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Entenda o que é ‘covid incidental’, fenômeno observado em hospitais

Sintomas brandos da variante Ômicron estão por trás da maioria desses casos

Por: Redação

O aumento da circulação da variante Ômicron tem gerado um corrida aos hospitais em vários países do mundo. Com essa nova onda, surge os casos que têm sido chamados de “covid incidental”.

O termo está sendo usado por membros da equipe de saúde e cientistas do Reino Unido para designar os casos daqueles que procuram atendimento médico por uma doença diferente da provocada pelo coronavírus, mas acabam diagnosticados com covid-19.

covid incidental
Crédito: FG Trade/istockCovid incidental se refere a pessoas que buscam atendimento médico para outras doenças, e acabam diagnosticados com covid

Isso acontece porque a a Ômicron é menos letal do que outras variantes e, muitas vezes, a pessoa infectada é assintomática, ou seja, carrega o vírus sem apresentar qualquer sintoma da doença.

Nesse cenário, é possível que a pessoa, ao buscar atendimento no hospital para alguma doença, acabe internada, e testa positivo para o coronavírus.

Também é possível que nessa busca por atendimento, a pessoa acabe infectada no próprio hospital.

Onda de infecções

Para alguns, a covid incidental é prova de que a Ômicron é menos gravidade que as variantes anteriores do coronavírus, por outro lado, ela é muito mais contagiosa, o que tem provocado recordes de infecções. No Brasil e no mundo, ela já é dominante.

ômicron
Crédito: Nopparit/istock Altamente contagiosa, Ômicron provoca explosão de infecções

De acordo com a plataforma Our World in Data, a nova cepa já é responsável por sendo responsável por 58,33% dos casos de covid-19 sequenciados no país.

Na terça-feira, 4, o gerente de incidência de covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS), Abdi Mahamud, disse que a variante tem uma transmissibilidade quase sem precedentes para um vírus e que há um crescimento extraordinário nos casos nos EUA.

Sintomas da variante Ômicron

Uma série de estudos recentes também aponta que a cepa pode ser menos agressiva por poupar os pulmões e ficar, muitas vezes, limitada às vias respiratórias superiores: nariz, garganta e traqueia, diferentemente das versões anteriores do vírus.

Entre os sintomas associados à Ômicron estão coriza, dor de cabeça, espirros dor de garganta, além de mal-estar e cansaço.

Uma análise do aplicativo ZOE Covid também observou relatos de enjoo e perda de apetite, em especial entre infectados que já estavam totalmente vacinados ou que haviam recebido o reforço. Esses dois sintomas, no entanto, foram apresentados em menor proporção.

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