Seu pet está ansioso? Veja cuidados para tornar a rotina de cães e gatos mais tranquila
Mudanças na rotina, períodos prolongados sozinhos, alterações no ambiente, chegada de novos moradores ou até mesmo sons desconhecidos podem provocar estresse e ansiedade em cães e gatos. Embora cada animal responda de uma maneira, algumas adaptações no dia a dia podem ajudar a tornar o ambiente mais previsível, estimulante e confortável para o pet.
“A ansiedade pode se manifestar de diferentes formas nos animais. Mudanças de comportamento, vocalização excessiva, destruição de objetos, agitação, isolamento ou alterações nos hábitos alimentares e de higiene podem ser sinais de que algo não está bem”, explica Ma. Samera Rafaela Bruzaroski, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Unopar.
A seguir, confira cuidados que podem ser incorporados à rotina para ajudar pets ansiosos!
1. Estabeleça horários mais previsíveis
Manter certa regularidade para alimentação, passeios, brincadeiras e momentos de descanso ajuda o animal a antecipar o que acontecerá ao longo do dia. Isso não significa que a rotina precise ser rígida, mas ter uma sequência relativamente previsível pode proporcionar maior sensação de segurança, principalmente para pets que apresentam maior sensibilidade a mudanças.
2. Invista em enriquecimento ambiental
Brinquedos interativos, objetos próprios para estimular a exploração, atividades de busca e desafios adequados às características do animal ajudam a ocupar o tempo e estimular comportamentos naturais. Para gatos, por exemplo, é possível criar diferentes pontos de observação e exploração no ambiente. Para cães, brinquedos que estimulem a procura por alimento podem ser incorporados à rotina, sempre com supervisão quando necessário.
3. Inclua exercícios adequados ao animal
Atividade física pode contribuir para o bem-estar e ajudar a reduzir o excesso de energia. No caso dos cães, passeios e brincadeiras podem fazer parte da rotina. Para gatos, brincadeiras que estimulem perseguição, exploração e movimento são alternativas interessantes. A intensidade e a duração devem considerar idade, porte, condição física e características individuais do pet.
4. Crie um espaço de segurança
O animal deve ter acesso a um local tranquilo, onde possa descansar e se afastar de estímulos que estejam causando desconforto. Camas, mantas, caixas ou outros recursos podem ajudar a criar um ambiente de refúgio, especialmente durante situações previsivelmente estressantes, como visitas, mudanças na casa ou períodos de maior movimentação.
5. Evite mudanças bruscas sempre que possível
Alterações repentinas na alimentação, nos horários, no ambiente ou na rotina familiar podem aumentar o estresse de alguns animais. Quando uma mudança for necessária, fazê-la de maneira gradual, quando possível, pode facilitar a adaptação.
“Animais podem se beneficiar de transições mais previsíveis. Quando houver uma mudança importante na rotina, é interessante observar como o pet reage e evitar forçá-lo a interagir com uma situação que esteja causando medo ou desconforto”, orienta Ma. Samera Rafaela Bruzaroski.
6. Reserve momentos de interação de qualidade
Brincar, passear, fazer carinho ou simplesmente permanecer próximo ao animal são formas de interação que podem fortalecer o vínculo com os tutores. O mais importante é respeitar as preferências e os limites do pet. No caso de animais que demonstram medo ou ansiedade, não é recomendável obrigá-los a receber carinho ou interagir. O ideal é permitir que eles se aproximem no próprio ritmo.
Procure ajuda de um médico-veterinário
Ma. Samera Rafaela Bruzaroski alerta que os cuidados podem contribuir para o bem-estar dos animais, mas não substituem a avaliação veterinária quando os sinais de ansiedade são frequentes ou intensos. “Antes de considerar que determinado comportamento é apenas ansiedade, é importante descartar problemas de saúde que também podem provocar alterações comportamentais”, afirma.
Ela acrescenta que, em alguns casos, o médico-veterinário pode orientar estratégias específicas e indicar acompanhamento especializado. “Isso porque comportamentos como destruição excessiva, tentativas de fuga, agressividade, vocalização persistente, automutilação, perda de apetite ou alterações importantes no sono e nos hábitos de higiene merecem uma maior atenção”, ressalta.
Por Deiwerson Damasceno dos Santos
