O eclipse solar mais longo do século está próximo: o dia se transformará em noite e não ocorrerá novamente por mais de 157 anos

O grande eclipse previsto para agosto de 2027 terá sua fase total observada apenas dentro de uma faixa estreita.

Em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total atravessará partes da Europa, da África e do Oriente Médio, produzindo até 6 minutos e 23 segundos de escuridão no ponto máximo. O fenômeno será excepcionalmente longo, embora o eclipse de 2009 ainda mantenha o recorde do século XXI, com 6 minutos e 39 segundos.

A longa duração resulta da posição e da distância dos três corpos envolvidos.
A longa duração resulta da posição e da distância dos três corpos envolvidos. - Imagem gerada por IA

Quando e onde o eclipse solar de 2027 será visível?

O grande eclipse previsto para agosto de 2027 terá sua fase total observada apenas dentro de uma faixa estreita. Fora desse corredor, regiões muito mais amplas verão o Sol parcialmente encoberto, enquanto o Brasil ficará fora da área de visibilidade.

  • Sul da Espanha e Estreito de Gibraltar;
  • Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia;
  • Egito, incluindo áreas próximas a Luxor;
  • Arábia Saudita e Iêmen;
  • Partes da Europa, da África e da Ásia verão um eclipse parcial.

Por que a escuridão total durará mais de seis minutos?

A longa duração resulta da posição e da distância dos três corpos envolvidos. A Lua estará relativamente próxima da Terra, fazendo seu disco parecer maior no céu. Ao mesmo tempo, a Terra estará próxima da região de sua órbita em que o Sol apresenta um tamanho aparente ligeiramente menor.

A trajetória da sombra também passará perto de áreas onde o Sol estará alto no céu. Essa combinação cria uma faixa de totalidade com cerca de 257 quilômetros de largura e permite uma duração máxima de 6 minutos e 23 segundos, conforme os cálculos astronômicos para o evento.

O que acontecerá quando o dia se transformar em noite?

Na faixa de totalidade, o céu escurecerá rapidamente quando a Lua cobrir completamente a parte brilhante do Sol. A mudança não será idêntica à noite comum: o horizonte poderá conservar cores semelhantes às do pôr do sol, enquanto a região ao redor do Sol revelará estruturas normalmente escondidas pelo brilho.

  • A coroa solar ficará visível ao redor da Lua;
  • Planetas e algumas estrelas poderão aparecer;
  • A temperatura poderá cair durante a totalidade;
  • Animais podem reagir à redução repentina da luz;
  • As chamadas pérolas de Baily aparecerão perto do início e do fim da fase total.

    A longa duração resulta da posição e da distância dos três corpos envolvidos.
    A longa duração resulta da posição e da distância dos três corpos envolvidos. - Imagem gerada por IA

O fenômeno realmente não se repetirá por 157 anos?

A afirmação de que um eclipse semelhante não ocorrerá por mais 157 anos não corresponde às previsões astronômicas mais aceitas. O evento de 2027 será a totalidade em terra firme mais longa desde 1991, e outra com duração comparável sobre áreas terrestres está prevista para 2114, cerca de 87 anos depois.

Também não é correto chamá-lo literalmente de eclipse mais longo de todo o século XXI. O fenômeno de 22 de julho de 2009 alcançou 6 minutos e 39 segundos, superando a duração prevista para 2027. A importância do próximo evento está na combinação entre uma totalidade muito longa e uma trajetória que atravessará regiões habitadas e acessíveis.

Como observar o eclipse sem colocar a visão em risco?

Durante todas as fases parciais, o Sol deve ser observado com filtros próprios para eclipses que atendam à norma ISO 12312-2. Óculos escuros comuns, radiografias, vidros fumês e câmeras sem filtro solar não oferecem proteção. Binóculos e telescópios precisam de filtros instalados na parte frontal do equipamento, antes da entrada da luz.

Os óculos só podem ser retirados por quem estiver dentro da faixa total e apenas enquanto o disco solar estiver completamente coberto. Assim que qualquer parte brilhante reaparecer, a proteção deve voltar aos olhos, seguindo as orientações para observar eclipses com segurança. Com o equipamento correto, o evento de 2027 permitirá acompanhar a coroa, a sombra lunar e uma das totalidades mais prolongadas da astronomia contemporânea.