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O presidenciável Jair Bolsonaro

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usa verba da Câmara para empregar uma vizinha em um distrito a 50 km do centro de Angra dos Reis (RJ), de acordo com reportagem publicada pela "Folha de S.Paulo" nesta quinta-feira, dia 11.

A "servidora fantasma" trabalha em um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa do deputado, na Vila Histórica de Mambucaba. Segundo moradores da região, a mulher, conhecida como Wal, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal trabalho o estabelecimento "Wal Açaí".

Desde 2003, Walderice Santos da Conceição, de 49 anos, aparece como uma dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, e recebe o salário bruto de R$ 1.351,46. Moradores da cidade afirmaram que o marido dela, Edenilson, presta serviços de caseiro para Bolsonaro.

O deputado federal tem essa casa de veraneio em Mambucaba desde o final dos anos 90, mas mora na Barra Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O "Wal Açaí" foi fechado às pressas nesta quinta após repórteres da Folha chegarem na região.

Jair Bolsonaro negou à reportagem que tenha usado dinheiro da Câmara para pagamentos de serviços da casa e que Walderice seja uma funcionária fantasma. Ao ser questionado sobre qual seria o trabalho feito por ela, ele respondeu: "Ela reporta a mim ou ao meu chefe de gabinete qualquer problema na região. Não tem uma vida constante nisso. É o tempo todo na rua? Não. Ela lê jornais, acompanha o que acontece".

Em seguida, a Folha pediu ao presidenciável algum exemplo de serviços parlamentares prestados pela funcionária. "Peraí, ela fala com o chefe de gabinete", disse. "Como é que eu vou saber? Se eu mantiver um contato diário com meus 15 funcionários, eu não trabalho."

Em relação ao marido de Walderice, Bolsonaro negou que ele seja caseiro da casa, mas informou que Edenilson o ajuda na casa, inclusive dando comida para os cachorros.

Leia a reportagem na íntegra aqui.

  • Jair Bolsonaro postou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira, dia 10, e disse que só abandonaria a sua candidatura à Presidência da República se for morto ou tirado "na covardia". Veja abaixo:

Bolsonaro revela situações que o fariam desistir da candidatura