Vai viajar de avião? Veja o que pode e não pode levar na bagagem de mão

Regras para celulares, notebooks e carregadores portáteis incluem limites de capacidade, quantidade e restrições durante o voo

Quem pretende viajar de avião levando celular, notebook, câmera fotográfica ou carregador portátil precisa ficar atento às regras de transporte desses equipamentos. Embora a maioria dos eletrônicos seja permitida na bagagem de mão, dispositivos com baterias de lítio estão sujeitos a restrições de segurança, especialmente quando transportados separadamente.

Em abril , a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as regras para o transporte de carregadores portáteis, conhecidos como power banks. Entre as medidas estão o limite de dois aparelhos por passageiro, a exigência de transporte na cabine e restrições ao uso durante o voo.

Veja o que pode e não pode levar na bagagem de mão
Veja o que pode e não pode levar na bagagem de mão - iStock/Ralf Geithe

As determinações seguem orientações internacionais de segurança e buscam reduzir o risco de incêndios provocados por superaquecimento ou curto-circuito das baterias.

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Celulares e notebooks podem ir na bagagem de mão?

Celulares, tablets, notebooks, câmeras fotográficas, fones de ouvido e relógios inteligentes podem ser transportados na cabine. Em geral, equipamentos com baterias de até 100 watt-hora (Wh) não precisam de autorização prévia da companhia aérea.

A recomendação da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) é manter esses dispositivos na bagagem de mão, onde podem ser identificados e acessados rapidamente caso apresentem aquecimento ou alguma falha.

A legislação brasileira não possui um artigo específico para o transporte de baterias
A legislação brasileira não possui um artigo específico para o transporte de baterias - O_Lypa/iStock

Se um equipamento eletrônico for colocado na mala despachada, deverá estar completamente desligado, protegido contra danos e impedido de ligar acidentalmente. Deixá-lo em modo de espera ou hibernação não é suficiente.

Durante a inspeção de segurança, notebooks e outros aparelhos maiores também podem precisar ser retirados da bagagem, conforme as orientações do aeroporto.

Power banks têm limite de quantidade e capacidade

Os carregadores portáteis estão entre os itens que exigem maior atenção. Diferentemente dos celulares, que possuem baterias instaladas, os power banks são classificados como baterias sobressalentes e não podem ser transportados na bagagem despachada.

Powerbank na mala despachada pode impedir embarque de passageiro
Powerbank na mala despachada pode impedir embarque de passageiro - Debalina Ghosh/iStock

Pelas regras atualizadas da Anac, cada passageiro pode levar até dois carregadores portáteis na cabine, observando os limites de capacidade e as condições da companhia aérea.

Para modelos de até 100 Wh, o transporte normalmente é permitido sem autorização. Equipamentos com capacidade superior a 100 Wh e de até 160 Wh dependem de aprovação prévia da empresa aérea. Acima de 160 Wh, o transporte é proibido em voos de passageiros.

Também é proibido recarregar o próprio power bank durante o voo. As orientações de segurança de 2026 estabelecem restrições ao uso desses aparelhos para carregar outros eletrônicos a bordo.

A Iata recomenda que os carregadores permaneçam acessíveis durante a viagem, sem serem guardados nos compartimentos superiores da cabine.

Como saber se a bateria é permitida no avião?

A capacidade da bateria é indicada em watt-hora (Wh), informação que costuma aparecer na etiqueta ou nas especificações técnicas do equipamento.

Quando o fabricante informa apenas a capacidade em miliampere-hora (mAh), é necessário considerar também a tensão nominal da bateria para calcular o valor em Wh.

bagagem de mão

Em uma bateria com tensão nominal de 3,7 volts, por exemplo, um carregador de 20.000 mAh corresponde a aproximadamente 74 Wh, ficando abaixo do limite de 100 Wh.

Antes do embarque, o passageiro deve verificar se a capacidade está identificada no aparelho e consultar a companhia aérea em caso de dúvida.

Malas inteligentes e baterias avulsas também exigem cuidados

As restrições não se aplicam apenas aos carregadores portáteis. Baterias sobressalentes utilizadas em câmeras, drones e outros equipamentos eletrônicos também devem ser transportadas na bagagem de mão.

Para evitar curto-circuito, os terminais precisam estar protegidos. Isso pode ser feito mantendo a bateria na embalagem original, utilizando um estojo individual ou isolando os contatos expostos.

Malas inteligentes equipadas com sistemas de rastreamento, carregamento de dispositivos ou outras funções eletrônicas também precisam ser verificadas. Quando a bateria removível ultrapassa os limites aplicáveis à bagagem despachada, ela deve ser retirada e transportada na cabine. Modelos com baterias não removíveis podem ser recusados, dependendo de suas características.

Outro cuidado envolve equipamentos danificados, estufados ou que apresentem aquecimento anormal. Esses itens não devem ser levados para o avião.

Caso a mala de mão precise ser despachada no portão de embarque, o passageiro deverá retirar os power banks e as baterias sobressalentes antes de entregá-la.

Como as companhias aéreas podem estabelecer exigências adicionais, a recomendação é consultar as regras da empresa antes da viagem, principalmente ao transportar drones, equipamentos médicos e dispositivos com baterias de maior capacidade.