1º Time Out Market da América Latina será na Av. Paulista
Primeira unidade da marca na América Latina será instalada no Conjunto Nacional e terá restaurantes, bares e programação cultural
São Paulo vai ganhar, no primeiro trimestre de 2027, a primeira unidade do Time Out Market na América Latina. O mercado gastronômico e cultural ocupará o primeiro piso do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em um espaço de cerca de 3.250 metros quadrados.
A proposta é reunir restaurantes, bares, eventos e programação cultural em um endereço conectado à rotina da cidade.

O projeto terá 17 cozinhas, uma padaria, uma cozinha-estúdio, três bares e um espaço multiuso de 500 metros quadrados destinado a eventos e produção de conteúdo. A capacidade será de 750 a 800 pessoas, e a expectativa é receber cerca de 2 milhões de visitantes por ano.
A seleção dos chefs que participarão da operação deve ser anunciada até o fim de 2026.
Origem em Lisboa
Criado em Lisboa em 2013 a partir da curadoria da revista Time Out, o conceito reúne em um mesmo endereço restaurantes e experiências culturais selecionados pela marca.
Atualmente, a operação está presente em 13 cidades e tem outras cinco unidades em desenvolvimento. São Paulo será a estreia da rede na América do Sul.
A operação brasileira será conduzida pela Giunina LLC, empresa criada pelo executivo de hospitalidade e entretenimento Benjamin Ramalho, CEO do Time Out Market Brasil. A escolha do Conjunto Nacional levou em conta a localização e a relação da Avenida Paulista com moradores, turistas e a programação cultural da capital.
O espaço está em obras desde maio. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Levisky Arquitetura Estratégia Urbana e prevê a preservação e valorização das características do Conjunto Nacional, um dos edifícios associados à história da Avenida Paulista.
A unidade brasileira também terá adaptações em relação ao modelo encontrado em outros mercados.
Um mercado voltado para a cidade
Em outras unidades do Time Out Market, as cozinhas costumam ocupar ilhas que ficam ao redor das áreas destinadas ao público. Em São Paulo, o desenho foi adaptado para criar uma relação mais direta com a avenida. Mesas e cadeiras serão distribuídas também pelas varandas do Conjunto Nacional, enquanto janelas voltadas para as ruas do entorno permitirão que o movimento da cidade faça parte da experiência.
A ideia é que o mercado funcione não apenas como um endereço para refeições, mas também como ponto de acesso à programação cultural da região.
O projeto prevê parcerias com instituições instaladas na Avenida Paulista e a presença de um concierge, que poderá orientar os visitantes sobre o espaço e outras experiências disponíveis na avenida e em São Paulo.
A programação deverá acompanhar eventos do calendário paulistano, incluindo a São Paulo Fashion Week e semanas dedicadas a arte e design, além de festas e celebrações que fazem parte da agenda da cidade. O espaço multiuso de 500 metros quadrados será usado para eventos e conteúdos.
A operação também terá uma cozinha-estúdio, destinada a workshops e outras atividades. A proposta amplia o uso do mercado para além dos horários tradicionais de restaurantes e bares, criando uma agenda própria de experiências ao longo do ano.
Nomad terá restaurante próprio
A chegada do Time Out Market ao Brasil também envolve uma estratégia de marcas. A Nomad será a apresentadora do projeto, em um acordo de dez anos avaliado em cerca de R$ 100 milhões. O modelo, chamado pela empresa de “experience rights”, prevê uma presença contínua da fintech dentro da operação.
A empresa terá um restaurante e um espaço próprios no mercado, com cardápio desenvolvido por chefs brasileiros e internacionais. Clientes da Nomad terão benefícios como prioridade na reserva de mesas. A marca também pretende realizar eventos, masterclasses, premiações e outras ações ao longo da programação do Time Out Market.
Na entrada do espaço, a Nomad terá ainda um túnel de ativação e totens para visitantes criarem suas contas e emitirem o cartão físico. A parceria também poderá se estender a outras unidades da rede, incluindo Lisboa e Nova York.
Outra marca já confirmada é a Stella Artois, que ficará responsável pelo maior dos três bares do mercado. A Casa Dexco também integra o grupo de patrocinadores iniciais. O projeto mantém abertas cotas para novos parceiros, inclusive empresas dos segmentos de delivery e destilados.
A participação das marcas foi estruturada para ir além da exposição publicitária. Segundo a organização, os parceiros operacionais serão envolvidos no desenvolvimento de experiências, na estrutura das cozinhas, em projetos arquitetônicos e em ações relacionadas a bebidas e conteúdo.
Gastronomia e programação cultural
No Time Out Market São Paulo a gastronomia estará associada a uma agenda de eventos e conteúdos. A lista de restaurantes e chefs ainda não foi divulgada integralmente, mas a operação deverá reunir nomes consolidados e profissionais em ascensão.
A escolha segue a lógica de curadoria que orienta o conceito internacional da marca. No Brasil, a proposta será adaptada aos hábitos e à gastronomia local, com a intenção de representar não apenas São Paulo, mas diferentes referências culinárias do país.
O desempenho do mercado será acompanhado por indicadores como satisfação dos clientes, volume de visitantes e frequência de retorno. A intenção declarada pela operação é fazer com que o público utilize o espaço de maneira recorrente, e não apenas em uma visita pontual.
A inauguração ainda não tem data definida. A confirmação deve ocorrer em 2027, enquanto a divulgação da seleção inicial de chefs está prevista para o fim deste ano.
Com a unidade paulista, o grupo também abre espaço para uma possível expansão no país. Ramalho não descarta levar o conceito para outras cidades brasileiras e para outros mercados da América do Sul.