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Musical da Barca dos Corações Partidos celebra Jackson do Pandeiro

O espetáculo faz uma curta temporada no Sesc Pinheiros. Saiba tudo:

Por: Redação

Até 29 de maio de 2022

Quinta - Sexta - Sábado - Domingo

Às quintas, sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h

Se é de uma brasilidade que você gosta, o musical “Jacksons do Pandeiro” é um programinha perfeito para fazer em SP. A Barca dos Corações Partidos tratou de homenagear  o compositor e multi-instrumentista paraibano Jackson do Pandeiro de uma maneira única.

Jacksons do Pandeiro, Barca dos Corações Partidos, homenagem à Jackson do Pandeiro
Crédito: Renato Mangolin - divulgação/ Pombo Correio Assessoria de Imprensa “Jacksons do Pandeiro” fica em cartaz no Sesc Pinheiros entre 19 e 29 de maio

O trabalho fez sua estreia online durante a pandemia de Covid-19 e recebeu o prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro) na categoria Espetáculo inédito ao vivo, além de ser indicado ao prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) como melhor espetáculo virtual.

Agora, os paulistas têm a chance de prestigiar a obra no Sesc Pinheiros, entre os dias 19 e 29 de maio, com sessões às quintas, sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Os ingressos custam R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada) e R$12 (credencial plena) e podem ser comprados neste link aqui.

A ideia do musical não é ser uma biografia. Braulio Tavares e Eduardo Rios construíram a dramaturgia a partir de alguns episódios e músicas de Jackson do Pandeiro que se relacionam diretamente com a vida dos atores em cena.

Na montagem, o elenco é formado por brincantes, termo que, no Nordeste, define os artistas populares que participam das festas tradicionais como cantores, dançarinos ou músicos. Durante a encenação, esses intérpretes contam pedaços de suas histórias pessoais que coincidem com episódios da vida do homenageado.

Jacksons do Pandeiro, Barca dos Corações Partidos
Crédito: Renato Mangolin - divulgação/ Pombo Correio Assessoria de Imprensa O premiado musical é dirigido por Duda Maia

O texto aparece de muitas formas durante o espetáculo, tanto como uma música ou como em uma poesia ou um poema musicado. Tavares e Rios propuseram várias brincadeiras rítmicas, seja por meio de um jogo de palavras ou algum outro mecanismo. Dessa forma, as palavras dialogam muito bem com as criações de Jackson do Pandeiro, que eram repletas de alegria.

Nesse cenário, o trabalho da diretora Duda Maia foi fundamental. Ela se aprofundou na pesquisa sobre “corpo-rítmico”. já que as composições do mestre paraibano são cheias de suingue, ginga e síncope – aquele tempo musical presente no samba e em outros gêneros, quando o ritmo sai do tempo esperado.

Em relação à encenação, Duda dividiu o palco em dois espaços, nos quais os atores e atrizes brincam com seus diferentes níveis e alturas. Como Jackson era fã de filmes de faroeste, ela concebeu algumas cenas como pequenos curtas-metragens ou clipes animados, apresentados em um local que remete a uma tela de cinema.

Para a trilha sonora, foram selecionadas tanto canções bem conhecidas de Jackson, como “Sebastiana”, “O Canto da Ema”, “Chiclete com Banana” e “Cantiga do Sapo”, quanto outras menos conhecidas, que revelam mais da alma brasileira e sincopada do artista. Além disso, a peça aposta em músicas novas, que transformam a obra do homenageado por meio de novos arranjos e acréscimo de letras.

No elenco estão Adrén Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros, todos integrantes da Barca dos Corações Partidos, e os artistas convidados Everton Coroné, Lucas dos Prazeres e Luiza Loroza. E, como em todas as montagens do grupo, é o elenco quem toca os instrumentos em cena.

É um programão esse espetáculo, não?

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