Jordi Cruz, chef: “A pizza mais saudável não leva farinha de trigo, mas sim 150g de patamuslo, 1 ovo e 75g de cenoura.”

A pizza convencional nasce de uma massa de farinha, água, fermento e sal, aberta em disco e levada ao forno com cobertura.

Jordi Cruz propõe uma pizza com base de carne, ovo e cenoura, sem a massa fermentada feita com farinha de trigo. A ideia troca o disco tradicional por uma preparação assada, rica em proteína, que pode receber molho, queijo e ervas. É uma alternativa interessante para variar o cardápio, desde que o resultado seja tratado como uma receita própria, e não como substituta obrigatória da pizza clássica.

A cenoura ralada fina ajuda a base a cozinhar por igual e manter a umidade – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
A cenoura ralada fina ajuda a base a cozinhar por igual e manter a umidade – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial - Catraca Livre

O que muda ao trocar a massa tradicional?

A pizza convencional nasce de uma massa de farinha, água, fermento e sal, aberta em disco e levada ao forno com cobertura. A pizza tradicional tem nessa massa um elemento central de textura, aroma e estrutura. Na versão sem farinha de trigo, a base fica mais próxima de uma omelete assada, firme nas bordas e úmida no centro.

Jordi Cruz usa uma base de carne e legumes

Na sugestão de Jordi Cruz, 150 g de patamuslo de frango moído se unem a um ovo e 75 g de cenoura ralada. O peito de frango também pode entrar no preparo, desde que seja processado ou bem picado para formar uma mistura uniforme. A cenoura acrescenta cor, leve dulçor e umidade à massa.

Para acertar a base, vale prestar atenção a alguns detalhes da cozinha:

  • Rale a cenoura no lado fino do ralador para ela cozinhar por igual.
  • Misture o frango, o ovo, a cenoura, sal, pimenta e temperos secos até obter uma massa moldável.
  • Forre a assadeira com papel manteiga e espalhe a mistura em um disco fino.
  • Asse a base antes de colocar molho e cobertura, evitando que a pizza fique úmida demais.

Como assar a base sem ressecar o frango?

O ponto pede forno já aquecido e uma camada com espessura regular. Se o disco for grosso, o centro demora a cozinhar e as bordas podem secar. Com peito de frango, que costuma ter menos gordura que o patamuslo, um fio de azeite ou uma colher de ricota ajuda a manter a maciez sem recorrer à farinha de trigo.

Coberturas pouco aguadas e alguns minutos de descanso deixam as fatias mais firmes – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
Coberturas pouco aguadas e alguns minutos de descanso deixam as fatias mais firmes – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial - Catraca Livre

Quais coberturas combinam com essa receita?

Depois de pré-assar, a pizza pode receber molho de tomate espesso, muçarela, tomate-cereja, manjericão e orégano. Queijos mais curados devem ser usados com moderação, pois concentram sal e podem esconder o sabor da cenoura. Cogumelos salteados, abobrinha grelhada e cebola-roxa também funcionam bem sobre a base de frango.

Jordi Cruz destaca uma montagem simples, mas há espaço para adaptar o prato aos ingredientes da geladeira. Para uma cobertura equilibrada, combine um molho pouco aguado, um queijo que derreta bem e vegetais já escorridos. Assim, o disco de peito de frango preserva a estrutura até a hora de cortar as fatias.

Uma nova leitura para a noite de pizza

Essa proposta não reproduz a elasticidade, a fermentação nem a borda crocante da receita com farinha de trigo. Ela oferece outra experiência, com frango, ovo e cenoura formando a base, enquanto o molho e a cobertura mantêm os sabores que lembram uma pizzaria. Quem prefere massa tradicional pode alternar as duas versões sem transformar ingredientes em vilões.

Ao preparar essa pizza em casa, o mais importante é respeitar a função de cada ingrediente: o ovo dá liga, a cenoura traz umidade e o frango sustenta o disco. Com forno bem quente, cobertura enxuta e corte após alguns minutos de descanso, a receita ganha fatias mais firmes e um resultado saboroso para o jantar.