Cristina G. Nuevo, maquiadora: “A partir dos 50, para rejuvenescer o olhar, escolha um tom de sombra que contraste com a íris”

Os tons indicados para olhos azuis, verdes, castanhos e cor de mel, e a textura certa para pálpebras maduras

Escolher a cor da sombra só porque ela é bonita no estojo pode deixar o olhar apagado depois dos 50. A recomendação da maquiadora espanhola Cristina G. Nuevo é outra: usar uma sombra que contraste com a íris, porque o tom oposto ao da cor dos olhos faz os matizes naturais aparecerem mais, sem precisar carregar na maquiagem.

Maquiadora profissional e porta-voz da marca Planet Skin, ela explicou a técnica ao jornal El Español. “Em vez de escolher uma sombra só porque você gosta, procure um tom capaz de criar contraste com a sua íris”, orienta. A escolha não muda a cor dos olhos, mas muda a forma como ela é percebida.

A sombra esfumada no canto externo mantém o pigmento perto da íris – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
A sombra esfumada no canto externo mantém o pigmento perto da íris – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Por que o contraste funciona no olhar maduro?

A base é a colorimetria, que estuda como as cores interagem. No círculo cromático, cores complementares ficam em lados opostos e, lado a lado, uma realça a outra. A ideia voltou a circular com o eyemaxxing, tendência das redes que propõe valorizar os tons da íris com esse contraste.

Segundo a reportagem, o recurso é especialmente interessante a partir dos 50, quando pequenos ajustes ajudam a definir o olhar sem endurecer as feições.

Os tons indicados para cada cor de olho

  • Olhos azuis: cobre, bronze e terracota. O fundo alaranjado intensifica o azul. Para o dia a dia, uma sombra pêssego na pálpebra móvel já resolve.
  • Olhos verdes: malva, ameixa e vinho, com pigmentos avermelhados ou arroxeados. Um lápis berinjela substitui bem o preto.
  • Olhos castanhos: têm mais liberdade. Dourados e bronzes realçam os reflexos quentes; azul-marinho e verde-esmeralda criam contraste mais marcante.
  • Olhos cor de mel: malva destaca os reflexos esverdeados, enquanto champanhe, cobre e dourado valorizam os pontinhos âmbar.

A textura pesa tanto quanto a cor

Com os anos, a pele da pálpebra perde firmeza e ganha linhas finas que mudam a forma como o produto se espalha. Por isso, a maquiadora recomenda sombras acetinadas de brilho discreto para dar luz e foscas para marcar o côncavo com suavidade. Partículas cintilantes muito grossas tendem a se acumular nas dobrinhas e deixá-las mais visíveis, um efeito que já explicamos ao mostrar por que sombras com brilho podem envelhecer o olhar em peles maduras.

Outra dica é trabalhar sobre a pálpebra hidratada, esperar o creme absorver e aplicar a sombra em camadas finas.

Menos produto, pigmento perto da íris

Cristina sugere começar com um único item: um lápis rente aos cílios superiores ou uma sombra esfumada no canto externo. O pigmento deve ficar perto da íris, onde o contraste aparece mais, sem espalhar tons escuros por todo o contorno do olho. Um delineado muito grosso, segundo ela, rouba a atenção da cor dos olhos.

A troca do lápis preto por um marrom, ameixa ou azul-marinho, de acordo com a íris, define os cílios sem linhas duras. Quem tem olhos castanhos pode testar a mesma lógica no verde-esmeralda rente aos cílios.

O que levar para o espelho amanhã

A maquiadora lembra que a teoria das cores é uma orientação, não uma regra: subtom da pele, cabelo e gosto pessoal também contam. O caminho prático é identificar a cor da íris, escolher um tom do lado oposto do círculo cromático, preferir acabamento acetinado ou fosco e aplicar pouco, perto dos cílios.

No Brasil, prefira produtos regularizados na Anvisa e cuide da higiene. A FDA, que regula cosméticos nos EUA, recomenda não emprestar maquiagem dos olhos, lavar as mãos antes de aplicar e suspender o uso se houver irritação; se ela persistir, procure um médico.