Bolsonaro critica quarentena em São Paulo e chama Doria de ‘lunático’

'Bolsonaro chama coronavírus de gripezinha e eu que sou lunático? Lidere seu País, presidente. Faça seu papel', rebateu o governador de SP

Por: Redação

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), ao qual chamou de ‘lunático’ e de estar fazendo política em cima da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Para falar a verdade, é um lunático. Está fazendo política em cima do caso. Um governador que nega ter usado meu nome para se eleger. Está se aproveitando para crescer politicamente. O assunto tem de ser voltado exclusivamente para o coronavírus, disse Bolsonaro, em entrevista exclusiva à CNN Brasil, na noite deste sábado, 21.

O ataque é um mais um capítulo na queda de braço de Bolsonaro com os governadores, em especial João Doria e Wilsom Witzel (Rio de Janeiro), por conta das medidas restritivas que ambos adotaram para conter o avanço dos casos de Covid-19.

“Medidas que esse governador [Dória], como outros, como do Rio, da Bahia, do Piauí, extrapolam. É uma dose de remédio excessivo, se torna veneno”, afirmou o Bolsonaro.

No Twitter, João Doria rebateu o ataque de Bolsonaro. “@jairbolsonaro
chama coronavírus de gripezinha e eu que sou lunático? Lidere seu País, presidente. Faça seu papel. Os governadores do Brasil estão fazendo o seu”.

Quarentena em SP

Hoje, Doria anunciou uma quarentena por 15 dias em todo o estado, com o fechamento obrigatório de comércios, bares e restaurantes a partir da próxima terça-feira, dia 24.



Durante o anuncio, Doria  criticou a postura de Bolsonaro em relação à pandemia da Covid-19.

“É imperdoável que minimizem dizendo que é só uma gripezinha”, em referência ao deboche sobre a doença feito pelo presidente na sexta-feira.

João Doria afirmou ainda que gostaria que o país tivesse um presidente que liderasse o Brasil durante essa crise de saúde pública.

“É muito triste que não tenhamos um presidente que possa liderar os ministros e secretários nessa crise. Na ausência dessa liderança, nós governadores e prefeitos cumprimos nossa obrigação e fazemos o que o presidente Bolsonaro não consegue fazer”, disse Doria, ressaltando que a declaração não tem viés político.

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