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Estudo descobre quando pessoa com Ômicron tem pico de transmissão

Dados são importantes no momento em que países estão encurtando o período de isolamento de pessoas com covid-19

Por: Redação

Um novo estudo feito pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão descobriu que o pico de transmissão da variante Ômicron não acontece nas primeiras 48 horas após a infecção, como estava sendo considerado, mas sim entre o terceiro e o sexto dia após o início dos sintomas.

A descoberta é importante porque vai contra os novos protocolos, adotados por inúmeros países, para reduzir o tempo de isolamento de pessoas com a covid-19 para um período de cinco a 10 dias, dependendo do quadro clínico.

Porém, o achado é diferente dos de outros estudos que defendem que o período mais infeccioso é de um dia antes até dois dias depois dos sintomas.

pico transmissão ômicron
Crédito: Vichie81/istockPico de transmissão da Ômicron não acontece nas primeiras 48 horas, segundo novo estudo

Estudo é preliminar

Para essa descoberta, os pesquisadores realizaram o cálculo baseados na coleta de 83 amostras de 21 pessoas, sendo 19 vacinadas. Do grupo, 17 eram casos leves e quatro assintomáticos.

Eles puderam observar que a quantidade de RNA viral era mais alta nesse período de três a seis dias após o diagnóstico ou início dos sintomas e diminuía gradualmente.

variante Ômicron
Crédito: Design Cells/istockQuantidade de RNA viral era mais alta de três a seis dias após o diagnóstico ou início dos sintomas

“A quantidade de RNA viral foi mais alta em 3 a 6 dias após o diagnóstico ou 3 a 6 dias após o início dos sintomas e diminuiu gradualmente ao longo do tempo, com uma diminuição acentuada após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas (…) Nenhum vírus infeccioso foi detectado nas amostras respiratórias após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas. Esses achados sugerem que os casos de Ômicron vacinados provavelmente não liberam o vírus 10 dias após o diagnóstico ou o início dos sintomas”, afirmam os autores do estudo.

Vale dizer que o estudo japonês é preliminar e não foi ainda revisão por pares.

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