Rosewood São Paulo sob 10 dos melhores hotéis do mundo
Hotel ficou em 6º lugar no The World’s 50 Best Hotels 2026; Copacabana Palace, no Rio, aparece em 29º e completa presença brasileira entre os 50
O Brasil colocou dois hotéis entre os 50 melhores do mundo na edição 2026 do The World’s 50 Best Hotels. O destaque foi o Rosewood São Paulo, que saltou da 24ª posição, em 2025, para o 6º lugar neste ano e foi escolhido como o melhor hotel da América do Sul. O Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, ficou em 29º.
O resultado foi anunciado na terça-feira, 15, durante cerimônia em Paris, que também confirmou o Rosewood Hong Kong na liderança pelo segundo ano consecutivo. O hotel de Hong Kong foi seguido por Capella Bangkok, Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River, Atlantis The Royal, em Dubai, e Passalacqua, no Lago de Como, na Itália.

Para o Rosewood São Paulo, a nova posição representa uma mudança significativa em relação à edição anterior. O hotel havia aparecido em 24º lugar em 2025. Agora, além de avançar 18 posições, volta a ocupar o posto de melhor hotel da América do Sul, distinção que já havia recebido em edições anteriores do ranking.
A propriedade paulistana também vem acumulando reconhecimento em outras listas internacionais. Em 2026, aparece em 11º lugar entre os melhores hotéis da América Central e do Sul na premiação da revista Travel + Leisure. O spa também foi reconhecido pelo Women’s Health Travel Award, enquanto um dos restaurantes recebeu o Award of Excellence da Wine Spectator.
Cidade Matarazzo
O Rosewood São Paulo funciona na Cidade Matarazzo, complexo instalado próximo à Avenida Paulista que reúne construções históricas restauradas e novos projetos arquitetônicos. O hotel foi inaugurado em 2022 e ocupa parte da antiga Maternidade Matarazzo, além da torre Mata Atlântica.

Com 184 quartos e suítes, o hotel reúne uma coleção de arte integrada aos ambientes, programação cultural contínua e diferentes experiências gastronômicas. A propriedade abriga ainda o Asaya Spa by Guerlain, apresentado pelo hotel como o único da marca na América do Sul.
A proposta arquitetônica combina a recuperação dos edifícios históricos com uma torre contemporânea projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel. Um dos elementos mais visíveis do projeto é o jardim vertical associado à torre, concebido a partir de referências à vegetação brasileira.

A localização faz com que o hotel esteja inserido em uma área central da cidade, próxima à Avenida Paulista e a equipamentos culturais, restaurantes, lojas e centros financeiros. O empreendimento integra, portanto, um projeto maior de ocupação e recuperação de uma área histórica de São Paulo.
O interior do hotel segue a mesma lógica de associação com o país. O projeto reúne obras de artistas brasileiros e utiliza materiais, objetos e referências culturais nacionais nos espaços comuns e nas acomodações. A intenção é relacionar a experiência de hospedagem ao destino, conceito adotado pela marca Rosewood em diferentes propriedades.
Arte, gastronomia e bem-estar
A arte ocupa um espaço importante no projeto. O hotel reúne centenas de obras produzidas por artistas brasileiros, distribuídas pelas áreas de circulação, restaurantes e demais ambientes. A seleção inclui diferentes linguagens e dialoga com a arquitetura e o paisagismo do complexo.

A gastronomia é outro dos eixos da propriedade. O Rosewood São Paulo conta com diferentes restaurantes e bares, que fazem parte da estrutura destinada tanto aos hóspedes quanto ao público externo. O conjunto gastronômico foi incorporado ao projeto desde a abertura do hotel.
Entre os espaços está o Le Jardin, localizado em uma área cercada pelo paisagismo da Cidade Matarazzo. O hotel também abriga o Rabo di Galo, bar que trabalha com referências da coquetelaria brasileira.
A estrutura inclui ainda áreas voltadas ao bem-estar, com spa, piscinas e academia. O spa do hotel aparece entre os reconhecimentos recebidos pela propriedade em 2026 e integra a proposta de reunir hospedagem, gastronomia, arte e serviços no mesmo complexo.
Outros hotéis brasileiros no ranking
O segundo representante brasileiro entre os 50 primeiros é o Copacabana Palace, hotel da Belmond no Rio de Janeiro. A propriedade ficou na 29ª posição em 2026. No ano passado, havia ocupado o 11º lugar.

O hotel carioca entrou pela primeira vez no ranking principal em 2025, quando ficou entre os 15 primeiros colocados. A propriedade, aberta em 1923, completou 100 anos em 2023 e está associada à história turística e cultural de Copacabana.
Além dos dois hotéis no Top 50, o Brasil também aparece na lista ampliada do The World’s 50 Best Hotels. O Hotel das Cataratas, da Belmond, em Foz do Iguaçu, ficou na 77ª posição. A propriedade está localizada dentro do Parque Nacional do Iguaçu, próxima às cataratas.
A lista ampliada, que reúne os hotéis classificados entre a 51ª e a 100ª posições, foi divulgada antes do anúncio dos 50 primeiros colocados. Com isso, o País teve três hotéis reconhecidos entre os 100 selecionados pela premiação em 2026.
Como é feito o ranking
O The World’s 50 Best Hotels é elaborado a partir de uma votação de profissionais e especialistas ligados ao setor de hospitalidade e às viagens. A edição de 2026 reúne hotéis de diferentes continentes e foi apresentada em cerimônia realizada em Paris.
A escolha considera as experiências dos votantes nas propriedades visitadas durante o período estabelecido pela organização. O ranking não funciona como uma classificação baseada em uma única categoria, como número de quartos, estrutura ou preço. A avaliação considera a experiência de hospedagem como um todo.