Este gigante dos oceanos é maior que qualquer dinossauro e seu coração pode ultrapassar o tamanho de uma motocicleta e pesar até 180 quilos

O maior animal conhecido pela ciência carrega no peito um coração colossal, mas não de quase uma tonelada.

O maior animal conhecido pela ciência carrega no peito um coração colossal, mas não de quase uma tonelada. Em uma baleia-azul, o órgão pode pesar cerca de 180 quilos, dimensão comparável à de uma motocicleta grande. Ainda mais impressionante é sua capacidade de desacelerar a apenas dois batimentos por minuto durante um mergulho.

A baleia-azul, cujo nome científico é Balaenoptera musculus, pode alcançar aproximadamente 30 metros de comprimento e ultrapassar 150 toneladas.
A baleia-azul, cujo nome científico é Balaenoptera musculus, pode alcançar aproximadamente 30 metros de comprimento e ultrapassar 150 toneladas. - Imagem gerada por IA

A baleia-azul é maior que qualquer dinossauro conhecido

A baleia-azul, cujo nome científico é Balaenoptera musculus, pode alcançar aproximadamente 30 metros de comprimento e ultrapassar 150 toneladas. Por isso, ela é considerada o maior animal conhecido da história da Terra, superando até os gigantescos dinossauros saurópodes descritos pelos paleontólogos.

Seu tamanho extremo parece ainda mais curioso quando se observa sua alimentação. Em vez de caçar grandes animais, a baleia consome principalmente krill, pequenos crustáceos filtrados pelas barbatanas existentes em sua boca. Durante períodos de abundância, um adulto pode ingerir várias toneladas desse alimento em um único dia.

Dimensões colossais do cetáceo superam os maiores dinossauros já descritos cientificamente.
Dimensões colossais do cetáceo superam os maiores dinossauros já descritos cientificamente. - Imagem gerada por IA.

Quanto pesa o coração de uma baleia-azul?

Um coração preservado pelo Museu Real de Ontário, retirado de uma baleia encontrada morta no Canadá, pesa aproximadamente 180 quilos e mede perto de dois metros com os grandes vasos incluídos. O exemplar ajudou a substituir estimativas exageradas que atribuíam ao órgão quase uma tonelada.

O coração precisa impulsionar sangue por um corpo imenso, mantendo músculos e órgãos abastecidos com oxigênio. Modelos fisiológicos publicados por pesquisadores estimam que cada contração possa ejetar dezenas de litros de sangue, algo necessário para sustentar um animal que percorre oceanos e realiza mergulhos prolongados.

Como os cientistas mediram seus batimentos?

Em um estudo publicado em 2019 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores fixaram temporariamente um sensor com eletrodos no corpo de uma baleia-azul. O equipamento registrou pela primeira vez o ritmo cardíaco de um exemplar livre enquanto ele mergulhava e buscava alimento.

  • Dois batimentos por minuto foram registrados nos momentos mais profundos.
  • Quatro a oito batimentos formaram a faixa mínima mais comum nos mergulhos.
  • Até 37 batimentos por minuto ocorreram quando o animal voltou à superfície.
  • Mais de 16 minutos foi a duração de alguns mergulhos acompanhados.

Durante a descida, o organismo reduz o ritmo para economizar oxigênio e direcionar o sangue aos órgãos essenciais. Ao retornar à superfície, o coração acelera enquanto a baleia respira e recompõe suas reservas. Essa mudança revela um sistema cardiovascular operando próximo aos limites possíveis para um mamífero.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube ANIMAL TV mostrando algumas curiosidades sobre a baleia-azul, um dos maiores animais que já viveram na Terra.

É possível ouvir o coração a quilômetros de distância?

Não há comprovação de que o batimento cardíaco da baleia-azul possa ser detectado a quilômetros no oceano. Essa afirmação costuma ser confundida com as vocalizações do animal, que são extremamente intensas, apresentam frequências baixas e podem viajar por enormes distâncias debaixo d’água.

A baixa frequência favorece a propagação do som no ambiente marinho, permitindo que as baleias se comuniquem mesmo quando estão afastadas. Já o coração foi medido por sensores colocados diretamente sobre o corpo. Ele é poderoso, mas não funciona como um tambor submarino audível através de oceanos inteiros.

O gigante dos oceanos ainda precisa de proteção

A caça industrial reduziu drasticamente as populações de baleias-azuis durante o século 20. Mesmo protegidas da caça comercial, elas continuam expostas a colisões com navios, redes de pesca, ruído submarino e alterações na distribuição do krill provocadas pelas mudanças ambientais.

Conhecer os números verdadeiros não torna esse animal menos extraordinário. Pelo contrário, um coração de 180 quilos que varia de dois a 37 batimentos por minuto já desafia a imaginação. Proteger os oceanos agora é garantir que esse impressionante ritmo continue pulsando pelas próximas gerações.