Taiwan entrega Ásia high-tech, cultura e gastronomia verde
Ilha no Pacífico tem cultura autêntica, povo acolhedor e gastronomia premiada, que fazem de Taiwan sua porta de entrada na Ásia
Tudo o que você espera de uma viagem à Ásia, Taiwan entrega com excelência. Mas vai além. Do arranha-céu high-tech à cultura exótica, cosméticos com os segredos das asiáticas, roupas típicas e comida autêntica.
Encontrei em Taiwan os asiáticos mais simpáticos e receptivos, e, como eles mesmos se definiram, os brasileiros da Ásia.
Povo resiliente, que teve seu território invadido e colonizado por tantos países, mas, mesmo assim, nunca perdeu a identidade e a autenticidade.

Sua porta de entrada será Taipei, a capital, com hospedagens autênticas, incluindo um hotel que é o símbolo do destino, em arquitetura clássica.
Do centro tecnológico com arranha-céus e painéis de propaganda 3D aos bairros temáticos, Taipei é uma delícia de passear.
E também um dos lugares mais seguros do mundo. O destino está em 9º lugar em segurança, pelo índice Global Peace Índex.
Taiwan se posiciona ainda entre as 22 maiores economias do mundo e está em ascensão. É de lá que saem os chips mais avançados do Planeta.
Estejam prontos para passar por Dadaocheng, a Paris taiwanesa nos anos 20, subir ao topo do edifício listado entre os mais altos do mundo e provar a gastronomia de excelência do destino, uma vez que o Guia Michelin Taiwan conta com 61 restaurantes estrelados e 146 estabelecimentos Bib Gourmand.
Na capital, experimente caminhar perto das nuvens, uma aventura a 460 metros de altura, no topo do Taipei 101, como conto mais abaixo, entre os passeios imperdíveis.

Abaixo, passeios para viver o melhor de Taipei, sempre acompanhados de restaurantes sensacionais, afinal, comida é algo sério para os taiwaneses.
Quem se arrisca sair do centro da cidade pode ainda conhecer dois restaurantes sensacionais. São eles o Monsoon, restaurante vegano premiado cujo chef Ted tem origem indígena Hakka e, na cozinha deposita suas memórias de infância.
Monsoon fica em Zhubei, cidade a a uma hora de carro de Taipei. É um restaurante com indicação no Guia Michelin, pequenino e que precisa de reserva.
Os pratos são servidos em um menu fechado em etapas, e cada um deles tem um significado.
Neste vídeo você pode ver um pouco mais dessa experiência, que marca a vida.

Também fora do centro, nas montanhas de Shilin, está o restaurante com selo verde Michelin: Yangming Spring.
O restaurante vegano premiado Michelin segue a filosofia budista. Ele fica em meio a um jardim japonês, daqueles que parecem cenário de filme, e também serve menu em etapas.
Veja os pratos neste link e guarde a dica para aproveitar ao máximo sua viagem a Taiwan.
Siga as fotos com a seta à direita para a galeria de fotos. E prepare-se para os passeios do roteiro logo abaixo.
Passeios em Taipei
1- Do topo da Ásia ao Guia Michelin

É em Taipei, capital de Taiwan, que está um dos edifícios mais altos do mundo, o Taipei 101. Inspirado em bambus, que envergam, mas não quebram, este foi o prédio mais alto do mundo até 2010.
Toda tecnológica, a arquitetura do edifício tem um sistema de balanço interno que protege de terremotos e impressiona ao ser visitado.
São 101 andares em 508 metros, cuja subida é uma experiência. Trata-se do elevador mais rápido do mundo, que nos leva do térreo ao 89º andar em 37 segundos.


Chega-se a um observatório cercado por vidros, com vista linda para a cidade, em um espaço 360 graus cheio de ambientes instagramáveis, com experiências de jogos, cenários e sofás coloridos que imitam nuvens para fotos, e comprinhas que só são encontradas por lá.
Depois, o grand finale, o Cloud Walk – Caminhada nas nuvens. Já com o equipamento de segurança acoplado no corpo, que te conecta a cabos de aço, sobe-se ao topo para a ao ar livre, no céu da Ásia.
A caminhada nas nuvens acontece no topo, com vista para as montanhas e Taipei aos seus pés. O visitante dá uma volta ao redor do edifício, lá no alto, e faz a famosa foto que te dá a sensação de flutuar no céu da Ásia. Programa imperdível.
No mesmo complexo, aproveite para comer os dumplings mais famosos de Taiwan, de rede Din Tai Fung, com indicação Michelin.
Dumpling é um bolinho de massa extremamente delicada, com diversos recheios, cozido no vapor em cestos de bambu, chamado Zhenglong.


