Óleo de argan x óleo de coco, qual deles realmente penetra no fio e qual apenas “maquia” o dano?
Veja qual penetra, qual só finaliza e como usar cada um
O interesse por óleos vegetais no cuidado capilar aumentou nos últimos anos, especialmente em torno do óleo de argan e do óleo de coco. Ambos aparecem em rótulos de shampoos, máscaras e finalizadores com promessas de nutrição profunda e brilho imediato, mas nem sempre fica claro o que realmente penetra na fibra capilar e o que apenas cria uma aparência temporária de cabelo saudável.

Qual é a diferença entre o óleo de argan e o óleo de coco no fio capilar?
A diferença central entre óleo de argan e óleo de coco está no tipo de ácidos graxos predominantes e no tamanho das moléculas. O óleo de coco é rico em ácido láurico, de cadeia média e com alta compatibilidade com a queratina, favorecendo a penetração no córtex, camada interna responsável por força e resistência.
O óleo de argan possui maior concentração de ácidos oleico e linoleico e vitamina E, atuando principalmente na parte externa do fio, sobre as cutículas. Assim, o óleo de coco tende a ser mais reconstrutor interno, enquanto o argan funciona como excelente emoliente de superfície, com efeito mais imediato de alinhamento e brilho.
O óleo de argan penetra na fibra capilar ou atua mais na superfície?
No caso do óleo de argan, a maior parte da ação ocorre na camada externa do fio, a cutícula. Por ter moléculas relativamente maiores e perfil mais insaturado, sua penetração no córtex é limitada, o que torna seu efeito mais cosmético e protetor do que reparador profundo.
Esse comportamento leva muitos profissionais a classificar o argan como óleo de acabamento, indicado para reduzir frizz, aumentar o brilho e suavizar o toque após escova, chapinha ou exposição diária. Ele cria uma película que ajuda na proteção térmica e contra agressões externas, “disfarçando” danos já existentes sem substituír tratamentos internos.
Confira abaixo um vídeo no canal do Youtube Clinica Equilibrium Saúde Capilar que fala sobre como o óleo de argan age na fibra capilar:
O óleo de coco realmente trata o cabelo por dentro?
Estudos em química cosmética apontam que o óleo de coco possui alta afinidade com a queratina, o que, somado ao tamanho reduzido de suas moléculas, facilita a entrada pelas cutículas e o alcance do córtex. Por isso, é associado à nutrição profunda e à redução da quebra em fios lavados com frequência ou submetidos a químicas.
Em função desse comportamento interno, o óleo de coco costuma ser indicado em etapas específicas da rotina de cuidados, especialmente quando se busca reforço estrutural ao longo do tempo:
- Pré-shampoo: aplicado antes da lavagem para reduzir agressões do detergente;
- Umectação: deixado no cabelo por algumas horas e depois enxaguado;
- Potencialização de máscaras: algumas gotas misturadas em produtos de nutrição;
- Prevenção de quebra: uso regular em cabelos secos, grossos ou cacheados.

Como equilibrar o uso de óleo de argan e óleo de coco na rotina capilar?
A ideia de que o óleo de argan só maquia e o óleo de coco realmente penetra simplifica um tema mais amplo. O argan atua majoritariamente na superfície, protegendo contra calor, poluição e atrito, enquanto o coco alcança melhor o interior da fibra, mas não substitui hidratações e reconstruções com proteínas.
Para um cuidado mais completo, muitos profissionais sugerem usar o coco em tratamentos internos e reservar o argan para finalização, controle de frizz e proteção diária. Ajustar a quantidade de qualquer óleo ao tipo de fio, observar a resposta do cabelo ao longo das semanas e alternar com máscaras hidratantes e reconstrutoras ajuda a manter equilíbrio entre tratamento profundo e acabamento estético.