As especialistas concordam: “Para reformar a casa em 2026, não coloque piso flutuante; melhor instale piso laminado.”
Na prática, a principal diferença destacada pelas especialistas está menos no sistema de instalação e mais no desenho das peças.
Na hora de reformar a casa, o piso muda completamente a percepção do ambiente. Em 2026, uma das tendências que mais ganha espaço é o laminado em espinha de peixe, que cria movimento, profundidade e um resultado mais elaborado do que as tradicionais réguas paralelas. Mas existe uma correção importante: “piso flutuante” não é exatamente um material. O termo descreve o método de instalação, e muitos pisos laminados também podem ser instalados dessa forma.

O que realmente muda entre o piso flutuante tradicional e o laminado em espinha?
Na prática, a principal diferença destacada pelas especialistas está menos no sistema de instalação e mais no desenho das peças. A composição tradicional com réguas paralelas cria um visual contínuo e discreto, enquanto a espinha de peixe forma um padrão geométrico em zigue-zague que chama mais atenção.
Esse desenho pode ser usado tanto em ambientes clássicos quanto contemporâneos. Dependendo da direção das peças, ele também ajuda a conduzir o olhar e pode reforçar a sensação de profundidade ou amplitude.
Por que o laminado ganhou espaço nas reformas de 2026?
Um dos motivos é o custo. O laminado consegue reproduzir a aparência da madeira natural por um preço geralmente mais acessível e com manutenção mais simples. Também existem versões com boa resistência a riscos e desgaste, desde que a classificação escolhida seja adequada ao uso do ambiente.
Outro fator é a variedade visual. Tons claros podem aumentar a sensação de luminosidade, enquanto acabamentos médios e quentes criam ambientes mais acolhedores. Réguas longas e largas costumam deixar o resultado mais atual, enquanto peças menores reforçam a estética clássica.
Espinha de peixe deixa o piso mais resistente?
Não. O desenho é principalmente uma escolha estética. A resistência depende da composição do laminado, da camada de proteção e da classificação indicada pelo fabricante. Em áreas de circulação frequente, como salas e corredores, a matéria recomenda observar modelos de maior resistência ao desgaste, como AC4 ou AC5.
Em cozinhas e banheiros, o cuidado precisa ser ainda maior. Nem todo laminado tolera contato com água. Nesses casos, é necessário escolher versões especificamente resistentes à umidade e com juntas protegidas.
Quais erros podem comprometer a instalação?
O padrão em espinha exige mais precisão do que uma instalação reta. Um pequeno desvio nas primeiras peças pode aumentar ao longo do ambiente e deixar todo o desenho desalinhado.
- instalar sobre contrapiso desnivelado;
- começar sem definir uma linha de referência;
- ignorar as juntas de dilatação junto às paredes;
- não respeitar o período de aclimatação das réguas;
- comprar exatamente a metragem da área, sem considerar recortes.
Como a paginação em espinha gera mais perdas, costuma ser prudente adquirir de 10% a 15% de material extra, dependendo do formato do cômodo.

É possível instalar sozinho?
Alguns sistemas de encaixe tornam o trabalho mais simples, mas o padrão em espinha continua exigindo bastante atenção. Cômodos muito irregulares, com muitos recortes ou encontros entre ambientes, aumentam a dificuldade.
Se as primeiras fileiras forem montadas fora de esquadro, o erro se torna progressivamente mais evidente. Por isso, para quem nunca instalou piso antes, chamar um profissional pode evitar desperdício de material e retrabalho.
Então é melhor abandonar o piso flutuante?
Não exatamente. A comparação correta não é “piso flutuante versus laminado”, porque muitos laminados também são flutuantes. A tendência de 2026 está em trocar o visual convencional de réguas paralelas por desenhos mais marcantes, especialmente a espinha de peixe.
Para quem quer reformar sem investir no custo de um parquet de madeira natural, o laminado em espinha oferece uma combinação interessante de aparência, praticidade e preço. A escolha final, porém, deve considerar resistência, umidade, qualidade da base e instalação correta, porque o desenho bonito sozinho não compensa um material inadequado para o ambiente.