Apesar de ter vários recheios, inclusive com carnes, fui atrás dos dumplings vegetarianos e veganos.
Encontrei opções incríveis, como o de trufa negra e cogumelos silvestres, de vegetais com molho de gengibre, e edamame apimentado. Para vegetarianos, o arroz frito do Din Tai Fung é impecável.
Taipei não só respeita quem não come carne. Aqui está a segunda maior comunidade vegetariana do mundo.
2. Maior evento de gastronomia asiático
Mais do que comer bem e descobrir novos sabores, esse evento é ideal para quem busca um mergulho cultural em Taiwan pela comida.
Para o viajante movido a temperos exóticos, a Taiwan Culinary Exhibition é o evento mais especial a ser colocado na agenda.
A maior feira gastronômica de Taiwan aconteceu em Taipei em 2026 e deve se repetir entre julho e agosto dos próximos anos. Programe-se para visitar Taiwan quando o evento acontecer.
Além de provar sabores que eu nem imaginava, no feira entendi o porquê Taiwan é hoje o destino mais veg-friendly da Ásia. Este vídeo mostra mais sobre a experiência.



A feira teve como tema “Flavors — Drawn from the Land” (Sabores – extraídos da Terra) e foi além da comida, uma verdadeira aula de cultura asiática.
O espaço teve 4 zonas imersivas, incluindo a de gastronomia exótica, a indígena e suas raízes e a vegana, que me surpreendeu, com receitas supercriativas, como o suhsi vegano e as degustações de vinagre.
Sim, vinagre é bebida para se tomar, não só para temperar, cheio de benefícios para a digestão. E o destino leva a sério, com degustação por especialistas e vinagres premiados
A feira reuniu em um mesmo pavilhão uma seleção de cozinha Hakka, a comida indígena, onde estão as raízes taiwanesas, pratos Bib Gourmand, estandes indicados pelo Guia Michelin, além de delícias de hotéis cinco estrelas.
A abertura contou com a presença do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, que exaltou a tradição vegetariana budista, valorização das raízes dos povos originários como pilares do lugar e do turismo sustentável.
Foi possível ainda assistir a palestras e demonstrações ao vivo de chefs premiados, como Ted, do restaurante Monsoon, um dos que indico no roteiro de Taiwan.
Chef de origem Hakka, Ted trabalha com maestria a comida vegana, tanto que entrou para o Guia Michelin. Seu restaurante, Monsoon, é um dos mais autênticos e incríveis de Taiwan.
Eu te conto mais sobre o evento, com mais fotos, neste link.


3 – Roupas tradicionais e Paris dos anos 20
Esse foi um dos passeios que mais amei. Não deixe de passear por Dadaocheng, a Paris taiwanesa nos anos 1920.
A rua principal é a Dihua Street, com lojinhas autênticas, antigas, de roupas, tecidos e comidinhas para provar, como as frutas secas, que são diferentes do que a gente tem e muito saborosas. Se oferecerem, prove, especialmente os morangos.
Passe as fotos desta galeria e veja um pouco mais do passeio:
Após viver o comércio local, entrei na loja Salon 1920, onde o tempo parece ter parado naquela década.
A loja vintage coleciona trajes originais dos anos 20 e 30 que foram usados no cinema tailandês, para homens e mulheres. São centenas de qipaos (vestido tradicional) que você pode alugar para viver uma tarde de nostalgia.
Os figurinos são pendurados como relíquias. Você escolhe seu qipao com gola mandarim que fecha no pescoço e rasgo nas pernas, e a dona da loja o acerta no corpo, para que fique impecável.


