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Viagra e cegueira: entenda a relação descoberta em estudo

Estudo que envolveu dados de 213.033 homens encontrou associação entre o uso desses medicamentos e o risco de problemas de visão

Por: Redação

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica (UBC), no Canadá, indicou que  o uso contínuo de remédios para disfunção erétil, como Viagra, aumenta em até 85% o risco de doenças oculares graves, que podem inclusive levar à cegueira.

A descoberta foi publicada na quinta-feira, 7, na revista científica JAMA Ophthalmology.

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Crédito: Nito100/istock Uso contínuo de remédios para disfunção erétil, como Viagra, é associado a risco aumentado de doenças que podem levar à cegueira

Essas condições incluem descolamento de retina, oclusão venosa da retina (OVR), neuropatia óptica isquêmica (NOI), entre outras.

O diagnóstico da OVR  é uma das principais causas de cegueira no mundo e a NOI também é um quadro grave que provoca a perda súbita de visão devido à suspensão do fluxo sanguíneo para o nervo óptico do olho.

Já existiam relatos de algumas consequências na região dos olhos pelo uso regular desse de medicamentos, mas apenas agora foram confirmadas por um estudo epidemiológico, segundo os autores.

Primeiro grande estudo epidemiológico

O estudo envolveu os dados de 213.033 homens norte-americanos que não tinham histórico de doenças oculares no ano anterior ao uso regular de medicamentos para disfunção erétil.

Os pesquisadores acompanharam os homens para ver quantos deles desenvolveram as condições oculares acima e como isso se comparava àqueles que não usavam medicamentos para disfunção erétil regularmente.

Eles então consideraram estatísticas sobre condições conhecidas por estarem ligadas a problemas oculares – como diabetes e doença arterial coronariana – e descobriram que os usuários de medicamentos para disfunção erétil eram 2,58 vezes mais propensos a desenvolver descolamento de retina.

Também foi descoberto que esses homens tinham 1,4 vezes mais chances de ter oclusão venosa da retina (OVR), enquanto o risco para neuropatia óptica isquêmica (NOI) era 2,2 vezes maior.

“Estas são condições raras, e o risco individual de desenvolver uma delas permanece muito baixo para qualquer usuário. No entanto, o grande número de prescrições realizadas a cada mês nos EUA – cerca de 20 milhões – significa que um número significativo de pessoas pode ser afetado. Os usuários regulares desses medicamentos que percebem alguma alteração na visão devem levar isso a sério e procurar atendimento médico”, afirma o professor do departamento de oftalmologia e ciências visuais da Faculdade de Medicina da UBC, Mahyar Etminan, em comunicado.

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