Álvaro Fernández, farmacêutico: “Os lençóis devem ser trocados semanalmente ou, no máximo, a cada dez dias, mas há nuances.”
Durante o sono, o tecido entra em contato durante horas com suor, oleosidade da pele, células mortas e outros resíduos corporais.
Trocar os lençóis uma vez por semana ou, no máximo, a cada dez dias é a recomendação dada pelo farmacêutico Álvaro Fernández para manter a higiene da cama. O intervalo, porém, não funciona como regra fixa: calor, suor noturno, doenças e a presença de animais na cama podem exigir lavagens mais frequentes.

Por que trocar os lençóis toda semana?
Durante o sono, o tecido entra em contato durante horas com suor, oleosidade da pele, células mortas e outros resíduos corporais. Com o passar dos dias, esse material se acumula nas fibras, principalmente quando a cama permanece úmida e pouco ventilada.
Fernández recomenda a troca semanal e considera dez dias um limite razoável em condições comuns. A frequência reduz o tempo em que umidade e resíduos permanecem no local onde o corpo passa várias horas todas as noites.
- Suor liberado durante a noite;
- Células mortas deixadas pela pele;
- Oleosidade corporal acumulada no tecido;
- Umidade retida entre lençóis e colchão;
- Pelos e resíduos quando animais dormem na cama.
Quando é preciso trocar a roupa de cama antes de sete dias?
O próprio farmacêutico destaca algumas exceções. Pessoas com suor noturno intenso, especialmente durante o verão, podem precisar antecipar a lavagem. O mesmo vale durante períodos de doença ou quando cães e gatos compartilham regularmente a cama.
Por que é importante deixar a cama arejar?
A ventilação da cama ajuda a dissipar parte da umidade acumulada durante a noite. Arrumar tudo imediatamente após levantar pode manter calor e suor presos entre colchão, lençóis e cobertas por mais tempo.
Fernández chama atenção para a combinação entre suor, células mortas e umidade, condições que favorecem a presença de ácaros e microrganismos. Abrir o quarto para circulação de ar e deixar a roupa de cama respirar antes de organizá-la ajuda a diminuir essa umidade residual.
- Abra janelas quando as condições externas permitirem;
- Afaste cobertas e edredons por alguns minutos ao levantar;
- Espere a umidade evaporar antes de arrumar completamente a cama;
- Evite deitar com roupas ou cabelos muito molhados;
- Lave as peças antes do prazo se houver sujeira ou suor excessivo.

A ventilação da cama ajuda a dissipar parte da umidade acumulada durante a noite - Imagem gerada por IA
Lençóis limpos também podem melhorar a sensação ao dormir?
Além da higiene, Fernández destaca a sensação de conforto associada à roupa de cama recém-lavada. Tecidos livres do acúmulo de suor e resíduos tendem a oferecer uma percepção mais agradável durante o contato com a pele, algo especialmente perceptível em noites quentes.
Qual frequência funciona melhor em cada rotina?
A referência de uma troca por semana funciona para a maioria das situações comuns, mas o estado real da cama deve pesar mais do que uma data fixa no calendário. Calor intenso, transpiração, doença, animais de estimação ou qualquer episódio que deixe o tecido úmido ou sujo justificam antecipar a lavagem.
Nos períodos mais frios e com pouca transpiração, o intervalo pode se aproximar dos dez dias mencionados pelo farmacêutico, sem transformar esse prazo em obrigação. Observar umidade, cheiro e condições do tecido permite ajustar a rotina de higiene sem esperar que os lençóis apresentem sinais evidentes de sujeira.