Para completar o look, você pode pegar sapatos, bolsas e leques. A loja também faz cabelo e maquiagem.
Vestida com roupa tradicional, caminhei pela Dihua Street, entre as construções antigas e o Templo Xiahai City God, o templo do amor, e cheguei a uma casa tradicional de chá.
Um dos pilares culturais do destino, o chá fica ainda mais especial quando provado em uma casa tradicional, com móveis centenários, que, sinceramente, combinavam perfeitamente com o meu look dos anos 20.
O ambiente vintage cheirava a aromas incríveis. O chá mais famoso de Taiwan é o Oolong, tipo de chá preparado com a planta Camellia sinensis, a mesma do chá verde.


Na casa de chá, a iguaria é servida com bolachinhas charmosas e aromas naturais, como baunilha, laranja e lavanda, entre outros.
Mas atenção, taiwneses gostam de silêncio durante o chá, o que, para quatro brasileiras encantadas com aquilo tudo, maquiadas e vestidas com qipao foi meio difícil de cumprir.
4 – Boba Tea e aula de culinária
Oolong também é usado para fazer o chá mais instagramável da Ásia: Boba Tea.
A bebida nasceu em Taiwan nos anos 80 e também é chamado de chá de bolhas, ou bubble tea, uma vez que é servido com bolinhas dentro do copo. São bolinhas grandes de um tipo de tapioca, que parecem sagu gigante, com amido de mandioca.
E, além de provar a delícia na rua, mercados e restaurantes, você pode fazer uma aula de culinária.

E a bebida tem suas particularidades para ficar perfeita. Na receita, o chá é misturado com leite, de forma a ficar cremoso, e açúcar mascavo, que dá o tom no copo e acentua o sabor.
O sugu especial gigante deve cozinhar por 50 minutos para chegar ao ponto exato. Depois de cozido e coado, é misturado à calda de açúcar mascavo.
O chá tem que ser consumido na hora, nada de guardar na geladeira para depois, uma vez que as bolinhas perdem a consistência ideal.
A mistura do amargo oolong, com o leite integral batido, cremoso, e as bolinhas na calda de açúcar mascavo cria um contraste de sabores que deixa a bebida viciante.

É possível ainda adicionar outros sabores, como maracujá e lichia e mais frutas.
Como sei disso tudo isso? Fiz uma aula de gastronomia em Taipei, um baita programa para o visitante.
Aprendi a fazer não só o Boba Tea, como também o dumpling, o bolinho de massa fina cozido no vapor, na escola de culinária Cookinn Taiwan.
Divertida, a aula dura algumas horas e é indicada também para famílias com crianças. O dumpling, feito todo manualmente, tem a massa tão delicada que tive dificuldade em moldar sem rasgar, e aí está o segredo: a paciência.

Meus dumplings foram veganos, recheados com legumes, e quase morri de orgulho de ver tudo prontinho.
Foi na aula de culinária taiwanesa que aprendi também sobre a origem curiosa do nome Boba tea.
Além de vir de bubble (bolhas) também foi inspirado na atriz Amy Yip, sex simbol nos anos 80, que tinha seios grandes, comparados às bolinhas grandes dentro do chá.
5 – Mercado noturno
A partir das 17h o programa será no bairro de Datong, um dos mais antigos de Taipei, onde está o Ningxia Night Market.
São cerca de 200 barracas de comidas, algumas de jogos e suvenirs, para passear e jantar comidinhas de rua, inclusive em barracas que levam o selo do Guia Michelin.
O mercado tem todo tipo de comida, inclusive com carne, mas, aqui ,vou contar das delícias veganas e vegetarianas que encontrei.

Além de dumplings, um dos destaques é o tofu frito, crocante por fora e macio por dentro, servido com conserva apimentada de acelga.
Prove também os cogumelos king grelhados na brasa, temperados só com sal e limão.
O milho grelhado com molho de manjericão também estava delicioso, e uma batata-doce roxa assada inteira, que se desmancha na colher, foi a terceira comidinha antes de eu partir para os doces.

Para fechar, os clássicos doces da rua. O rolinho de amendoim com coentro é bem exótico: massa fina, amendoim coentro e sorvete. Há vários tipos de mochi (aquele docinho de arroz) e eu amei um polvilhado com gergelim.
Finalizei com dois sorvetes exóticos. Um de manga cremoso e outro de gelo com feijão. Sim, meus amiguinhos, gelo e feijão doce, bora?

