Jovem descobre câncer raro após ignorar crises de tosse

Condição da canadense foi confundida com pneumonia e bronquite; veja quais são os sinais desse tipo raro de câncer

Por: Redação

A canadense Magdalena Bujalski foi diagnosticada com um câncer raro aos 22 anos de idade. Os primeiros sintomas surgiram em janeiro deste ano, mas foram confundidos com um quadro de bronquite e pneumonia. O que ela não imaginava era que as crises de tosse eram um sinal da doença que já estava em estágio avançado.

“Eu tive uma tosse muito ruim na época, mas como era inverno no Canadá, isso não era nada incomum”, comentou ela.

Após dois meses sem saber do que se tratava, a canadense realizou radiografia e exames de sangue. O raio-X mostrou que havia algo no pulmão da jovem e o exame de sangue mostrou que a contagem de glóbulos brancos estava elevada, o que indicava que o corpo dela estava lutando contra algum tipo de infecção.

jovem sem os cabelos
Crédito: Reprodução/InstagramCanadense tratou os sintomas por dois meses sem saber que estava com câncer

Foi então que o médico resolveu realizar uma biópsia no pulmão da jovem. O resultado apontou um linfoma primário de células B do mediastino, uma forma rara de Linfoma Não-Hodgkin. “Havia um grande tumor no meu peito e o câncer já estava se espalhando para o meu pescoço”, contou ela.

Sinais do Linforma Não-Hodgkin

Muitos pacientes com linfoma não-Hodgkin costumam notar linfonodos aumentados no pescoço, axilas ou virilha. Também é comum o paciente apresentar veias mais inchadas com tons azuis ou verdes e fadiga.

A tosse pode acontecer já que os linfonodos fazem uma compressão sobre os brônquios, causando incômodo que desencadeia essa reação. Além disso, pode haver um acúmulo de líquido no espaço entre as membranas que recobrem o pulmão.

Diagnóstico

De acordo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado do linfoma não-Hodgkin. Esses exames permitem determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, cujas informações são úteis para decidir a forma mais eficaz de tratamento.

Entre os exames indicados, estão a biópsia (retirada de pequena porção de tecido, em geral dos gânglios linfáticos, para análise em laboratório de anatomia patológica), punção lombar, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Após a confirmação do diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma (indolente, ou seja, de crescimento relativamente lento; ou agressivo, de alto grau e desenvolvimento rápido) e o estágio em que se encontra. Os linfomas indolentes correspondem a aproximadamente 40%, e os agressivos, aos 60% restantes.

Tratamento

A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, associação de imunoterapia e quimioterapia, ou radioterapia. No caso dos linfomas indolentes, as opções de tratamento variam desde apenas observação clínica, até tratamentos bastante intensivos, dependendo da indicação médica.

Para linfomas com maior risco de invasão do Sistema Nervoso Central – (cérebro e medula espinhal), faz-se terapia preventiva (injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal). A estratégia de tratamento dependerá do tipo específico de linfoma não-Hodgkin.

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