Os efeitos bioquímicos do abraço no organismo

O vínculo do abraço desencadeia uma série de respostas no corpo que promovem a saúde física e emocional, reduzindo o estresse, melhorando o humor

Não seria exagero dizer que, em muitas situações, um abraço funciona como um remédio. Afinal, esse contato quando genuíno e caloroso alivia as dores emocionais, traz bem-estar e acalma a ansiedade.

E a falta dele pode levar ao estresse, hipertensão e até enfraquecer o sistema imunológico, como alguns estudos já observaram. 

Mas qual a mágica por trás de um abraço?

Quando abraçamos, o corpo libera substâncias mensageiras que são popularmente conhecidas como hormônios da felicidade.

O chamado hormônio do carinho, a oxitocina, em particular, tem um efeito calmante: ajuda a reduzir o estresse e fortalece os vínculos interpessoais.

Durante um abraço caloroso, o corpo libera o hormônio oxitocina
Créditos: Rawpixel/DepositPhotos
Durante um abraço caloroso, o corpo libera o hormônio oxitocina

Ttambém há uma liberação das endorfinas, os hormônios da felicidade. Isso acalma a respiração e os batimentos cardíacos ao longo do tempo e nos faz relaxar e nos sentir bem. 

Mas é claro que o contato físico por si só pode não gerar tudo isso. O sentimento que temos pela pessoa a qual abraçamos também importa.

Bebês crescem mais saudáveis om abraços

O abraço e a proximidade fortalecem o corpo e a saúde das pessoas desde a mais tenra idade.

Estudos mostram que a terapia pelo toque pode ajudar os bebês a desenvolverem um cérebro e um corpo saudáveis. Pode até quase dobrar o ganho de peso em bebês prematuros.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o contato pele a pele com o cuidador deve ocorrer imediatamente após o nascimento, conhecido como “método da mãe canguru”.

Esse método combina o contato pele a pele com o cuidador principal (geralmente a mãe) pelo maior tempo possível.

De acordo com a Agência, esse contato após o parto salva vidas, reduz infecções e hipotermia e melhora a nutrição.

Contato pele a pele faz bem para bebês recém-nascidos
Créditos: Reanas/DepositPhotos
Contato pele a pele faz bem para bebês recém-nascidos

Abraçar também faz bem ao coração

Pesquisas indicam que pessoas que recebem abraços regulares tendem a ter menor pressão arterial e frequência cardíaca. 

Um estudo de 2003, que saiu no Journal of Behavioral Medicine, sugere que o abraço pode ser benéfico para a saúde do coração. 

As pessoas que recebiam abraços regulares apresentavam reduções significativas no nível de pressão arterial e frequência cardíaca.

Outra pesquisa de 2020, publicada no Journal of Social and Personal Relationships, demonstrou que abraçar ou dar as mãos ajuda a fortalecer o relacionamento entre casais.

Uma terceira pesquisa publicada na revista científica Holistic Nursing Practice em 2004 mostrou que pessoas com fibromialgia podem ter suas dores aliviadas quando são abraçadas.