Os nutricionistas dizem que a sede diminui no frio e explicam por que isso engana o corpo

Mesmo sem calor, o organismo perde água no inverno. Veja por que a sede diminui e como evitar a desidratação nos dias frios

No inverno, muita gente percebe que o copo de água fica de lado e a vontade de beber diminui, mas a rotina continua exigindo do organismo o mesmo esforço de sempre, e a necessidade de hidratação permanece presente, ainda que a perda de líquidos ocorra de forma mais silenciosa, sobretudo pela respiração.

Profissionais de nutrição explicam que, em ambientes frios, os vasos sanguíneos da periferia do corpo tendem a se contrair.
Profissionais de nutrição explicam que, em ambientes frios, os vasos sanguíneos da periferia do corpo tendem a se contrair. - Imagem gerada por IA

Por que a sede diminui no frio?

Profissionais de nutrição explicam que, em ambientes frios, os vasos sanguíneos da periferia do corpo tendem a se contrair. Esse movimento, chamado vasoconstrição, ajuda a preservar o calor interno, aumenta o volume de sangue central e faz o organismo “acreditar” que está em equilíbrio, reduzindo os sinais de sede.

Com menos estímulos ao cérebro para buscar água, a pessoa sente pouca vontade de beber, mesmo sem estar bem hidratada. A sensação de conforto térmico no frio substitui aquela urgência por líquidos dos dias quentes, mas órgãos, músculos e cérebro seguem dependendo de reposição hídrica adequada.

Como o corpo perde água pela respiração no inverno?

No frio, o ar costuma ser mais seco, principalmente em cidades grandes, e o uso de aquecedores reduz ainda mais a umidade. Nessa situação, a respiração se torna uma via importante de eliminação de água, já que cada expiração leva vapor para fora, mesmo sem suor visível.

Quando a temperatura cai, é comum respirar mais pela boca, sobretudo em dias de nariz congestionado ou durante exercícios ao ar livre. Isso favorece a evaporação de água da mucosa oral e das vias aéreas, o que pode se refletir em sinais discretos, como lábios ressecados, pele opaca, cansaço, dor de cabeça e até queda de rendimento físico e mental ao longo do dia.

Entenda por que o frio reduz a sensação de sede e descubra estratégias simples para manter a hidratação durante o inverno.
Entenda por que o frio reduz a sensação de sede e descubra estratégias simples para manter a hidratação durante o inverno. - Imagem gerada por inteligência artificial

Estratégias simples para manter a hidratação no frio?

Nutricionistas defendem que a hidratação no inverno não precisa se basear em metas rígidas de litros por dia. Vale observar contexto, alimentação, nível de atividade física e até a cor da urina, que, quando mais clara (na ausência de doenças), costuma indicar melhor volume de líquidos ingeridos.

Para tornar o hábito mais fácil, é útil criar lembretes visuais e encaixar pequenos goles na rotina, além de usar bebidas quentes como aliadas. Algumas estratégias práticas ajudam a compensar o “sumiço” da sede e distribuem melhor a ingestão ao longo do dia:

  • Manter uma garrafa de água ou chá morno sempre por perto, como na mesa de trabalho ou ao lado da cama.
  • Associar o consumo de líquidos a momentos fixos, como ao acordar, entre refeições e antes de dormir.
  • Variar entre água, chás de ervas, água morna com frutas ou especiarias e caldos leves, respeitando necessidades individuais.
  • Incluir alimentos ricos em água, como frutas cítricas, melão, sopas e legumes cozidos, para contribuir com a hidratação.

Como usar bebidas quentes e sinais do corpo a seu favor?

Bebidas quentes podem ser grandes aliadas para quem tem aversão à água fria no inverno. Chás de camomila, hortelã ou erva-doce, água morna com limão, gengibre ou canela, caldos de legumes e leites ou bebidas vegetais aquecidas ajudam a aumentar o volume de líquidos ingeridos de forma mais agradável.

Ao mesmo tempo, observar sinais como urina muito escura, lábios rachados, sensação de “peso” na cabeça e queda de disposição é uma forma simples de perceber que talvez falte água no dia a dia. Entender que a sede diminui no frio, mas que a perda de líquidos segue ativa, permite planejar melhor a rotina e ajustar o consumo de líquidos às necessidades pessoais e às orientações de profissionais de saúde.