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Doria pede cooperação e diz que lockdown depende da solidariedade coletiva

Doria comentou sobre a possibilidade de lockdown durante coletiva nesta quarta-feira, 20

Por: Redação

Em coletiva na tarde desta quarta-feira, 20, o governador de São Paulo, João Doria, reforçou a necessidade de isolamento social durante o feriado de seis dias que acontece em algumas cidades do estado.

Ele frisou a importância da iniciativa que tem como objetivo evitar o aumento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e, assim, evitar medidas extremas como o lockdown_ restringindo a circulação da população em espaços públicos.

Para evitar o modelo mais restritivo, Doria pede solidariedade às pessoas. “Nós temos o protocolo do lockdown pronto, eu tenho dito isso nas últimas duas semanas. Mas se pudermos evitar, com ações, com medidas e com a solidariedade das pessoas que estão se resguardando, se protegendo e se isolando em casa, melhor. Evitar a medida extrema representa respeito e atitude. Mas se nós não tivermos solidariedade, os índices crescerem ainda mais e colocarmos em risco a vida das pessoas, seremos obrigados a adotar o lockdown.”

doria lockdown
Crédito: Reprodução“Não se movimentem, exceto por necessidade absoluta, e se o fizerem, usem máscara, lavem as mãos com água e sabão ou utilizem álcool em gel”, reforçou João Doria durante coletiva nesta quarta-feira, 20

Ainda na coletiva, o governador ressaltou o esforço que ele e os prefeitos da Grande São Paulo fazem para evitar o lockdown. Reconhece, no entanto, a importância da mínima porcentagem de 55% de isolamento social que não vem sendo cumprida no estado. “A atual quarentena vai até o dia 31 de maio. Até lá, vamos seguir, observar e enfatizar o apelo para que todos fiquem em casa. Não se movimentem, exceto por necessidade absoluta, e se o fizerem, usem máscara, lavem as mãos com água e sabão ou utilizem álcool em gel”, disse o governador.

SP vai contratar 4.500 leitos da rede privada

O Governador João Doria anunciou, durante a coletiva desta quarta-feira (20), que o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Saúde, vai contratar 4.500 leitos totais da rede privada de saúde, sendo 1.500 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atendimento exclusivo de pacientes com casos suspeitos ou confirmados.

“Com essa medida, São Paulo praticamente dobra o numero de leitos disponíveis para o atendimento aos pacientes com coronavírus”, comentou o Governador João Doria. “Em vinte dias, todos os leitos deverão estar implantados e operacionalizados. Até no máximo, 11 de junho”, garantiu o Governador sobre a medida recomendada pelo Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, dada a incidência do número de pessoas infectadas.

O Estado de São Paulo tinha 3.500 leitos de UTI no SUS. Depois do surgimento da pandemia do coronavírus, são 1.624 novos leitos habilitados.

Esses 1.500 novos leitos de UTI incorporados contarão com investimento de R$ 432 milhões para os leitos e outros R$ 162 milhões para os clínicos, totalizando R$ 594 milhões. Os detalhes do chamamento público para a contratação dos leitos na rede particular foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (20) e atenderá todas as regiões do Estado.

A Secretaria irá pagar uma diária de R$ 1.600 por dia nos leitos de UTI, com previsão de um total de 270 mil diárias. Já para as vagas clínicas, a remuneração será de R$ 1.500 por cinco dias ou mais, com previsão de 108 mil diárias.

“Estamos diante de um preocupante cenário de escalada da pandemia, com risco de estrangulamento do sistema. Por isso, o Centro de Contingência recomendou, a partir de estudos técnicos, a contratação de leitos em parceria com a iniciativa privada, o que nos dará condições de acolhermos os doentes de coronavírus, seja os que precisam de UTI ou leito hospitalar clínico”, afirma José Henrique Germann, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo e um dos 16 especialistas em saúde que compõem o Centro de Contingência do Coronavírus.

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