Brasileiro percorre 28 pontos de Londres em 1 hora e 31 minutos, transforma tabuleiro de Banco Imobiliário em corrida real e entra para o Guinness
Brasileiro conquistou recorde mundial ao percorrer os 28 endereços do Monopoly em Londres, enfrentando desafios de trajeto e comprovação.
O tabuleiro do Monopoly cabe numa mesa; seus 28 endereços, espalhados por Londres, exigiram uma corrida inteira. Em 27 de fevereiro de 2026, o brasileiro Joabe Bayer Barbosa visitou a pé cada local que representa uma propriedade do jogo em 1 hora, 31 minutos e 14 segundos. Precisou registrar as paradas por fotografia e corrigir o caminho quando percebeu que havia passado por Oxford Street sem fazer a imagem. O Guinness divulgou a marca em setembro. Como planejar uma rota rápida por ruas reais quando cada parada também precisa ser comprovada?

Como nasceu a corrida pelo tabuleiro?
Joabe nasceu no Brasil, cresceu em Londres e depois se mudou para Chicago, nos Estados Unidos, onde passou a estudar Psicologia em nível de doutorado. Conhecer a capital britânica ajudava, mas a memória cotidiana de uma cidade não corresponde à sequência otimizada de 28 pontos do Monopoly. O desafio era visitar todos os lugares da versão londrina a pé, dentro do menor tempo possível.
Ele examinou o trajeto antes da tentativa, procurou atalhos e memorizou cerca de 95% do percurso, segundo o relato publicado pelo Guinness World Records. A preparação de percursos de recorde ajuda a entender a importância do planejamento: a prova não se reduz à velocidade de corrida, pois a ordem das ruas e a confirmação de cada local interferem no relógio.
O que precisava acontecer em cada endereço?
O percurso contemplava os 28 locais associados às propriedades do tabuleiro londrino. Joabe devia alcançar cada ponto e produzir uma fotografia que comprovasse a visita. A exigência cria uma pausa mínima e obriga a atenção simultânea ao mapa, ao tráfego, ao relógio e ao registro. Passar correndo por uma placa sem documentá-la podia obrigá-lo a voltar, mesmo que já tivesse coberto aquela distância.
O tabuleiro organiza propriedades como casas de uma mesma partida; a cidade não obedece a esse desenho. Há cruzamentos, calçadas, pessoas e semáforos. A medição da visita aos endereços do jogo depende de regras específicas, de modo que o resultado não equivale a uma corrida de rua tradicional com distância fixa e percurso isolado.

Onde a tentativa começou?
Joabe saiu de Old Kent Road por volta das 7h. Começar cedo ajudava a enfrentar uma cidade menos congestionada de pedestres em parte do caminho, mas não apagava semáforos e travessias. A cada mudança de direção, precisava reconhecer rapidamente o próximo endereço. Errar uma esquina consumiria tempo; parar para conferir o celular a todo instante também prejudicaria o ritmo.
O preparo mental do trajeto reduziu a necessidade de decidir do zero a cada quarteirão. Ainda assim, memorização não substitui atenção ao espaço presente. Pessoas que cruzam a calçada, obras e sinais fechados tornam cada tentativa diferente do mapa traçado em casa. O recorde dependeu de ajustar velocidade às condições reais, respeitando travessias, enquanto a sequência de fotos permanecia verificável.
O que aconteceu em Oxford Street?
Durante a corrida, Joabe percebeu que havia esquecido de fotografar Oxford Street. Voltou alguns passos para fazer o registro. Em outra parte, quase entrou numa rua errada. Esses contratempos mostram por que fotografar não é detalhe burocrático separado da prova: a visita sem evidência poderia comprometer a validação. O relógio seguia correndo enquanto ele corrigia o erro.
É fácil imaginar que a melhor estratégia seria nunca reduzir o passo, mas a regra muda o cálculo. Uma parada curta para confirmar a imagem evita um retorno maior depois. O episódio de Oxford Street foi um desvio pequeno e concreto, não uma derrota. Ao corrigir a documentação no percurso, Joabe manteve a tentativa dentro das exigências e prosseguiu para os pontos restantes.
Quanto tempo o brasileiro ganhou sobre a marca anterior?
O resultado de 1 hora, 31 minutos e 14 segundos superou a marca anterior de 1 hora, 45 minutos e 35 segundos, registrada em 2018. A diferença é de 14 minutos e 21 segundos. O número não revela sozinho como se correu, mas indica que planejamento e execução importaram numa prova com paradas obrigatórias. A comparação é da categoria específica de visitar os locais do Monopoly a pé em Londres.
O Guinness World Records publicou o feito em setembro de 2026, embora a tentativa tenha ocorrido em fevereiro. Distinguir data da corrida e data da divulgação evita a impressão de que Joabe atravessou a cidade no mês da notícia. O trajeto terminou depois da última fotografia necessária, e o resultado reconhecido trouxe à luz um desafio que mistura memória urbana, resistência e documentação.
O que ficou depois da última foto?
O antigo tabuleiro virou um modo de medir uma cidade concreta. Joabe não ganhou dinheiro de jogo ao passar pelos endereços; ganhou uma marca registrada depois de provar que os visitara dentro das regras. Os pontos que parecem vizinhos numa mesa exigiram pernas, orientação e atenção em uma manhã londrina, com a lembrança de Oxford Street como prova de que o plano não elimina imprevistos.
A história fecha no contraste entre o objeto pequeno e o percurso grande. O recorde de 1h31min14s não surgiu apenas de correr mais rápido; exigiu fotografar 28 locais e corrigir uma falha sem abandonar a rota. Qualquer tentativa futura precisará vencer essa combinação de tempo, caminho e evidência, e não simplesmente jogar outra partida de Monopoly.