6 – Museu histórico e “Banquete dos Tesouros Nacionais”
Em Taipei, existe um lugar onde 8 mil anos de história cabem em um único passeio, o National Palace Museum.
O museu abriga uma das maiores coleções de arte chinesa do mundo, com mais de 600 mil artefatos. Mas mais do que isso, o museu traz os tesouros de Taiwan.
Um deles é uma escultura em formato de couve, esculpida em um único pedaço da pedra jadeite. No topo, quase escondidos, estão um gafanhoto e um grilo, que são símbolos de fertilidade e filhos na cultura chinesa.

A peça, menor do que o tamanho da mão, foi esculpida com um nível de detalhe absurdo e não tem preço.
Outro tesouro é a peça Mao Gong Din, um vaso de bronze da Dinastia Zhou Ocidental, há 2.800 anos (cerca de 800 a.C.).
Dentro, a peça tem a inscrição em bronze mais longa já descoberta no mundo: 500 caracteres em chinês antigo. O texto do Rei Xuan é dirigido ao tio, Mao Gong, sobre como governar com sabedoria.
Passe com a seta da direita para ver as fotos:
Depois da visita, um verdadeiro mergulho nas civilizações de milênios, não deixe de passar na lojinha e almoce também no restaurante do museu: Silks Palace.
No cardápio, pratos reproduzem as obras de arte e são tão lindos que dá dó de comer.
Eles criaram o “Banquete dos Tesouros Nacionais”, um menu especial que precisa reserva e mostra 8 obras-primas do museu que viraram comida. Entre vários pratos cuidadosamente esculpidos, eu amei dois.
Entre eles, lá está a couve de jade, só que comestível, feita com um repolho taiwanês ao molho, e as sobremesas mais lindas da viagem.
Docinhos de feijão, de gelatina e de frutas vêm moldados em uma prateleira fofa doces, dentro de uma réplica das caixinhas de brinquedos e coleções do imperador.



7 – Novo cartão-postal: Danjiang Bridge
Certamente ao andar por Taipei você vai se deparar com essa ponte, uma obra de excelência da arquitetura. Inaugurada em 2026, a Danjiang Bridge se tornou o novo cartão-postal do norte de Taiwan.
Com 920 metros de extensão, vão central de 450 metros e um mastro escultural de 200 metros de altura, a obra na foz do rio Tamsui é a ponte estaiada assimétrica de mastro único mais longa do mundo.
Projetada pelo escritório Zaha Hadid Architects, faz parte do programa de modernização da infraestrutura do Ministério dos Transportes de Taiwan.

Para o turista, o diferencial está além da engenharia. A ponte tem cerca de 70 metros de largura e integra faixas para o futuro Danhai Light Rail, veículos, motos e, especialmente, espaços amplos para pedestres e ciclistas.
O desenho de mastro único foi calculado para reduzir o impacto no leito do rio e preservar a vista do pôr do sol no Tamsui.
A estrutura high-tech foi projetada para resistir a tufões e terremotos de magnitude 7, com faixas dedicadas que permitem parar, fotografar e sentir o vento com segurança.
8 – Arquitetura para fotografar – Memorial Chiang Kai-shek
No centro de Taipei, o Memorial Chiang Kai-shek é um dos cartões mais simbólicos da cidade.
Concluído em 1980 para homenagear o ex-presidente, o complexo projetado em estilo palaciano domina a Praça da Liberdade — antes chamada de Praça do Memorial.
A arquitetura carrega significados: o branco das quatro fachadas e o azul do telhado octogonal remetem ao emblema nacional, o vermelho dos pilares completa as cores da bandeira. No salão superior, uma estátua de bronze de 6,3 metros guarda a solenidade de um período que atravessou a lei marcial de 1949 a 1987.

Hoje o memorial é usado como símbolo de liberdade, abriga exposições de pintura, fotografia, caligrafia, escultura e arte multimídia, exibições de filmes taiwaneses, festivais de música, performances imersivas e mostras dedicadas aos direitos humanos.
O térreo abriga ainda museu e biblioteca com acervo sobre a história da República da China e o desenvolvimento de Taiwan.
Onde ficar?
Uketano: viva o design de Taipei
Uketano não é o hotel só para dormir, mas para viver o mundo zen asiático e mergulhar no design. Pequeno, boutique, localizado em um prédio reformado no centro, ele venceu recentemente um Bronze no A’Design Award.
É o hotel para quem ama andar a pé pela cidade, muito bem-localizado. Você está a poucos passos de grandes shoppings, das lojas famosas de cosméticos asiáticos, cafés e galerias. Mas dentro dele, o barulho some.
No quarto minimalista e aconchegante, dá para perceber o mergulho em feng shui, das cores ao tapete felpudo que lembra um gramado, integrado à natureza, ao colchão que te abraça. Que cama, meus amigos.


