Viagens solo ganham espaço entre as brasileiras, mas segurança preocupa
Pesquisa do MTur mostra que quatro em cada dez brasileiras já fizeram uma viagem solo; segurança é uma das principais preocupações
Viajar sozinha já faz parte dos planos de uma parcela significativa das brasileiras. Quatro em cada dez afirmam já ter feito uma viagem solo, segundo a pesquisa “Mulheres que Viajam Sozinhas“, do Ministério do Turismo (MTur). Entre as entrevistadas, as millennials de 35 a 44 anos representam a maior parcela, com 34,6%.
A segurança aparece como um dos principais fatores que influenciam a decisão. De acordo com o levantamento, 62,1% das mulheres já deixaram de fazer uma viagem sozinhas por esse motivo. Outras 60,6% afirmam ter passado por alguma situação durante uma viagem que as fez se sentir inseguras.

O planejamento passa por mais do que a escolha do destino e da hospedagem. Para Anna Angotti, gerente de Seguro de Vida Individual e Viagem da Omint, a viajante que parte sozinha concentra em si as decisões e responsabilidades relacionadas ao percurso.
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“Quando a mulher se propõe a fazer uma viagem sozinha, concentra nela mesma todas as decisões e responsabilidades daquele percurso. Ter uma estrutura de proteção adequada não elimina os imprevistos, mas pode facilitar a tomada de decisão quando eles acontecerem, principalmente em situações que envolvam necessidade de atendimento médico ou outras questões inesperadas”, afirma.
Seguro exige atenção às coberturas
Entre os itens que podem fazer parte do planejamento está o seguro viagem. A cobertura deve ser analisada de acordo com o destino, a duração da viagem e as atividades previstas. Viagens que incluem esportes, por exemplo, podem exigir atenção específica às condições da apólice.
Segundo Angotti, há soluções que ampliam a proteção para atividades como snowboard, surf e ciclismo, incluindo situações relacionadas à prática desses esportes. A recomendação é verificar previamente quais atividades estão contempladas e em quais condições.

Outro ponto é o capital segurado, que estabelece os valores disponíveis para determinadas ocorrências. Em viagens internacionais, os custos de atendimento médico variam entre os países, o que torna importante verificar os limites previstos para despesas médicas e hospitalares.
Também devem ser observadas as coberturas oferecidas para situações como extravio ou atraso de bagagem, traslado médico, regresso antecipado e transmissão de mensagens urgentes. Esse último serviço pode auxiliar no contato com familiares ou pessoas de confiança em uma situação de emergência.
“Uma viagem bem planejada não significa prever tudo o que pode dar errado, mas conhecer os riscos e saber com quais recursos se pode contar caso algo saia do planejado. O seguro deve ser analisado sob essa perspectiva e não apenas como uma etapa burocrática antes do embarque”, diz Angotti.
Guia reúne orientações para viajantes
A preocupação com segurança também entrou na agenda do Ministério do Turismo. Em 2026, a pasta lançou o “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, com orientações sobre planejamento, segurança, saúde, direitos e empoderamento durante as viagens.
O material aborda diferentes momentos da jornada, desde a escolha do destino e da hospedagem até a contratação de serviços que podem oferecer suporte durante a viagem.