Super El Niño pode provocar maior desastre climático em 140 anos e coloca dois estados brasileiros em alerta

Fenômeno previsto para ganhar força entre 2026 e 2027 pode trazer chuvas extremas, tempestades e risco elevado de enchentes em estados da região Sul

O avanço de um possível super El Niño tem colocado meteorologistas e autoridades em estado de atenção. Segundo projeções climáticas, o fenômeno pode atingir intensidade recorde entre o final de 2026 e o início de 2027, tornando-se um dos eventos mais fortes observados em aproximadamente 140 anos.

As previsões indicam que os primeiros impactos já começam a ser sentidos no Sul do Brasil, especialmente nos estados do Paraná e de Santa Catarina, onde anomalias climáticas associadas ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico podem provocar chuvas muito acima da média e aumentar o risco de tempestades severas.

Um super El Niño está previsto para se formar entre o fim de 2026 e o início de 2027
Um super El Niño está previsto para se formar entre o fim de 2026 e o início de 2027 - Matt Grehan/istock

O que é o El Niño e por que ele preocupa os especialistas

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica global e pode modificar significativamente os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

Embora seja um fenômeno natural conhecido há muito tempo, o monitoramento científico sistemático começou apenas no século XX. Desde então, alguns episódios ficaram marcados pela intensidade dos impactos provocados em diferentes países.

Agora, os modelos meteorológicos indicam a possibilidade de um evento ainda mais forte, capaz de provocar mudanças expressivas no clima ao longo dos próximos meses.

Paraná e Santa Catarina já registram os primeiros sinais

De acordo com análises meteorológicas, Paraná e Santa Catarina despontam como os estados brasileiros mais suscetíveis aos efeitos iniciais do fenômeno.

As primeiras mudanças no padrão climático começaram a ser observadas já no início de junho, com aumento da instabilidade atmosférica e maior frequência de sistemas capazes de produzir chuvas intensas.

A tendência é que esses episódios se tornem mais frequentes e severos durante o segundo semestre, elevando o risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e transtornos urbanos.

Diante desse cenário, especialistas destacam que a preparação antecipada pode ser decisiva para minimizar danos e proteger a população.

Rio Grande do Sul também pode enfrentar chuvas históricas

Os efeitos do super El Niño não devem se limitar ao Paraná e a Santa Catarina. A expectativa é que o Rio Grande do Sul também enfrente impactos significativos, especialmente durante a primavera.

As projeções indicam que cidades da metade oeste do estado poderão registrar acumulados superiores a 500 milímetros de chuva em apenas um mês. Esse volume é suficiente para provocar enchentes de grande porte e pressionar a infraestrutura urbana e rural.

O cenário preocupa principalmente municípios localizados próximos a rios e áreas historicamente vulneráveis a inundações.

Governos iniciam ações preventivas

Com a possibilidade de eventos extremos nos próximos meses, governos estaduais e municipais já começaram a adotar medidas preventivas.

Entre as ações estão a limpeza de galerias pluviais, o desassoreamento de rios, a manutenção de sistemas de drenagem e o reforço dos mecanismos de monitoramento meteorológico.

Além disso, autoridades têm intensificado a divulgação de orientações para moradores de áreas de risco, buscando ampliar a preparação das comunidades para eventuais situações de emergência.

Fenômeno exige monitoramento constante

Embora as previsões ainda possam sofrer ajustes ao longo dos próximos meses, os especialistas reforçam que o potencial de impacto do super El Niño exige acompanhamento permanente.

A combinação entre chuvas excessivas, tempestades frequentes e solos já saturados pode aumentar significativamente o risco de desastres naturais na região Sul do Brasil.

Por isso, acompanhar os alertas meteorológicos e seguir as orientações da Defesa Civil será fundamental para reduzir riscos e enfrentar os desafios que o fenômeno poderá trazer nos próximos meses.