O protetor solar não termina na linha do rosto, porque orelhas e pescoço também ficam expostos mesmo em trajetos curtos
Você passa protetor solar apenas no rosto? Entenda por que orelhas, pescoço, nuca, mãos e outras áreas expostas também precisam de proteção diária
Aplicar protetor solar no rosto já faz parte da rotina de muita gente, mas o cuidado costuma terminar na linha do maxilar. Orelhas, pescoço e nuca ficam expostos quando a pessoa caminha até o trabalho, dirige ou resolve tarefas na rua. Embora esses trajetos pareçam rápidos, a exposição se acumula ao longo dos dias. Por isso, ampliar a aplicação para todas as áreas descobertas é uma maneira simples de tornar a fotoproteção mais completa.

Quais áreas costumam ficar sem protetor solar?
Além das orelhas e do pescoço, vale lembrar da nuca, do colo, do dorso das mãos, dos braços, das pernas e da parte superior dos pés quando estiverem descobertos. A linha do cabelo e o couro cabeludo também merecem atenção quando há falhas de cobertura ou fios ralos. Uma forma prática de não esquecer nenhuma região é aplicar o produto por etapas, passando do rosto para as orelhas, descendo pelo pescoço e seguindo para as demais partes expostas.
As orelhas são particularmente fáceis de ignorar, porque ficam nas laterais do rosto e nem sempre recebem produto durante a aplicação habitual. No pescoço, a falha costuma acontecer na parte de trás, principalmente quando o cabelo cobre a nuca apenas parcialmente. Para criar um hábito consistente, confira essas áreas diante do espelho antes de sair. A proteção solar do pescoço também merece atenção diária, não apenas quando há planos de passar muito tempo ao ar livre.
Como aplicar e quando reaplicar o protetor solar?
Escolha um protetor de amplo espectro, resistente à água quando necessário e com FPS 30 ou superior, seguindo as orientações do rótulo. Aplique uma quantidade suficiente para formar uma cobertura uniforme sobre toda a pele exposta e faça isso antes de sair, respeitando o tempo de antecedência indicado pelo fabricante. Passar uma camada muito fina ou deixar pequenas regiões sem produto pode reduzir a proteção obtida na prática.
Quando estiver ao ar livre, a recomendação geral é reaplicar aproximadamente a cada duas horas. A reaplicação deve acontecer antes desse intervalo depois de nadar, suar intensamente ou se secar com toalha, conforme as instruções do produto. Não basta aplicar pela manhã e considerar a proteção garantida até o fim do dia. Veja também por que reaplicar o protetor solar durante a exposição é parte essencial do cuidado.

Por que combinar o protetor solar com barreiras físicas?
O protetor solar é importante, mas não deve ser a única estratégia para reduzir a exposição à radiação ultravioleta. Chapéus de aba larga ajudam a sombrear o rosto, as orelhas e parte do pescoço; roupas que cubram a pele reduzem a área exposta; e óculos com proteção UV ajudam a proteger os olhos. Quando possível, procure também locais com sombra e evite permanecer sob sol intenso por períodos prolongados.
As barreiras físicas são especialmente úteis em atividades demoradas ao ar livre, mas também podem facilitar a proteção no cotidiano. Uma camisa com gola, por exemplo, cobre parte da nuca, enquanto um chapéu de aba larga oferece mais cobertura do que um boné tradicional. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda combinar filtro solar, roupas, chapéus, óculos escuros e sombra para diminuir a exposição solar.
Trajetos curtos também exigem atenção à proteção da pele?
Sim. A quantidade de radiação recebida varia conforme o horário, a duração da exposição, o local e as condições ambientais. Mesmo quando o percurso é curto, as áreas descobertas podem receber radiação, e o hábito se repete ao longo da semana. Dias nublados também não eliminam completamente a exposição aos raios ultravioleta, por isso a proteção deve considerar as condições reais, e não apenas a presença de sol forte visível.
Para facilitar a rotina, deixe o protetor em um local acessível, inclua orelhas e pescoço na sequência habitual e mantenha um produto apropriado para reaplicação quando passar mais tempo fora de casa. Combine esse cuidado com roupas, chapéu e sombra sempre que possível. O objetivo não é depender de um único produto, mas reduzir a exposição de forma consistente, protegendo também as regiões que costumam ficar esquecidas quando a aplicação termina no rosto.