Pesquisa revela que estas bebidas dobram o risco de câncer de intestino

O estudo, conduzido ao longo de mais de 20 anos, envolveu cerca de 100 mil profissionais de enfermagem

Consumo exagerado de bebidas açucaradas pode aumentar risco de câncer
Consumo exagerado de bebidas açucaradas pode aumentar risco de câncer - iStock/Nutthaseth Vanchaichana

Pesquisas recentes revelam que o consumo elevado de bebidas açucaradas pode dobrar o risco de câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal. Estudos divulgados na revista Gut indicam que a ingestão de duas ou mais bebidas adoçadas diariamente está associada a um aumento significativo no risco de desenvolvimento da doença, especialmente entre adultos abaixo dos 50 anos. Este risco aumenta em 16% para mulheres e 32% para adolescentes.

As bebidas esportivas, energéticas, e refrigerantes são apontadas como principais responsáveis pelo aumento dos açúcares na dieta ocidental, elevando a probabilidade de câncer intestinal.

Detalhes da pesquisa

O estudo, conduzido ao longo de mais de 20 anos, envolveu cerca de 100 mil profissionais de enfermagem, incluindo 40 mil mulheres que, desde a adolescência, consumiam regularmente bebidas açucaradas. Segundo o oncologista Fernando Maluf, que participou da pesquisa, o aumento do risco de câncer de intestino entre consumidores regulares de bebidas açucaradas pode alcançar 40% comparado aos não consumidores.

Maluf destaca que a prevenção é possível e recomenda que a introdução de bebidas açucaradas na dieta seja evitada, especialmente em idades precoces. Além disso, ele defende a implementação de medidas regulatórias mais severas semelhantes às do tabagismo, como advertências claras sobre os riscos à saúde nas embalagens desses produtos.

Crescimento de casos de câncer de intestino no Brasil

Recentemente, o Brasil tem registrado um aumento nos casos de câncer colorretal antes dos 50 anos, com estimativas de 44 mil novos casos anuais. A má alimentação e o aumento do consumo de carne são citados como fatores contribuintes. A detecção precoce é essencial para o tratamento eficaz da doença, e a conscientização sobre os sintomas e a adoção de hábitos saudáveis pode fazer a diferença.