Professora aposentada de 73 anos realiza sonho de infância, entra em Medicina depois de duas graduações e pretende concluir curso aos 80

Aos 73 anos, ex-professora realiza o sonho de estudar Medicina.

Uma mulher que já passou décadas ensinando outras pessoas voltou à sala de aula como caloura de Medicina aos 73 anos. Lourdes Moraes Del Guingaro havia concluído Geografia e Arquitetura, dirigido escolas e se aposentado da supervisão de ensino. O antigo desejo de estudar saúde ficou adiado enquanto trabalho e família ocupavam seus dias. Em 2026, depois de economizar e enfrentar um novo vestibular, ela se tornou aluna da Universidade Anhembi Morumbi. Sua meta de concluir o curso por volta dos 80 ainda está no futuro.

Lourdes enfrentou o vestibular após décadas dedicadas à educação.
Lourdes enfrentou o vestibular após décadas dedicadas à educação.Imagem gerada por inteligência artificial

Por que Medicina ficou para depois de duas graduações?

O interesse de Lourdes surgiu na infância, mas as possibilidades de cada fase da vida levaram a outras escolhas. Ela estudou Geografia, lecionou nas redes pública e privada, assumiu direção escolar e chegou à supervisão de ensino. Também se formou em Arquitetura; em outro momento, iniciou Direito e não levou esse curso até o diploma.

Essa sequência importa porque o ingresso em Medicina não resultou de falta de direção profissional. Lourdes construiu uma carreira longa na educação e uma família antes de voltar ao projeto infantil. A passagem por áreas diferentes tampouco tornou o vestibular dispensável. O novo curso exigiu uma inscrição, uma aprovação e uma rotina de estudo própria, independentemente da experiência acumulada.

A estudante pretende concluir sua graduação por volta dos 80 anos.
A estudante pretende concluir sua graduação por volta dos 80 anos.Imagem gerada por inteligência artificial

Como ela criou condições para voltar à universidade?

Depois da aposentadoria, Lourdes começou a guardar dinheiro para tentar uma formação cuja duração e custos exigem planejamento. Encontrou informações sobre o vestibular pela internet, inscreveu-se, fez a prova e foi aprovada. O processo transforma uma intenção antiga em compromissos mensais de deslocamento, presença nas aulas, leitura e adaptação ao calendário universitário.

Ela mora em Cotia, na Grande São Paulo, e conta com o marido para ir e voltar das aulas. O apoio não substitui a dedicação acadêmica, mas interfere nas condições práticas da permanência. A decisão reuniu fatores que ajudam a explicar por que o sonho pôde sair do papel apenas nesta etapa:

  • A aposentadoria liberou parte do tempo antes dedicado à carreira escolar.
  • A reserva de recursos permitiu planejar uma graduação longa.
  • A busca online revelou o caminho de inscrição para o vestibular.
  • A ajuda com o transporte tornou o trajeto cotidiano mais viável.

O que mudou ao entrar numa turma mais jovem?

Lourdes voltou a ser estudante depois de ter sido professora, diretora e supervisora. A diferença de idade em relação à maior parte dos colegas modifica a experiência, mas a notícia de sua aprovação não permite concluir que ela encontre dificuldades acadêmicas específicas ou que toda a turma reaja da mesma maneira. A convivência entre gerações é parte da nova rotina, não seu único assunto.

A instituição que divulgou a história identificou a trajetória anterior e a vontade de estudar Medicina desde menina. Em entrevistas sobre a nova fase, Lourdes explicou que o projeto esteve presente por décadas. O fato verificável em 2026 é seu ingresso no curso; aprovação em disciplinas futuras, conclusão e exercício da profissão dependem de etapas que ainda precisam acontecer.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Hoje em Dia, que fala sobre uma estudante que concluiu a faculdade na terceira idade e mostra desafios da retomada dos estudos:

Qual é o papel da família nesse novo começo?

O marido participa especialmente dos deslocamentos. Lourdes também é mãe de um filho de 42 anos e avó de um menino de oito, conforme o relato divulgado quando começou a graduação. Essas relações ajudam a localizar a escolha numa vida já cheia de vínculos, em vez de apresentar a estudante apenas como uma idade que surpreende.

A experiência anterior na educação pode ajudá-la a organizar estudos e conviver com exigências institucionais, mas não significa que Medicina será fácil. O currículo tem conteúdos e prática próprios. Histórias sobre retomada dos estudos na vida adulta mostram diferentes caminhos de acesso; neste caso, o obstáculo mais visível foi conciliar uma aspiração antiga com tempo, recursos e deslocamento.

O que significa a expectativa de se formar aos 80?

É uma projeção feita quando Lourdes iniciou Medicina, não um resultado alcançado. A duração prevista do curso permite imaginar a formatura por volta dessa idade, mas o calendário efetivo dependerá da trajetória acadêmica. O dado mais forte do presente é que ela prestou o vestibular, passou e passou a frequentar a universidade depois de duas formações concluídas.

Aos 73 anos, a antiga professora está no começo de uma terceira graduação, e esse começo já rompeu um adiamento de décadas. A história não precisa prometer um diploma antecipado para ser marcante. Entre o desejo da infância e a primeira aula de 2026 houve uma carreira inteira; agora a pergunta deixou de ser se ela tentaria e passou a ser como seguirá estudando.