Por dentro da F-1, uma experiência que jamais sonhei viver

Como é entrar nos boxes da Alpine e jantar no paddock da F1? Conheça os bastidores de uma experiência exclusiva em Interlagos a convite da MSC Cruzeiros

Há experiências que, por mais que a gente viaje, conheça lugares e tenha acesso a eventos especiais, parecem distantes da realidade. Para quem acompanha a Fórmula 1 há anos, entrar nos bastidores de uma equipe, conhecer seus boxes e jantar no espaço reservado a pilotos, engenheiros e profissionais que fazem parte do espetáculo é uma delas. E foi exatamente isso que tive a oportunidade de viver no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nesta quinta-feira, 5.

Como jornalista especializado em turismo, já tive a oportunidade de conhecer destinos, hotéis e atrações que fazem parte dos sonhos de muitos viajantes. Mas estar dentro da estrutura de uma equipe de Fórmula 1, em um ambiente ao qual pouquíssimas pessoas têm acesso, foi uma experiência completamente diferente. Daquelas que dificilmente imaginei viver, mesmo depois de tantos anos de profissão.

Área privativa da BWT Alpine F1 Team em Interlagos
Área privativa da BWT Alpine F1 Team em Interlagos - Márcio Diniz/Catraca Livre

No ano passado, acompanhei o Grande Prêmio de São Paulo do Paddock, uma experiência que, por si só, já havia sido marcante. Desta vez, porém, o convite foi ainda mais especial: conhecer de perto a operação da BWT Alpine F1 Team e participar de um jantar preparado pelo próprio time de catering da escuderia francesa, na área exclusiva das equipes.

A experiência foi proporcionada pela MSC Cruzeiros, patrocinadora principal do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 de 2026 e parceira da Alpine. A companhia também mantém uma parceria global com a categoria, renovada até 2030.

Por dentro dos boxes da Alpine

Antes do jantar, veio um dos momentos mais aguardados da visita: entrar nos boxes da Alpine. O grupo foi recebido por Serena West, responsável pela gestão e estratégia de parcerias da BWT Alpine F1 Team, que nos acompanhou pelos bastidores da escuderia francesa e apresentou parte da estrutura utilizada pela equipe durante o Grande Prêmio de São Paulo. Foi a oportunidade de conhecer um ambiente normalmente restrito a pilotos, engenheiros, mecânicos e profissionais diretamente envolvidos na competição.

Nosso grupo entrando no Box da BWT Alpine F1 Team
Nosso grupo entrando no Box da BWT Alpine F1 Team - Manuel Eletto/Sutton Images//BWT Alpine Formula One Team

Estar naquele ambiente, tão familiar pelas imagens da televisão, mas praticamente inacessível para quem está do outro lado da tela, já seria motivo suficiente para tornar a noite inesquecível.

Durante a visita, conhecemos parte da estrutura utilizada pela equipe em Interlagos e acompanhamos uma simulação de pit stop com o carro do argentino Franco Colapinto (por regulamento da categoria o motor estava desligado). Ver de perto a movimentação dos mecânicos e a precisão exigida em uma troca de pneus ajuda a compreender a dimensão do trabalho envolvido em cada corrida.

Flagrado pelo fotógrafo oficial da BWT Alpine F1 Team
Flagrado pelo fotógrafo oficial da BWT Alpine F1 Team - Manuel Eletto/Sutton Images//BWT Alpine Formula One Team

Tudo acontece em questão de segundos. Cada integrante tem uma função definida e qualquer movimento fora do tempo pode comprometer o resultado de uma prova. Acompanhando a operação a poucos passos de distância, é possível perceber detalhes que passam despercebidos mesmo para quem assiste a todas as corridas.

Dentro dos boxes, fotografias e filmagens não são permitidas. A restrição faz parte dos cuidados das equipes com informações técnicas e operacionais. Por isso, algumas das imagens mais marcantes daquela noite ficaram apenas na memória.

Para um fã de Fórmula 1, como eu, acompanhar uma simulação de pit stop dentro dos boxes de uma equipe é algo que dificilmente se imagina viver. Eu certamente nunca havia pensado que teria essa oportunidade.

