Festival AmazôniaS leva cultura indígena e quilombola para sua casa

Evento online recebe lideranças indígenas e quilombolas, além de shows de Tulipa Ruiz e Anelis Assumpção

Por: Redação

Resistência em tempos de pandemia é a premissa do Festival AmazôniaS, que vai fazer um intercâmbio online entre artistas e ativistas do Norte e de São Paulo.

Entre 17 e 19 de abril, o evento digital recebe rodas de conversa, shows e exibição de filmes, tudo apresentado em transmissão de vídeo via redes sociais.

festival amazonias sonia guajajara anelis assumpção e tulipa ruiz
Crédito: DivulgaçãoEvento terá Ailton Krenak, Sônia Guajajara, Roberta Carvalho, Uýra Sodoma, Tulipa Ruiz e Anelis Assumpção, entre outros artistas e ativistas

Dentro dessa programação multicultural, o Festival AmazôniaS conta com a presença de lideranças indígenas e quilombolas, músicos e cineastas, como Ailton Krenak, Sônia Guajajara, Roberta Carvalho, Uýra Sodoma, Tulipa Ruiz e Anelis Assumpção.

O festival online começa na sexta, dia 17 de abril, às 22h, em parceria com a Greve Mundial pelo Clima, com a Festa do Clima, uma celebração à vida por meio da música com o produtor Daniel Ganjaman e Djuena Tikuna (AP).

No sábado, dia 18, a programação começa com Ailton Krenak falando sobre suas ideias para adiar o fim do mundo, às 15h.

Na sequência, Tati dos Santos, Nega Lu, Marlena Soares, Áurea Sena e Thalita Silva, mulheres negras e quilombolas da Amazônia, fazem uma roda de conversa, às 17h.

Às 19h, rola um bate papo entre as artistas Uýra Sodoma e Roberta Carvalho sobre os ativismos entre Manaus e São Paulo, e as performances no isolamento.

Fechando o segundo dia do Festival AmazôniaS, às 21h, Nega Lu (MT) faz uma live musical.

MUSEU DA IMIGRAÇÃO CONVIDA VOCÊ PARA UMA VIAGEM NO TEMPO

View this post on Instagram

Ampliamos a programação online, com o anúncio de três novas atrações! A cantora indígena Djuena Tikuna participa da abertura do Festival, às 22h. Ela começou sua carreira ainda criança, com o grupo tradicional de seu povo, o Wotchimaücü, antes de seguir uma sólida carreira solo. No sábado, Nega Lu, musicista e compositora do Mato Grosso apresenta o seu som às 21h. Ela vai mostrar composições de sua carreira, que também estão em seu primeiro álbum “Minha Ancestralidade”. No domingo, o cantor, compositor e percussionista paraense Silvan Galvão, que já percorreu 19 estados mostrando seu trabalho, canta com participação especial da cantora Patrícia Bastos, de Macapá, que já foi indicada ao Grammy Latino! E a programação ainda pode ter mais novidades, uma vez que esta pequena edição online foi pensada de forma rápida, pois a presencial, que ocorreria de 17 a 21 de abril em São Paulo, foi adiada por causa da pandemia. Assim, nossa intenção é pensar que o festival é agora um processo de construção constante, com possibilidade de outras atividades online. <3 A proposta inicial da edição presencial (falamos mais dela em outro post!) é criar intercâmbios entre cidades e a floresta. Sabemos que esta pequena edição online não está a altura de um desafio tão grande. A própria escolha do nome mostra que acreditamos que as Amazônias são plurais e que tem muito a ensinar e a partilhar com outras regiões do país. Se na edição física tínhamos a previsão de 70 participantes das Amazônias e 30 residentes em São Paulo, esta edição online, que tinha 11 da Amazônia, 4 de São Paulo e 1 de Minas Gerais, agora ganha a presença de mais 3 artistas das Amazônias. Obrigada a todos e todas pelas sugestões e críticas. Recebemos todas de forma aberta e queremos contribuir na criação de espaços e conexões, onlines e presenciais, para encararmos, juntos e juntas, os desafios apresentados nestes tempos tortuosos. Nos vemos a partir de sexta-feira!

A post shared by Festival Amazônias (@festivalamazonias) on

No domingo, dia 19, você pode conferir de sua casinha a exibição dos documentários do cineasta André D’Elia sobre o acampamento Terra Livre, seguido por uma conversa ao vivo entre ele e Sônia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), às 15h.

Logo após, às 17h, Matsipaya Waura Txucarramãe, Kayapó neto do Cacique Raoni, conversa sobre os desafios e a resistência indígena em tempos de coronavírus com sua mãe, Kamiha, pajé e grande conhecedora das medicinas tradicionais, e sua irmã Mayalu, que trabalha na Saúde Indígena.

Encerrando o Festival AmazôniaS com chave de ouro, os artistas Tulipa RuizAnelis Assumpção, Silvan Galvão (PA) e Patrícia Bastos (PA) mostram como a arte é também uma ferramenta essencial para lidarmos com esses novos tempos em transmissão ao vivo, a partir das 19h. <3

Para não perder nadinha de nada desse eventão, fica de olho no Instagram deles aqui neste link.

Quer mais dicas de lives imperdíveis durante essa quarentena? Olha só: