FPS 50 ou FPS 50+: Será que devemos mesmo escolher o fator de proteção mais alto em protetor solar?
Entenda a diferença entre FPS 50 e FPS 50+, saiba o que esses números significam e veja como escolher o protetor solar ideal para sua pele
O uso diário de protetor solar passou a ser visto como um cuidado básico com a saúde da pele, especialmente em países com clima quente e alta incidência de radiação. Entre tantas opções nas prateleiras, muitos consumidores se perguntam se há diferença prática entre o protetor com FPS 50 e aquele rotulado como FPS 50+, tema que envolve tanto critérios técnicos quanto escolhas de uso no dia a dia.

O que o índice de proteção solar FPS realmente indica?
O termo FPS vem de Fator de Proteção Solar (equivalente em português ao inglês Sun Protection Factor – SPF) e está ligado principalmente à proteção contra raios UVB, principais causadores de vermelhidão e queimaduras solares. Em laboratório, o valor indica quantas vezes mais radiação a pele consegue suportar até ficar vermelha usando o produto, em comparação com a pele totalmente desprotegida.
Para ser classificado como FPS 50, o protetor precisa atingir esse nível em testes padronizados, que usam quantidade exata de produto e modo de exposição controlado. No cotidiano, como nem sempre se aplica a dose correta ou se reaplica na frequência ideal, o desempenho real tende a ser menor do que o número promete na embalagem.
Qual a diferença prática entre protetores com FPS 50 e FPS 50+?
Em geral, produtos rotulados como FPS 50 atingem entre 50 e 59 nos testes, enquanto o FPS 50+ costuma sinalizar fórmulas que ultrapassam 60 de proteção UVB. Ambos, porém, já filtram uma parcela muito alta da radiação: o FPS 50 retém em torno de 98% dos raios UVB, e valores superiores bloqueiam apenas uma fração adicional pequena.
Por isso, autoridades europeias e agências regulatórias como a Anvisa agrupam FPS 50 e 50+ na categoria de “proteção muito alta”, sem sugerir que o número maior funcione como escudo absoluto. Um detalhe útil é que, na vida real, aplicar pouco produto reduz drasticamente qualquer vantagem numérica, tornando mais importante a forma de uso do que a diferença entre 50 e 50+.

Como escolher e usar o protetor solar de forma mais eficiente?
Na escolha entre FPS 50 e 50+, entram em jogo tipo de pele, textura preferida e rotina de exposição ao sol. Também vale observar se o produto oferece proteção de amplo espectro, cobrindo raios UVA, que se relacionam ao envelhecimento precoce, manchas e alguns tipos de lesão cutânea.
Alguns critérios práticos ajudam a adaptar o protetor ao dia a dia e aumentar a chance de uso correto e constante:
- Para peles oleosas, versões oil free e com acabamento seco tendem a ser mais confortáveis.
- Para atividades ao ar livre, prefira fórmulas resistentes à água e ao suor, com reaplicação frequente.
- Para crianças, use produtos específicos para o público infantil, mais testados em segurança.
- Para quem usa ácidos ou clareadores, priorize FPS alto associado a proteção UVA reforçada (como indicação de PPD elevado ou sistema de “+++” no rótulo).
Por que o FPS alto não dispensa outros cuidados com o sol?
Mesmo com FPS 50 ou 50+, não é recomendável permanecer longos períodos ao sol sem outras medidas de proteção. A recomendação geral é aplicar cerca de 2 mg de produto por cm² de pele (no rosto, o equivalente a duas linhas de produto no dedo indicador) e reaplicar a cada duas horas ou após suor intenso, água ou atrito.
Além do protetor, faz diferença buscar sombra nos horários de maior incidência, usar chapéus ou bonés de aba larga, óculos com filtro UV e roupas densas ou com proteção específica. Mais do que trocar um rótulo de 50 por 50+, o que pesa para a saúde da pele ao longo dos anos é a combinação de uso diário correto, reaplicações regulares e estratégias físicas de proteção, inclusive em dias nublados. Em resumo: entender que FPS é o mesmo conceito que o SPF usado em inglês ajuda a interpretar melhor os rótulos, mas o que realmente protege é a forma como o protetor entra na rotina.