Um jantar no espaço reservado à equipe

Depois da visita aos boxes, chegou a hora de conhecer outro lado da Fórmula 1 e ver como a hospitalidade que funciona nos bastidores do campeonato.

O jantar aconteceu na estrutura exclusiva da Alpine no paddock, onde a equipe mantém seus espaços de alimentação e convivência durante o fim de semana de corrida, a chama Race Week. Longe das arquibancadas e das áreas destinadas ao público, esse ambiente faz parte da rotina de quem trabalha diretamente na competição.

Ainda ganhamos alguns mimos da Alpine
Ainda ganhamos alguns mimos da Alpine - Manuel Eletto/Sutton Images//BWT Alpine Formula One Team

A refeição foi preparada pelo time de catering da própria escuderia, responsável pela alimentação dos profissionais da Alpine durante as etapas do Mundial.

Para quem escreve sobre turismo, gastronomia e hotelaria, conhecer esse lado da Fórmula 1 também tem um significado especial. Afinal, por trás de cada Grande Prêmio existe uma complexa operação de hospitalidade, que precisa acompanhar uma competição realizada em diferentes países ao longo do ano.

Mas, ontem, confesso que o olhar de jornalista dividiu espaço com o entusiasmo de quem acompanha o automobilismo há muito tempo. Foi impossível não me emocionar e lembrar do meu grande e querido amigo Alê Eufrosino, que nos deixou este ano. Apaixonado pelo esporte e profundo conhecedor de outras categorias do automobilismo, ele certamente teria adorado ouvir cada detalhe dessa experiência. De alguma forma, senti que um pouco dele também estava ali comigo.

Não era apenas um jantar. Era a oportunidade de estar em um ambiente que normalmente conhecemos apenas pelas transmissões da televisão, compartilhando, ainda que por algumas horas, um pouco da rotina de uma equipe de Fórmula 1.

Um encontro com um jovem talento italiano

A noite ainda reservou outra surpresa. Tive a oportunidade de conhecer o italiano Gabriele Minì, jovem piloto do Alpine Academy, programa de desenvolvimento de talentos da equipe francesa.

O italiano Gabriele Minì, jovem piloto do Alpine Academy
O italiano Gabriele Minì, jovem piloto do Alpine Academy - Márcio Diniz/Catraca Livre

Minì disputa a Fórmula 2, categoria que funciona como uma das principais portas de entrada para a Fórmula 1. Conhecer um piloto que busca construir seu caminho até a principal categoria do automobilismo mundial acrescentou mais um capítulo à experiência.

O encontro também mostrou um pouco do trabalho realizado pelas escuderias fora das pistas, especialmente na formação de jovens pilotos que sonham em conquistar uma vaga no grid da Fórmula 1.

Uma experiência para guardar na memória

Ao longo da carreira de jornalista, aprendi que viajar não significa apenas conhecer novos destinos. Algumas das experiências mais marcantes acontecem justamente quando temos a oportunidade de entrar em lugares normalmente fechados ao público e conhecer histórias que não aparecem nos roteiros tradicionais.

Foi assim em Interlagos, que é quase um quintal de casa.

Ainda fomos brindados com este começo de noite com as “cores” da Alpine no céu de Interlagos
Ainda fomos brindados com este começo de noite com as “cores” da Alpine no céu de Interlagos - Márcio Diniz/Catraca Livre

A convite da MSC Cruzeiros, pude conhecer um lado da Fórmula 1 que poucos fãs conseguem acessar e que, mesmo entre jornalistas, está longe de fazer parte da rotina.

No ano passado, assistir ao GP de São Paulo do Paddock parecia uma experiência difícil de superar. Agora, depois de entrar nos boxes da Alpine, acompanhar uma simulação de pit stop, conhecer Gabriele Minì e jantar no espaço exclusivo da equipe, percebo que ainda havia muito mais para descobrir.

E, desta vez, não precisei embarcar em um avião ou cruzar um oceano para viver uma das experiências mais exclusivas da minha trajetória como jornalista de viagens. Bastou chegar a Interlagos.

Para quem é apaixonado por Fórmula 1, foi muito mais do que uma noite especial. Foi a realização de um sonho que eu sequer imaginava ser possível.

Obrigado a todo o staff da MSC Cruzeiros Brasil e da BWT Alpine F1 Team por mais esta experiência única e exclusiva.