15 fatores de risco para demência precoce além da genética

Estudo com 350 mil participantes aponta novas direções na prevenção da demência

Thatyana Costa em parceria com João Gabriel Braga (Médico - CRMGO 28223)
Sinal precoce de demência pode aparecer durante caminhada
Sinal precoce de demência pode aparecer durante caminhada - piovesempre/istock

Um estudo recente, envolvendo mais de 350 mil pessoas no Reino Unido, revelou 15 fatores de risco para o desenvolvimento de demência precoce, indo além da influência genética.

Publicada na revista JAMA Neurology em dezembro de 2023, a pesquisa utilizou dados do UK Biobank e destacou aspectos importantes de saúde e estilo de vida que podem contribuir para o surgimento da condição em indivíduos com menos de 65 anos.

Com mais de 4 milhões de casos de demência precoce ao redor do mundo, essa condição impacta a vida de muitos que ainda estão em plena fase produtiva.

A cada ano, cerca de 370 mil novos diagnósticos são feitos, reforçando a importância de compreender melhor os fatores de risco.

Principais fatores de risco identificados

Além da genética, os pesquisadores listaram fatores como baixa escolaridade, menor status socioeconômico, uso excessivo de álcool e isolamento social.

Outros elementos, como deficiência de vitamina D, níveis elevados de proteína C-reativa, AVC, diabetes e depressão, também foram destacados.

Essa descoberta ressalta a importância de considerar não apenas predisposições genéticas, mas também a adoção de hábitos saudáveis e a prevenção de doenças relacionadas.

A pesquisa sugere que, ao abordar esses fatores, é possível reduzir significativamente o risco de demência precoce.

Prevenção e próximos passos

Os pesquisadores acreditam que esse estudo marca o início de uma nova fase na prevenção da demência precoce. Mais investigações são necessárias para aprofundar o entendimento sobre os fatores que desencadeiam a condição e desenvolver tratamentos mais eficazes. A saúde mental, em especial, foi destacada como um fator essencial, com o estresse crônico, a solidão e a depressão figurando entre os elementos de risco.

Esses achados abrem portas para novas intervenções, visando a redução do risco da demência precoce e a melhora da qualidade de vida de milhões de pessoas.

Sintomas da demência precoce

A demência é uma condição que compromete a cognição, memória e o raciocínio, afetando as atividades diárias.

Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

  • Perda de memória: Dificuldade em lembrar eventos recentes e informações importantes.
  • Dificuldade de comunicação: Troca de palavras e dificuldade em manter conversas.
  • Problemas de raciocínio: Tomada de decisões simples se torna um desafio.
  • Desorientação: Perda da noção de tempo e confusão sobre o local em que se encontra.

Caso esses sintomas sejam identificados, é importante buscar um médico para um diagnóstico e tratamento precoce.