhamento profissional na perda de peso sustentável

Nas redes sociais, algumas estratégias de emagrecimento são apresentadas como capazes de superar os resultados de medicamentos como o Mounjaro. Entre as promessas, uma técnica aparece com frequência: combinar alimentação ajustada, atividade física e acompanhamento profissional para criar um déficit calórico sustentável. Embora essa abordagem possa potencializar a perda de peso e melhorar a saúde, não existe comprovação de que ela faça todas as pessoas emagrecerem mais do que com a tirzepatida.

Dieta e exercícios podem superar o Mounjaro? Veja o que as recomendações médicas dizem sobre combinar mudanças de hábitos e medicamentos para emagrecer.
Dieta e exercícios podem superar o Mounjaro? Veja o que as recomendações médicas dizem sobre combinar mudanças de hábitos e medicamentos para emagrecer.Imagem gerada por inteligência artificial

Qual é a técnica de emagrecimento que pode potencializar os resultados?

A estratégia mais estudada é a intervenção comportamental intensiva, que combina um plano alimentar individualizado, atividade física regular, acompanhamento profissional e monitoramento dos hábitos. Em vez de depender de uma única mudança, ela trabalha vários fatores que influenciam o peso corporal ao longo do tempo.

O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos, ligado ao NIH, recomenda programas estruturados com orientação alimentar, aumento da atividade física, acompanhamento frequente e estratégias para manter o peso perdido. A instituição destaca que o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos ou cirurgia, conforme a necessidade de cada pessoa.

Como o déficit calórico contribui para a perda de peso?

O déficit calórico acontece quando o organismo utiliza mais energia do que recebe por meio da alimentação. Para isso, não é necessário passar fome ou cortar grupos alimentares inteiros. O mais indicado é ajustar as porções, priorizar alimentos nutritivos e reduzir o consumo frequente de produtos muito calóricos e pobres em nutrientes.

O plano precisa considerar idade, rotina, condições de saúde, preferências alimentares e nível de atividade física. Dietas extremamente restritivas podem dificultar a manutenção dos resultados e aumentar o risco de deficiências nutricionais. Por esse motivo, o acompanhamento de um nutricionista pode ajudar a estabelecer metas mais realistas.

Entenda como funciona a intervenção comportamental intensiva e por que alimentação ajustada, atividade física e acompanhamento podem favorecer o emagrecimento.
Entenda como funciona a intervenção comportamental intensiva e por que alimentação ajustada, atividade física e acompanhamento podem favorecer o emagrecimento.Imagem gerada por inteligência artificial

Por que combinar musculação e atividade aeróbica pode fazer diferença?

A atividade aeróbica, como caminhada acelerada, dança, bicicleta e natação, contribui para aumentar o gasto energético. Já os exercícios de força ajudam a preservar e desenvolver a massa muscular, algo especialmente importante durante o emagrecimento, quando pode ocorrer perda de tecido muscular junto com a redução de gordura.

O NIDDK recomenda que adultos busquem, quando estiverem aptos, pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada e exercícios de fortalecimento muscular em dois ou mais dias da semana. A quantidade ideal deve ser adaptada à condição física e às orientações de um profissional de saúde.

Essa técnica pode fazer emagrecer mais do que o Mounjaro?

Não é possível afirmar que a combinação de dieta e exercícios produzirá, de maneira geral, uma perda de peso maior do que a causada pelo Mounjaro. A resposta à tirzepatida varia entre os pacientes, assim como os resultados de programas comportamentais. Estudos e recomendações médicas tratam essas estratégias como opções que podem ser utilizadas de forma individualizada ou combinada.

O NIDDK ressalta que profissionais de saúde frequentemente associam mudanças no estilo de vida aos medicamentos para obesidade. Portanto, a técnica não deve ser encarada como uma substituição automática da tirzepatida, nem como uma promessa de emagrecimento acelerado. Quem utiliza o medicamento deve conversar com o médico antes de alterar a dose, interromper o tratamento ou iniciar uma dieta muito restritiva.