Rolos de papelão podem salvar sua horta: aprenda a usar essa técnica simples que protege o caule das mudas recém-plantadas
Nas primeiras semanas depois do transplante, o caule ainda é estreito e pouco resistente
Os rolos de papelão que normalmente iriam para o lixo podem virar uma barreira física ao redor de mudas recém-transplantadas. Cortados em pequenos cilindros e parcialmente enterrados, eles dificultam que lagartas-rosca e outras larvas que circulam próximas ao solo alcancem o caule ainda fino de tomateiros, pimentões, couves e outras hortaliças.

Por que as mudas jovens precisam dessa proteção?
Nas primeiras semanas depois do transplante, o caule ainda é estreito e pouco resistente. Algumas lagartas permanecem escondidas no solo durante o dia e se alimentam à noite, atacando justamente a região próxima à superfície e podendo cortar uma muda inteira em pouco tempo.
O colar cria um obstáculo entre a praga e a planta. O princípio é simples: como determinadas lagartas chegam ao caule rastejando pelo solo, uma parede de papelão parcialmente enterrada dificulta o acesso ao tecido vegetal mais vulnerável.
- Tomateiros recém-transplantados;
- Mudas jovens de pimentão;
- Couves e outras brássicas;
- Berinjelas ainda com caule fino;
- Outras hortaliças atacadas por lagartas próximas ao solo.
Como transformar um rolo em colar protetor?
O tubo pode ser cortado em anéis com aproximadamente 5 a 8 centímetros de altura. Depois de posicionar a muda, encaixe o cilindro ao redor do caule sem apertá-lo e enterre alguns centímetros da parte inferior, mantendo uma borda acima do nível da terra para bloquear a passagem das lagartas.
Por que parte do papelão precisa ficar enterrada?
As lagartas-rosca costumam permanecer na camada superficial da terra e podem alcançar a planta passando por baixo de uma barreira apenas apoiada no solo. Enterrar uma parte do cilindro fecha esse caminho e mantém o colar firme mesmo durante regas leves ou vento.
O papelão é produzido principalmente a partir de fibras de celulose e perde resistência gradualmente quando permanece em contato com umidade, microrganismos e solo. Por isso, rolos simples e sem revestimento plástico podem se decompor no canteiro, sem necessidade de retirá-los imediatamente quando a muda estiver mais desenvolvida.
- Prefira tubos simples, sem plastificação ou acabamento brilhante;
- Deixe espaço suficiente para o caule crescer livremente;
- Enterre a base para impedir a passagem por baixo;
- Não acumule terra ou folhas dentro do colar;
- Observe regularmente se existem lagartas próximas às mudas.

O tubo pode ser cortado em anéis com aproximadamente 5 a 8 centímetros de altura. - Imagem gerada por IA
Barreiras físicas ajudam a reduzir ataques sem pulverização
O colar não elimina todas as pragas da horta, mas pode reduzir ataques de lagartas que alcançam as plantas pelo solo. A estratégia funciona melhor quando combinada com inspeção frequente do canteiro, retirada de resíduos vegetais e observação do verso das folhas. Cascas de ovo trituradas também são usadas por alguns jardineiros como barreira ao redor das plantas, embora sua eficiência varie conforme a praga e as condições do terreno.
Quando a muda pode ficar sem o colar de papelão?
À medida que tomateiros, pimentões e couves crescem, seus caules aumentam de diâmetro e tornam-se mais resistentes. Nesse estágio, o dano causado por uma pequena mordida deixa de representar o mesmo risco observado logo após o transplante, quando a perda de poucos milímetros de tecido pode derrubar toda a planta.
O material pode então ser retirado caso ainda esteja inteiro ou permanecer no solo para continuar sua decomposição, desde que não esteja comprimindo o caule. Usado apenas durante essa fase vulnerável, o colar protetor transforma um resíduo doméstico simples em uma defesa temporária para as mudas enquanto elas desenvolvem raízes e estruturas mais fortes.