George Northwood, cabeleireiro, sobre cabelos longos depois dos 50: “Tudo depende do corte e do estado dos fios”

Camadas, franja suave e pontas bem cuidadas fazem o comprimento valorizar o rosto maduro

Cabelos longos depois dos 50 não envelhecem o rosto por si só. Para o cabeleireiro britânico George Northwood, ouvido pela Vogue França, a ideia de que a mulher madura precisa abrir mão do comprimento “parece datada”, e o que faz diferença é o corte escolhido e a saúde dos fios.

A reportagem ouviu ainda Dom Seeley, diretor artístico internacional da marca Color Wow, e Christophe Potin, diretor artístico da Aveda. Os três concordam que comprimento, cor e corte estão liberados em qualquer idade, desde que o cabelo esteja bem cuidado.

Pontas aparadas e hidratação semanal mantêm o comprimento bonito – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
Pontas aparadas e hidratação semanal mantêm o comprimento bonito – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O comprimento não é o vilão

Segundo Seeley, a regra de que mulheres de certa idade devem cortar os fios está ficando para trás. Para ele, o essencial é encontrar um visual que dê confiança e traduza a personalidade, sem deixar que a pressão social decida a aparência de ninguém.

Northwood segue a mesma linha, com uma condição: ele dá preferência a um corte moderno e a fios em boa saúde. Comprimento sem forma e pontas ressecadas é que pesam no visual, não os centímetros em si.

Por que o fio muda depois dos 50?

“Com o passar dos anos, os cabelos ficam mais ásperos, mais secos e às vezes até quebradiços, porque perdem os pigmentos”, explica Northwood à revista. Por isso, a rotina que funcionava aos 30 nem sempre dá conta do recado agora.

A recomendação dele é aparar as pontas com regularidade no salão e usar máscara de hidratação pelo menos uma vez por semana. O cabeleireiro também cita alimentação rica em folhas verdes e, se necessário, suplementos de ômega 3, que devem ser tomados só com orientação de médico ou nutricionista.

Camadas e franja levam o foco para os olhos

Os especialistas ouvidos pela Vogue são unânimes em um ponto: o corte e o comprimento ideais devem ser definidos com o cabeleireiro, de acordo com o formato do rosto. Franjas suaves e camadas ajudam a chamar a atenção para os olhos e as maçãs do rosto, o que dá ao visual um ar mais leve.

A galeria da revista traz exemplos práticos: camadas para dar movimento, como no corte de Cindy Crawford, mechas mais claras em volta do rosto para iluminar a pele, como faz Halle Berry, e o longo grisalho da modelo Kristen McMenamy, prova de que dá para assumir os brancos sem sacrificar o comprimento. Quem está nesse processo encontra apoio nas dicas de especialistas para uma boa transição para os fios grisalhos e nos penteados que valorizam o tom prateado.

Como cuidar do comprimento no dia a dia

Christophe Potin aposta em tratamentos profissionais regulares e manutenção em casa, com um produto sem enxágue que reforça a fibra e devolve o brilho. Versões de leave-in são fáceis de encontrar em farmácias e perfumarias brasileiras, em opções para cada tipo de fio.

A Academia Americana de Dermatologia completa a lista com cuidados simples: aplicar o xampu no couro cabeludo e não no comprimento, usar condicionador depois de lavar, desembaraçar o cabelo molhado com pente de dentes largos, secar apertando a toalha em vez de esfregar e usar secador e chapinha em temperatura baixa ou média, com protetor térmico. Queda forte ou afinamento rápido pedem consulta com dermatologista.

O que levar para a próxima ida ao salão

Northwood deixa um último conselho: sair do piloto automático e reservar o começo do atendimento para conversar sobre textura, corte e cor, avaliando se o visual de sempre ainda combina com você. Na prática, o comprimento rejuvenesce quando vem com camadas que dão movimento, pontas aparadas, hidratação semanal e uma cor que ilumina a pele.