Uma baleia-sei de sete metros que estava encalhada foi resgatada

O animal apareceu na região do Pasaje del Sueco, preso em uma área rasa e distante de seu habitat oceânico habitual

Uma baleia-sei com aproximadamente sete metros foi encontrada viva em um banco de areia do Rio da Prata, diante da costa de San Isidro, na Argentina. Equipes especializadas tentaram conduzir o cetáceo até águas profundas, mas uma atualização posterior confirmou sua morte após mais de dois dias de atendimento.

Fora de águas profundas, o próprio peso do animal passa a pressionar órgãos e tecidos que normalmente são sustentados pela flutuação.
Fora de águas profundas, o próprio peso do animal passa a pressionar órgãos e tecidos que normalmente são sustentados pela flutuação. - Imagem gerada por IA

Como a baleia-sei foi encontrada no Rio da Prata?

O animal apareceu na região do Pasaje del Sueco, preso em uma área rasa e distante de seu habitat oceânico habitual. O exemplar ainda estava vivo quando foi localizado, o que levou as autoridades a iniciar um protocolo emergencial e acompanhar as variações da maré.

  • O cetáceo media cerca de sete metros de comprimento;
  • O encalhe ocorreu próximo à costa de San Isidro;
  • O animal permanecia sobre um banco de areia;
  • A maré era considerada decisiva para uma possível liberação;
  • Embarcações foram enviadas para apoiar o atendimento.

Quem participou da operação de resgate?

A operação de resgate reuniu agentes da Prefeitura Naval Argentina e especialistas das fundações Temaikèn e Cethus. As equipes avaliaram o estado do mamífero marinho, mantiveram seu corpo monitorado e buscaram uma maneira de deslocá-lo sem aumentar o estresse ou provocar novas lesões.

O atendimento ao cetáceo na costa de San Isidro dependia da elevação do nível da água. Como a maré não subiu o suficiente, as embarcações tiveram dificuldade para alcançar uma profundidade que permitisse devolver o animal ao canal principal do rio.

Confira o vídeo desse grande cetáceo:

Por que retirar um cetáceo encalhado é tão difícil?

Fora de águas profundas, o próprio peso do animal passa a pressionar órgãos e tecidos que normalmente são sustentados pela flutuação. A situação fica ainda mais delicada quando existem bancos de areia, pouca profundidade, alterações na maré ou algum problema de saúde anterior ao encalhe de cetáceos.

  • O corpo perde a sustentação oferecida pela água;
  • A exposição prolongada pode comprometer a circulação;
  • A pele precisa permanecer úmida e protegida;
  • Ruídos e aproximações aumentam o estresse do animal;
  • O deslocamento exige especialistas, embarcações e condições favoráveis.

    Fora de águas profundas, o próprio peso do animal passa a pressionar órgãos e tecidos que normalmente são sustentados pela flutuação.
    Fora de águas profundas, o próprio peso do animal passa a pressionar órgãos e tecidos que normalmente são sustentados pela flutuação. - Imagem gerada por IA

O que se sabe sobre a baleia-sei?

A espécie Balaenoptera borealis habita diferentes oceanos e costuma ocupar águas profundas. Está entre as maiores baleias do planeta, e os indivíduos adultos podem ultrapassar 18 metros, tamanho muito superior ao do exemplar encontrado no Rio da Prata.

Sua alimentação inclui krill, pequenos peixes e outros organismos marinhos. A presença tão próxima da costa e dentro de um estuário é incomum, podendo estar ligada à desorientação, às condições ambientais ou a um problema de saúde, embora a causa do episódio não tenha sido confirmada.

Qual foi o desfecho do atendimento em San Isidro?

Apesar do acompanhamento permanente e das tentativas realizadas durante mais de dois dias, o animal não conseguiu retornar às águas profundas e morreu. As primeiras informações destacavam o esforço para liberá-lo, mas o comunicado posterior confirmou que as condições do rio não favoreceram a manobra.

O episódio reforça que animais marinhos encalhados não devem ser empurrados, tocados ou cercados por pessoas sem treinamento. Acionar autoridades ambientais e manter distância permite que profissionais avaliem a respiração, a maré e o estado físico do cetáceo, fatores essenciais para qualquer ação de conservação da fauna marinha.