Chá verde ou preto para espantar o sono? Entenda o efeito da cafeína
As duas bebidas contêm cafeína e podem aumentar o estado de alerta; o efeito varia entre pessoas e não substitui uma boa noite de sono.
Uma xícara de chá verde ou preto pode ajudar a ficar mais desperto quando bate a sonolência. As duas bebidas contêm cafeína, substância que estimula o sistema nervoso central. Esse efeito é temporário e não resolve, por si só, a causa do cansaço.
Para escolher entre elas, vale observar a quantidade de cafeína, o horário de consumo e a própria sensibilidade. Trocar o café pelo chá também não significa eliminar o estimulante da rotina.
Por que chá verde e chá preto ajudam a despertar?
Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), a cafeína bloqueia a ação da adenosina, uma substância envolvida na sensação de sono. Isso pode aumentar o estado de alerta, mas não substitui o descanso de que o organismo precisa.
A resposta varia entre as pessoas. Quem consome cafeína com frequência também pode desenvolver tolerância e perceber menos o efeito estimulante ao longo do tempo.
Qual tem mais cafeína: chá verde ou preto?
O chá preto costuma apresentar mais cafeína por porção nas tabelas de referência. A Mayo Clinic informa os seguintes valores para uma xícara de 237 mililitros de chá preparado por infusão:
- Chá preto: cerca de 48 miligramas de cafeína.
- Chá verde: cerca de 29 miligramas de cafeína.
Esses números são orientativos. Características do produto e tempo de infusão podem alterar o teor da bebida. Portanto, não é possível garantir a mesma quantidade em toda xícara nem prever qual delas deixará uma pessoa mais desperta.
O horário do chá pode atrapalhar o sono
Tomar chá para enfrentar o sono no fim da tarde exige atenção. De acordo com o MedlinePlus, serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, os efeitos da cafeína podem continuar sendo percebidos por quatro a seis horas.
Se a bebida dificulta o sono, o estímulo durante o dia pode vir acompanhado de uma noite pior. Evitar o consumo perto de dormir e observar a própria reação ajuda a avaliar o hábito.
Também é importante considerar outras fontes de cafeína consumidas no mesmo dia, como café, refrigerantes, energéticos e alguns medicamentos.

Quem precisa de cuidado com essas bebidas?
Gestantes, pessoas que amamentam e quem tem insônia, ansiedade, arritmias ou pressão alta devem conversar com um profissional de saúde sobre limitar ou evitar cafeína. A orientação também vale para quem usa medicamentos que possam interagir com a substância.
Palpitações, tremores, desconforto no estômago e dificuldade para dormir podem indicar que a quantidade consumida está causando efeitos indesejados. A sensibilidade individual importa mesmo quando o consumo parece pequeno.
Quando o cansaço merece investigação
Sentir sono depois de uma noite curta é diferente de passar semanas sem disposição e sem uma explicação clara. Segundo o serviço público de saúde britânico, o NHS, vale procurar avaliação quando o cansaço persiste por algumas semanas, prejudica a rotina ou aparece com outros sintomas, como perda de peso ou alterações de humor.
Nessas situações, aumentar o número de xícaras não esclarece o problema. O tratamento depende da causa, que pode envolver hábitos de sono, condições de saúde ou medicamentos.