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Pesquisadora de Oxford alerta para vírus que ameaça nova pandemia

Infecção causada pelo patógeno pode provocar inchaço no cérebro; veja os sintomas

Por: Redação

O vírus Nipah é uma das próximas ameaças de pandemia, alertou uma das cientistas de Oxford que desenvolveu a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 Sarah Gilbert.

Segundo ela, ainda não existe vacina para esse vírus e os estudos que estavam em curso tiveram que ser interrompidos pela pandemia de covid-19.

“Se tivermos uma variante Delta do vírus Nipah , de repente teremos um vírus altamente transmissível com uma taxa de mortalidade de 50 por cento”, disse Sarah Gilbert durante um evento no Festival de Literatura de Cheltenham no Reino Unido.

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Crédito: Dr_Microbe/istockPesquisadores temem que vírus Nipah possa gerar nova pandemia

O Nipah está no topo da lista de dez doenças prioritárias que a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou como fontes potenciais de epidemias futuras.

O vírus fez uma vítima recentemente na Índia e obrigou centenas de contatos próximos a ficarem em isolamento para conter um possível surto.

O que é  vírus Nipah

Trata-se de uma doença zoonótica, ou seja, transmitida de um animal para o humano. Normalmente é transmitido a partir da ingestão de frutas contaminadas com saliva ou urina de morcegos infectados, que são reservatórios naturais desse vírus.

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Crédito: CraigRJD/iStockOs morcegos são reservatórios naturais desse vírus

A transmissão também pode ocorrer diretamente de pessoa para pessoa ou a partir do contato com porcos infectados.

Desde sua descoberta em 1999, na Malásia, entre criadores de porcos, o vírus tem provocado alguns surtos na Ásia entre humanos. Além da Índia e da Malásia, casos já foram registrados também na Indonésia. No Brasil, não há nenhum registro até hoje.

Sinais e sintomas

Acredita-se que o período de incubação (intervalo desde a infecção até o início dos sintomas) varie de 4 a 14 dias.

O vírus Nipah causa sintomas parecidos com os da gripe, como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, fadiga e dificuldades respiratória.

Além disso, em casos mais graves, pode provocar inchaço do cérebro e a condição evoluir para coma.

A taxa de letalidade é estimada em 40% a 75%. Não existe tratamento específico, apenas o de suporte para alívio dos sintomas.

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Tags: #Doença