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Bolsonaro volta atrás e demite Mantovani da Funarte pela segunda vez

Conhecido após associar o rock a droga, sexo, aborto e satanismo, Dante Mantovani havia sido demitido pela atriz Regina Duarte

Por: Redação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou atrás e demitiu Dante Mantovani da presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte) pela segunda vez ao tornar sem efeito a nomeação do maestro, publicada nesta terça-feira, 5, em edição extra do Diário Oficial da União.

Dante Mantovani
Bolsonaro volta atrás e demite Mantovani da Funarte pela segunda vez

A portaria de nomeação, assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, havia sido publicada no Diário Oficial da União hoje cedo.

Dante Mantovani era o presidente da Funarte até março deste ano, quando foi exonerado da função após a atriz Regina Duarte assumir a Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. A partir daí, o cargo passou a ser ocupado pelo servidor Marcos Teixeira Campos, indicado por Regina.

Entenda o caso

A nomeação de Dante Mantovani foi publicada no Diário Oficial da União hoje com a assinatura do ministro chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto.

Conhecido após associar o rock a droga, sexo, aborto e satanismo, Dante Mantovani havia sido demitido pela atriz Regina Duarte logo após assumir a Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, em março.

Crédito: Reprodução/YouTubeMaestro Dante Mantovani volta à presidência da Funarte após ser exonerado em março por Regina Duarte

A presidência da Funarte estava sendo exercida desde então pelo servidor Marcos Teixeira Campos, indicado pela atriz.

A volta de Dante Mantovani à Funarte ocorre em um momento no qual Regina Duarte é alvo da ala ideológica do governo, com o aval do próprio presidente. Na semana passada, Bolsonaro chegou a criticar a secretária por ela não se encontrar em Brasília.

De acordo com a coluna Radar, da Veja, para evitar atritos com o Bolsonaro, a atriz vem evitando soltar notas públicas de pesar pela morte de artistas importantes, como do compositor Aldir Blanc e do ator Flávio Migliaccio, que morreram  ontem no Rio de Janeiro.