Uma aposentada morava em seu pequeno apartamento com 30 animais de estimação, incluindo uma jiboia, uma raposa e um crocodilo.

A coleção incluía dez cães e numerosas aves, entre elas corujas, corujas-das-neves, periquitos e canários.

Uma mulher aposentada de Moscou mantinha havia mais de dez anos cerca de 30 animais dentro de um apartamento de apenas 52 metros quadrados. Entre cães e diversas aves estavam espécies incomuns para uma residência, como uma jiboia-constritora, uma raposa e um jacaré, situação que acabou chegando à Justiça após reclamações dos vizinhos.

A administração responsável pelos serviços comuns do edifício entrou com uma ação pedindo a retirada dos animais e a recuperação das condições sanitárias do apartamento.
A administração responsável pelos serviços comuns do edifício entrou com uma ação pedindo a retirada dos animais e a recuperação das condições sanitárias do apartamento. - Imagem gerada por IA

Quais animais viviam dentro do apartamento?

A coleção incluía dez cães e numerosas aves, entre elas corujas, corujas-das-neves, periquitos e canários. O que mais chamou atenção, porém, foi a presença dos animais silvestres e exóticos: uma jiboia-constritora, uma raposa e um jacaré também dividiam os poucos metros quadrados da residência.

A quantidade e a variedade transformavam o apartamento em um espaço difícil de administrar. Cada espécie possui necessidades próprias de alimentação, higiene, movimentação e abrigo, exigências especialmente complicadas quando dezenas de animais permanecem concentrados em uma residência pequena.

  • Cerca de dez cães;
  • Corujas e outras aves de rapina;
  • Periquitos e canários;
  • Uma jiboia-constritora;
  • Uma raposa;
  • Um jacaré.

Como a situação foi descoberta pelas autoridades?

Os problemas chegaram às autoridades depois de reclamações de moradores do prédio sobre mau cheiro constante, presença de insetos e condições sanitárias inadequadas. Também foi relatado que os cães não eram levados para passear e que restos da alimentação dos animais permaneciam acumulados dentro do imóvel.

Por que o caso acabou na Justiça?

A administração responsável pelos serviços comuns do edifício entrou com uma ação pedindo a retirada dos animais e a recuperação das condições sanitárias do apartamento. O Tribunal do Distrito Taganski aceitou parcialmente o pedido e determinou que praticamente todos fossem retirados.

A aposentada recebeu autorização para permanecer apenas com dois cães e também foi obrigada a limpar o imóvel. A decisão inicial estabeleceu ainda uma penalidade diária pelo atraso no cumprimento da ordem, além do pagamento de despesas judiciais; posteriormente, o valor da multa diária foi reduzido após recurso baseado na situação financeira da mulher.

  • Quase todos os animais deveriam deixar o apartamento;
  • A mulher poderia permanecer com dois cães;
  • O imóvel deveria passar por limpeza;
  • Havia multa prevista para cada dia de descumprimento;
  • A penalidade foi posteriormente reduzida após recurso.

    A administração responsável pelos serviços comuns do edifício entrou com uma ação pedindo a retirada dos animais e a recuperação das condições sanitárias do apartamento.
    A administração responsável pelos serviços comuns do edifício entrou com uma ação pedindo a retirada dos animais e a recuperação das condições sanitárias do apartamento. - Imagem gerada por IA

Há quanto tempo os animais estavam sendo mantidos ali?

Segundo as informações apresentadas no processo, a mulher mantinha os animais no apartamento havia mais de uma década. Isso significa que a convivência com espécies domésticas e silvestres não surgiu de maneira repentina, mas se acumulou durante anos até atingir aproximadamente três dezenas de animais em somente 52 metros quadrados.

O que torna esse caso tão incomum?

Ter muitos animais em uma residência já exige espaço, higiene e cuidados constantes, mas o caso de Moscou acrescentava espécies com necessidades muito diferentes das de cães e aves domésticas. Uma jiboia, uma raposa e um jacaré demandam instalações, manejo e condições ambientais próprias, tornando especialmente complexa sua permanência em um apartamento convencional.

A decisão judicial encerrou uma convivência que havia se prolongado por mais de dez anos e mostrou que a quantidade de animais não era o único problema. O espaço disponível, as condições sanitárias, o impacto sobre os vizinhos e as necessidades de cada espécie pesaram para que quase todos os 30 animais tivessem de deixar o imóvel.