Comissário de bordo é a profissão dos sonhos dos brasileiros, aponta estudo
Pesquisa aponta carreira ligada à aviação como a mais desejada pelos brasileiros em 2026; levantamento analisou buscas por profissões em 145 países
Ser comissário(a) de bordo é hoje a carreira mais desejada pelos brasileiros. É o que aponta um levantamento da empresa Remitly, que analisou o volume de buscas no Google por termos como “como ser” e “como se tornar” relacionados a centenas de profissões em 145 países.
No Brasil, a profissão ligada à aviação lidera o ranking com 23.900 buscas anuais. Em seguida aparecem bombeiro (19.200), terapeuta (17.280), dublador (13.800) e professor (9.040), indicando o interesse dos brasileiros por carreiras que vão do atendimento ao público e à educação até áreas criativas e de segurança.

A lista ainda reúne empreendedor (8.610 buscas), advogado (8.570), policial (8.200), diplomata (7.890) e astronauta (6.370), mostrando um equilíbrio entre profissões tradicionais, vocacionais e ligadas ao setor público.
Segundo a Remitly, o estudo foi elaborado a partir da análise de pesquisas realizadas no Google por pessoas interessadas em ingressar em diferentes carreiras. O levantamento considera o comportamento de busca como um indicativo das profissões que despertam maior interesse em cada país.
A liderança da carreira de comissário de bordo diferencia o Brasil do cenário internacional e reforça o interesse por profissões relacionadas ao setor aéreo e às viagens.
Brasil segue tendência diferente do restante do mundo
Enquanto a profissão de comissário de bordo ocupa o primeiro lugar entre os brasileiros, o ranking mundial passou por uma mudança inédita. Pela primeira vez desde o início da pesquisa, em 2022, a carreira de ator ou atriz assumiu a liderança global.
Segundo o levantamento, foram registradas 222.080 buscas anuais relacionadas à profissão, um crescimento de 12% em comparação com a edição de 2024. A carreira lidera em países como Malásia, Bahamas, Tonga, República Tcheca e Dinamarca.
A profissão de piloto, que ocupava o primeiro lugar nas edições anteriores, caiu para a segunda posição mundial, com 221.060 buscas anuais. O interesse global pela carreira recuou 49% desde 2024, embora ela continue sendo a mais desejada em 11 países, entre eles Índia, Indonésia, Holanda, Noruega, Singapura, Suécia, Emirados Árabes Unidos e Catar.
A pesquisa também aponta mudanças importantes em outras profissões. Bombeiro, segunda colocada entre os brasileiros, avançou 13 posições no ranking internacional e passou a ocupar o terceiro lugar, com 171.330 buscas anuais. A carreira lidera atualmente em países como França e Lituânia.

O maior salto foi registrado pela profissão de advogado, que avançou 55 posições em relação ao estudo anterior. As buscas cresceram 273% em dois anos, colocando a carreira na quarta posição mundial. Segundo a Remitly, fatores como a popularidade de séries jurídicas, casos de repercussão internacional e a expansão das legaltechs podem ter contribuído para esse crescimento.
Inteligência artificial entra no radar das carreiras
Fechando o Top 5 mundial aparece a profissão de YouTuber, com 148.430 buscas anuais. Apesar de registrar redução no volume total de pesquisas, a atividade continua sendo a mais desejada em 28 países, principalmente na América Latina e no Caribe.
Uma das novidades da edição de 2026 é a entrada das carreiras relacionadas à Inteligência Artificial como categoria própria no levantamento. Pela primeira vez, profissões como engenheiro de prompt, especialista em Inteligência Artificial e engenheiro de machine learning aparecem com volume significativo de buscas, refletindo o impacto da tecnologia sobre o mercado de trabalho.
O estudo também identificou crescimento do interesse por profissões ligadas à saúde. Veterinário avançou 22 posições e passou a integrar o grupo das dez carreiras mais desejadas do mundo. Já a profissão de fisioterapeuta subiu 55 posições em relação ao levantamento anterior.
Em sentido contrário, carreiras tradicionalmente associadas à área da saúde, como médico e enfermeiro, perderam posições no ranking global, indicando mudanças nas preferências profissionais observadas em diferentes países.