Ao acordar, pela manhã o hotel spa oferece aulas de ioga, que te preparam para um dia incrível no destino.
O café da manhã é servido no restaurante que já serviu para passarela da semana de moda em Taipei.
O menu à la carte tem diversos pratos típicos ou cardápio com itens ocidentais. Inclui pratos veganos supercriativos e lattes cremosos vegetais.

Indico Uketano como a melhor porta de entrada para uma Taipei criativa e aconchegante.
Grand Hotel Taipei — viva a história de Taiwan
Cartão-postal de Taiwan, o prédio do hotel é dos maiores exemplos de arquitetura clássica chinesa do mundo.
No alto da colina de Yuanshan, o Grand Hotel é um palácio com colunas vermelhas de 87 metros de altura e telhado dourado com dragões.
Cheio de mistérios, códigos secretos, foi idealizado em 1952 por Chiang Kai-shek para receber chefes de Estado. A construção atual foi projetada pelo arquiteto Yang Cho-cheng.


Dormir aqui é entender por que ele ainda é o hotel mais famoso de Taiwan. Primeiro, pela experiência arquitetônica: corredores com tapeçarias imensas, leões de pedra, 8 mil quartos que já hospedaram presidentes americanos e reis.
Depois , pelos seus segredos, da arquitetura onde cada tijolo foi pensado em códigos numéricos para trazer sorte, dinheiro e espantar maus espíritos aos túneis secretos, que conto mais abaixo.
O café da manhã tem o buffet mais completo que você possa imaginar, com todo tipo de comida típica. Reserve tempo para tomar com calma, nada de marcar passeio muito cedo. Este hotel já é o passeio.


Indico pelo menos duas noites neste ícone de Taiwan. Mesmo porque, ele é o passeio, você pode passar um dia todo conhecendo seus segredos e curtindo a piscina gigante do hotel. Sim, faz muito calor no verão taiwanês.
Ao se hospedar, informe-se sobre o tour guiado que revela os segredos do hotel, dos dragões que o protegem aos números mágicos que atraem dinheiro, além, claro, dos túneis secretos.
Os túneis, construídos em segredo na década de 70 para fuga de autoridades no caso do território ser invadido, somente foram revelados em 2019.
Sinceramente, acho que fui uma das primeiras brasileiras a entrar nesses túneis, pois durante a pandemia foram fechados.
Dentro também tem um escorregador para que as autoridades fujam mais rapidamente. Mas ninguém havia usado o escorregador até eu chegar. Sim, amiguinhos, foi sem querer, mas fui a primeira do mundo a escorregar nele.
Wellspring by Silks, Beitou – viva a cultura japonesa
Um dos países que colonizou Taiwan (1895 a 1945), o Japão tem muita influência na cultural por lá. Tanto, que a 30 minutos de metrô do centro está Beitou, bairro de influência japonesa e águas termais em Taipei.
Cinco estrelas, minimalista e chique, o hotel Wellspring by Silks é hoje o endereço mais especial desse bairro.
São quartos e suítes, além de casas de banho privativas, todas abastecidas com águas vulcânicas de Beitou, famosa por propriedades terapêuticas.

Cada quarto tem dupla banheira privativa e nas suítes mais altas, três banheiras ao ar livre com vista para o Monte Datun.
Para quem não está hospedado, o hotel oferece um day use em quartos com as banheiras para aproveitar os banhos terapêuticos.
No restaurante elegante, o café da manhã é servido em um buffet sensacional, em que, novamente, é preciso ir sem pressa.

Frutas frescas, cremes de frutas, como açaí (sim!) croissants e pães deliciosos, além de dumplings e mais comidinhas orientais. Das comidas orientais às ocidentais, você pode pedir para preparar na hora.
Neste link você encontra mais fotos e informações sobre o Wellspring os outrs hotéis em Taipei. Salve o artigo.
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